domingo, 28 de fevereiro de 2010

2003, Skip James

Os primeiros anos

James nasceu perto de Bentonia, no Mississippi. O seu pai era um ex-contrabandista de álcool convertido em pregador. Enquanto novo, James escutou músicos locais como Henry Stuckey e os irmãos Charlie e Jesse Sims, tendo começado a tocar órgão no início da sua adolescência. Trabalhou na construção de estradas na sua terra natal, o Mississippi, no início da década de 1920 e escreveu aquela que é provavelmente a sua canção mais antiga, "Illinois Blues", acerca das suas experiências como trabalhador. No fim da década, foi agricultor em várias quintas e produzia whiskey contra-feito na área de Bentonia. Começou a tocar guitarra afinada em Ré Menor e desenvolveu um técnica de dedilhar com três dedos que viria a proporcionar grandes resultados nas suas gravações. Além disso, começou a praticar piano, indo buscar inspiração ao pianista blues do Mississippi Little Brother Montgomery

No início de 1931, James fez uma audição para o dono de uma loja de discos em Jackson, no Mississippi e para um caçador de talentosH. C. Speir, que colocara artistas de blues a gravar para uma série de etiquetas incluindo a Paramount Records. Como resultado da sua audição, Skip James viajou para Grafton no estado de Wisconsin para gravar para a Paramount. O trabalho de James em 1931 é considerado único e idiossincrático entre as outras gravações de blues antes da 2ª Guerra Mundial, e constitui a base da sua reputação enquanto músico.

Como era típico no seu tempo, James gravou uma variedade de material - blues e espirituais, versões e composições originais - transpondo frequentemente as barreiras entre os géneros e fontes a que recorria. Por exemplo, "I'm So Glad" derivou de uma canção de 1927 escrita por Art Sizemore e George A. Little chamada "So Tired", que fora gravada em 1928 por Gene Austin e Lonnie Johnson (o último sob o título "I'm So Tired of Livin' All Alone"). James alterou a letra da canção, transformando-a através da sua técnica virtuosa, entrega, intensidade e senso de melodia. O biógrafo Stephen Calt, dando eco à opinião de diversos críticos, considerou que o produto final era completamente novo e original e "um dos mais extraordinários exemplos de dedilhar que é possível encontrar na música para guitarra".

Em diversas gravações para a Grafton, como "Hard Time Killing Floor Blues", "Devil Got My Woman", "Jesus Is A Mighty Good Leader" e "22-20 Blues" (que serviria de base para a canção de Robert Johnson, mais conhecida, "32-20 Blues"), provaram-se igualmente influentes. Muito poucas cópias originais em 78 rotações das gravações de James para a Paramount chegaram até aos dias de hoje.

Os efeitos da Grande Depressão chegaram justamente quando os discos de Skip James chegaram ao mercado. Como resultado, as vendas foram muito fracas e James desistiu de tocar blues e tornou-se diretor do coro na igreja do seu pai. O próprio Skip James viria a ser mais tarde ordenado ministro tanto na igreja Baptista como na Metodista, mas o seu envolvimento nas actividades religiosas era extemporâneo.

Desaparecimento, redescoberta e legado

No trinta anos que se seguiram, James não gravou nada, regressou e abandonou de novo a música várias vezes. Era virtualmente desconhecido dos amantes da música sensivelmente até 1960. Em 1964 os entusiastas do blues John Fahey, Bill Barth e Henry Vestine encontraram-no no hospital de Tunica, no Mississippi. Segundo Calt, a "redescoberta" de Skip James e de Son House praticamente ao mesmo tempo foi o início do "revivalismo do blues" na América do Norte. Em Julho de 1964, Skip James lado a lado com outros artistas redescobertos, apresentou-se no Newport Folk Festival. Diversas fotografias de Dick Waterman capturaram esta sua primeira performance pública ao fim de trinta anos. Ao longo dessa década, James gravou para as etiquetas Takoma Records, Melodeon, e Vanguard Records e tocou publicamente inúmeras vezes até a sua morte em 1969.

Apesar de inicialmente não ter despertado tantas atenções quanto outros artistas redescobertos nessa época, a banda rock britânica Cream gravou duas versões de "I'm So Glad", dando a James o único lucro inesperado da sua carreira. Os Cream basearam a sua versão na versão simplificada de James das gravações da década de 1960 e não na rápida e intrincada versão original de 1931.

Apesar do conteúdo lírico da algumas das suas canções nos pode induzir a caracterizar James como misógino, este permaneceu com a sua mulher Lorenzo até ao momento da sua morte.


Agradecimento ao sitehttp://pt.wikipedia.org/wiki/Skip_James. Trazendo mais conhecimento para todos.


Set list Álbum Hard time killin floor blues.
1. Hard Time Killing Floor Blues
2. Sick Bed Blues
3. Washington D.C. Hospital Center Blues
4. Devil Got My Woman
5. Illinois Blues
6. I Don't Want A Woman To Stay Up All Night Long
7. Cherry Ball Blues
8. Skip's Worried Blues 4:22
9. Cypress Grove Blues
10. Catfish Blues
11. Motherless & Fatherless
12. All Night Long

Link para download

2009 - Ontem e Hoje


O Pão de Hambúrguer integra o rol de grupos que independem de rotulações para fazer sua música. Primeiramente, pela amplitude criativa da banda, perceptível até mesmo para os ouvintes mais descompromissados e desatentos. Segundo, porque, como afirma a sabedoria popular, "rótulo é coisa de garrafa", e ponto final.

O grupo formou-se em meados de 2005, talvez com o objetivo maior de qualquer banda que bebe na fonte do rock: diversão. De lá para cá, o Pão (como é carinhosamente chamado) se desenvolveu a cada show apresentado nas casas mais tradicionais de Curitiba e acertou na receita, ao compor canções originais que captam nossa atenção e nos entregam uma insofismável exaltação. Em síntese, as gravações que findam este post são resultantes de 5 anos de amadurecimento e trabalho, servindo como prova da fixação da banda no circuito curitibano.

Basta ouvir "Oh Pai!", primeira canção do álbum do Pão, para confirmarmos a relevância do quinteto. Os versos calmos sentenciados por Gabriel Fausto mesclam-se perfeitamente às linhas produzidas pelas guitarras de Joel Rocha e Leonardo Bokermann que, conduzidas a galope pelas baquetas de Rennan Fróis, atracam na explosão sonora que abrilhanta a canção. A partir daí, o rock n roll é quem dita o rítmo da faixa.

Na sequência, "Princesinha do Tio" fomenta e demonstra o bom humor da banda. Em uma sonoridade que nos remete ao encadeamento rápido do R&B, o grupo cadencia com acerto o tom da canção, fazendo-a subir e descer sem maiores problemas.

"Sr. Dalí", cuja intro relembra o blues adaptado ao hard rock setentista, é uma verdadeira pintura. A letra, que de início apresenta poucos versos com significação no sense, vai se desenvolvendo e ganhando contornos de lirismo. É também nesta canção que percebemos outra qualidade do Pão: a de trabalhar, em uma mesma canção, com diversas musicalidades em compassos divergentes. Se o seu início nos remete ao blues representado por um solo intermitente conduzido por uma base abafada (que gradativamente vai aumentando de cor e densidade), após dois minutos de duração surge a conversão do compasso para uma levada concisa dominada pelo fraseado seco das seis cordas, similar às batidas secas de Bob Dylan em Knock`on Heavens Door. E, não obstante, no minuto seguinte ocorre outra troca de compasso, mais acelerado, para que os solos se desenvolvam no terreno fértil do hard rock. São exatos 5:26 minutos de excelente construção musical.

No momento seguinte, em "Auto Ajuda", o baixo de Brunno Fróis chama para si a responsabilidade de ser o fio condutor da canção, enquanto Gabriel recita com sinceridade: "eu não preciso de auto ajuda/e sim uma tragédia para compor minhas canções/me embaço e sinto que o relógio aflito me condena/tem que dormir para acordar". Em seguida, a sonoridade cresce, sempre dando espaço para o viés crítico da letra, alterando o peso com passagens e transposições calmas.

Por sua vez, "Ontem e Hoje" é a estrela do álbum homônimo da banda, tanto pela letra singular que versa sobre a eficácia e relatividade que o tempo tem sobre nós, como pela musicalidade, que segue pela mesma trilha marcante das demais canções, oferecendo ao ouvinte um momento de reflexão e deleite.

Em suma, trata-se de um conjunto de canções de peremptória qualidade, executada por uma banda comprometida consigo mesma. Talvez, esta seja a chave que garante ao Pão um lugar de destaque na cena de CWB.

Faixas (Clique na última imagem p/ fazer o download)

1. Oh Pai!
2. Princesinha do Tio
3. Sr. Dalí
4. Auto Ajuda
5. O Campeão da Apatia
6. Ontem e Hoje
7. As Noites Não Mudaram

Pão de Hambúrguer no MySpace:
www.myspace.com/paodehamburgue

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO P/ FAZER O DOWNLOAD:

Na noite, a vida

Curitiba é uma cidade que constantemente é adjetivada: "capital ecológica", ou ainda, "capital européia no Brasil", são alguns dos termos utilizados para descrever esta paragem urbana.

Salvo as tentativas frustradas de propagandas e termos como estes, que intentam apenas maquiar os problemas sociais que detém, fato é que Curitiba possui uma identidade cultural formente estabelecida, principalmente quando se trata de música.

Quem vagueia pela noite da cidade, além de econtrar figuras singulares, pode também apreciar as bandas que compõem o arcabouço underground da capital. E é justamente neste tópico que esta seção encontra seu desiderato.

O objetivo da seção "Pela Noite Curitibana", que ora integra o Rock Pensante, é divulgar o material dos grupos que fazem parte do circuito musical da cidade, além de proporcionar um espaço de debate sobre tema.

Assim, aqui será possível encontrar material para download, resenha de álbuns independentes, shows e, quiçá, entrevistas com os musicos responsáveis pelo "aquecimento"noturno desta fria capital.

Novamente, quem quiser divulgar material ou indicar bandas devem entrar em contato com o email blogrockpensante@gmail.com. Entrem, debatam e apreciem!!

Cheers!!!

1929/30, Barbecue Bob

Salve, salve amantes do rock.

Hoje é domingo, então....vai um churrasco......

Acho que sim....mas só se for aquele “Barbecue Bob”...

Robert Hicks nascido em 11 de setembro de 1902, isso mesmo 1902 é indicado como uns dos pioneiros no blues e de introduzir o uso do violão de 12 cordas.

Seu apelido “Barbecue Bob” (Churrasco Bob) veio do fato dele ser um cozinheiro em uma churrascaria americana.

Nascido em Walnut Grove, Georgia, junto ao seu irmão Charlie Hicks e seu amigo Curley Weaver ambos foram introduzidos a musica pela mãe de Curley, onde Bob aprendeu a tocar seu violão. Após aprender a tocar o violão de 6 cordas rumou para o de 12 cordas e mudou-se para Atlanta, Georgia em 1923 a 1924, tornando-se um dos proeminentes músicos de Atlanta com seu blues.

Fez sua primeira seção de gravação em 1927 na Columbia Records, onde alcançou rapidamente a tiragem de 15.000 copias do álbum intitulado como “Barbecue Bob”. Em junho de 1927 foi até Nova York e gravou Mississippi Heavy Water Blues (uma canção inspirada pelas grandes inundações que ocorrem em Mississippi).

Nosso churrasqueiro nos deixou em 21 de outubro de 1931 possivelmente de uma combinação de tuberculose com pneumonia causada por uma gripe, rege a lenda que a gravação de Mississippi Heavy Water Blues foi sepultada junto a ele.

Essa coletania aborda suas gravações durate 1929 e 1930.


Aproveitem....




Link Para Download

Barbecue Bob.www.rockpensante.blogspot.com.rar



1972 - O Poderoso Chefão

As marcas deixadas por "O Poderoso Chefão", de 1972, são inegáveis e perceptíveis até os dias de hoje. Quase trinta e oito anos após seu lançamento, este filme continua sendo uma insofismável referência para cineastas, roteiristas, atores e, obviamente, compositores de trilhas sonoras destinadas ao cinema.

Com plena certeza, quando Mario Puzo foi contratado pela Paramount em final da década de 60, jamais poderia imaginar que seu romance intitulado "The Godfather", de 1969, poderia ser relembrado por toda história como uma das melhores adptações literárias para o cinema.

Obviamente um série de fatores contribuiram para que "O Poderoso Chefão" se tornasse o legado que é. Além do brilhantismo de Puzo, não se pode duvidar do eminente gênio criativo do diretor Francis Ford Coppola e da lista de excelentes atores que integram o elenco do filme, como Al Pacino, Marlon Brando, Talia Shire (que futuramente ingressaria na sequência quintupla de Rocky), James Caan e Robert Duvall. O filme, além de suspense dramático vigoroso, dotado de uma fotografia única, é também um retrato da história norte-americana, no que versa sobre a imigração italiana, melhor observada no segundo filme da trilogia em pauta

Aliado à estes fatores, a trilha sonora do filme também possui sua parcela de responsabilidade por fazer de "O Poderoso Chefão" uma obra-prima do cinema e um incontestável fenômeno cultural.

Comandado por Nino Rota, (compositor italiano que veio a falecer em 1979, cinco anos após o lançamento do segundo filme da série, responsável também por trilhas de filmes de Federico Fellini), os trabalhos de manufatura da trilha resultaram no melhor jazz mafioso que se pode esperar, pintura indubitável da movimentação deste estilo musical nos anos 40 e 50, época na qual o filme faz referência.

Exemplo disto é "The Godfather Waltz", encadeamento melódico que se tornou tema da película. As demais canções, além de retratar as cenas que se desenvolvem no filme assumem uma certa autonomia, diante do brilhantismo de sua composição. É o caso de "The Halls of Fear", música que acompanha Michael Corleone e o padeiro Enzo na tentativa de proteger Don Vito no hospital onde está internado, após sofrer um atentado.

Além das referências ao jazz, observa-se também a óbvia conexão com a música siciliana, representada pelos lamuriosos reclames de violão e banjo em "Appolonia" e "The Godfather (Love Theme)".

"I Have But One Heart (O Marenariello)" é outro exemplo da fusão do jazz, verbalizado parte em inglês, parte em italiano, que consegue tratar do tema "paixão" de modo singular. Trompetes e flautas, que em certo momento lembram "Kind of Blue" de Miles Davis e aparecem presentes em todas as faixas do álbum, abrilhantam ainda mais sua composição.

Assim, "O Poderoso Chefão" e sua trilha sonora transformaram-se em parâmetro não apenas para o cinema, mas para a música e cultura como um todo. Não é por menos que musicos como Slash, por exemplo, executam "The Godfather Waltz" em suas apresentações, misturando o jazz com outras desinências musicais.

Ao ouvir este disco, estaremos assistindo de olhos fechados o filme, tamanha é a fidelidade da trilha, montada na sequência mesma da película. Trata-se, pois, de uma obra de arte: não há outra adjetivação capaz de melhor definir este filme e sua trilha.

Cheers!!!

Faixas:

1. The Godfather Waltz
2. I Have But One Heart (O Marenariello)
3. The Pickup
4. Connie's Wedding
5. The Halls of Fear
6. Sicilian Pastorale
7. The Godfather (Love Theme)
8. The Godfather Waltz Reprise
9. Appolonia
10. The New Godfather
11. The Baptism
12. The Godfather Finale

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2009 - Cosmic Egg

O Wolfmother é uma daquelas bandas que, apesar de apenas dois discos e um EP lançados e uma reformulação em sua formação, já é considerada como uma das maiores do hard rock. A vibração do disco de estréia (que em breve será postado) pode ser encontrada em Cosmic Egg, juntamente com outros atrativos.

Se a receita inicial da banda era retornar à essência do hard rock, resgatando a sonoridade explosiva de Black Sabbath e Deep Purple, em Cosmic Egg Andrew Stockdale e sua trupe mostram que é possível agregar novos elementos à esta extrínsceca fidelidade ao rock n roll clássico. E (para nossa sorte) engana-se quem pensar que esses novos elementos resultam em uma fusão com o pop ou o hardcore.

O Wolfmother não buscou em outras vertentes musicais a renovação do seu som: o disco é um demonstração enérgica do melhor hard rock em sua espécie. As mudanças ficam por conta de alguns efeitos sonoros que, usualmente, não eram utilizados pela banda, provável resultante de uma produção mais rebuscada que anterior.

Isto fica claro na faixa de abertura, "California Queen". O riff inicial surge envolto em uma nuvem de efeitos similares ao wah wah que, por sua intermitência, nos faz perceber que não são controlados por pedal. A duração deste efeito é curta, abrindo espaço para a explosão crua do som pesado que tanto estamos acostumados. A certa altura, a canção altera sua cadência de modo abrupto, nos remetendo às passagens e variações utilizadas por Iommi em Vol. 4 do Black Sabbath.

"New Moon Rising" é outro resgate ao som do Sabbath. As linhas iniciais da guitarra calam-se rapidamente para deixar a voz contagiante de Stockdale ser guiada pela marcação constante da bateria de Dave Atkins, substituto que em nenhum momento nos faz sentir falta de Myles Heskett, detentor das baquetas originais do Wolfmother. Esta canção é, possivelmente uma das melhores da banda: vibrante, bem construida e com uma letra marcante.

"Sundial" capta outro bom momento da banda, onde a inclusão dos teclados mesclam-se perfeitamente às guitarras de Stockdale e Aidan Nemeth, também recrutado há pouco. "In the Morning" nos transporta para uma viagem initmista conduzida pela letra bem alicerçada e pela calma e límpida combinação de voz com o dedilhado de guitarra que preparam o terreno para a explosão do refrão. A faixa título também merece atenção especial pela sua qualidade, inspirada nos simples e vibrantes riffs construídos por Ritchie Blackmore nos tempos de Purple e Rainbow.

A versão original do disco conta com 12 faixas, todas merecedoras de elogios e que, por contam do espaço, não poderão ser tratadas separadamente neste espaço.

No entanto, para compensar esta limitação, o Rock Pensante disponibiliza para audição com exclusividade a edição "deluxe" de "Cosmic Egg", com quatro faixas adicionais.

Não se tratam de sobras de estúdio, sem grande valor, etc. São faixas poderosas, bem contruídas e que compõe com perfeição a estrutura inicial do disco em questão. Isto só faz ressaltar a qualidade musical do Wolfmother e, em especial, de Andrew Stockdale.

Quem, à primeira vista, acusar a banda de copiar o som dos anos 70 estará comento um grave erro. O Wolfmother busca, sim, inspiração no hard clássico, e só. Não há cópia ou reprodução. A banda busca, de fato, ressignificar a essência das construções musicais percebidas naquela época e que tanto fazem falta nos superficiais dias de hoje, desprovidos de criatividade, com raras exceções.

Ao ouvir "Cosmic Egg", assim como as outras canções do Wolfmother, você não estará fazendo apenas uma viagem no tempo, redescobrindo pérolas há muito existentes: estará também percebendo o quão atual o hard rock clássico pode soar, desprovido de conexões que venham a desaboná-lo. O Wolfmother é uma das melhores bandas surgidas no primeiro decênio deste século e, com este disco, concretiza permanentemente tal status. Audição obrigatória.

Cheers!!!

Faixas:

1. California Queen
2. New Moon Rising
3. White Feather
4. Sundial
5. In The Morning
6. 10.000 Feet
7. Cosmic Egg
8. Far Away
9. Cosmonaut
10. Pilgrim
11. Eyes Open
12. Back Round

Faixas Adicionais:

13. In The Castle
14. Caroline
15. Phoenix
16. Violence of The Sun

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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Trilhas Sonoras


Todos nós sabemos da grande influência que a arte do cinema possui sobre as pessoas. Mais do que simples manifestação artística, o cinema é uma forma especial e singular de canalizar e manifestar sentimentos, independentemente de sua essência.

Com um filme, podemos modificar nossa forma de pensar, compreender ideologias distintas e agregar, cada vez mais, novos conhecimentos sobre diversos temas. Quando as luzes se acendem novamente, ao término de uma película, como gostam de referir os latinos sul-americanos, a sensação geralmente é de um bombardeio: rimos, choramos, nos indignamos com o que se apresenta à nossa frente.

Tais efeitos são os responsáveis pela aproximação do cinema da literatura, por exemplo. Quando terminamos um livro, sentimos uma gama de sensações similares às descritas. Assim, exercitamos a nossa alteridade: nos colocamos nos lugares dos personagens e subtraimos para nós as sensações por eles percebidas. Tal alteridade é amplamente benéfica: podemos aprender com elas para nos tornarmos, por exemplo, melhores cidadãos, preocupados com o que nos cerca, e não apenas como nós mesmos.

Afora toda esta problemática, um filme se torna ainda mais impactante quando acompanhado de uma excelente trilha sonora, que acaba por torná-lo ainda mais emblemático, auxiliando a agregá-lo na história.

Logo, é para tal fim que esta nova seção do Rock Pensante se destina: evidenciar e debater as trilhas sonoras originais que, juntamente com os filmes que lhes batizam, marcaram época e nossas vidas. Além de simples mural, este espaço serivrá como ambientação para uma saudável discussão sobre o tema, tendo sua abertura para participação ilimitada.

Cheers!!!

2010 - Viva Rock!

É com imensa honra que iniciamos o primeiro post com o fito de divulgar e evidenciar o material próprio de bandas que começam a participar do cenário músical. E, da "conexão" Curitiba-São Paulo, surge o Viva Rock!, grupo formado por Tiago "Pumba" Mendes (Vocal & Guitarra), Renan "Fof's" Ramos (Baixo) e Rafael "Cinho" Peroni (Bateria).

A proposta da banda, como o próprio nome sugere, consubstancia-se na celebração e prazer de fazer música, independentemente de rotulações ou limitações que, em insofismável verdade, apenas vêm a limitar o prospecto criativo de qualquer trupe.

O grupo iniciou os trabalhos em meados de 2007, quando a banda paulista The Keys, ao por termo às suas atividades, recrutou Tiago Mendes para comandar o pedestal e microfone. Com as variações de integrantes, a banda atingiu a formação atual, cabendo ao vocalista também a função das seis cordas.

O material que ora vem à tona resulta de um mix de gravações em estúdio e sessões acústicas, ambas com recording de qualidade. Quase todo o material foi escrito pelo vocalista, principalmente no que versa sobre as letras, que adequam-se bem à sonoridade da banda, tornando sua audição peremptoriamente vibrante e agradável.

Aqui, o rock é temperado na dose certa com influências pop sadias, que em nada prejudicam as canções. Pelo contrário: apenas as enriquecem.

Os destaques vão para "Quando Eu for Famoso", "Mulher Brasileira", canções que vêm com acompanhamento completo da banda em crua audição. Das acústicas, as congratulações destinam-se à "Somos Iguais", cuja letra nos remete à reflexão interna obrigatória, "Sintonia", balada de qualidade e "As Vacas Vão Voar" cujo bom humor salta aos olhos.

Esperamos sincera e ansiosamente pelo desenvolvimento e crescimento desta banda, primeira a singrar pelos mares da Garagem Pensante!

Cheers!!!

Faixas:
1. Quando Eu For Famoso
2. Mulher Brasileira
3. Garota (Já que Eu não vou Viver pra Sempre)
4. Somos Iguais
5. Sintonia
6. As Vacas Vão Voar
7. Cigarros e Coca-Cola
8. O Nosso Amor a Gente Inventa

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Do Escafandro ao Céu

Há muito sentiamos falta de um espaço destinados às bandas que estão dando os primeiros passos na construção de um trabalho próprio.

Em qualquer reconcâvo deste mundo, a qualquer minuto que observarmos no relógio, sempre haverão grupos de amigos que, junto com conversa e diversão, intentam alicerçar seus ideais em canções. Afinal, a história do homem é assim: um punhado de ideologias manifestas que, entre gritos e tiros, são conduzidas por música, poesia e sonhos.

Todos sabemos o quão difícil é, após montar uma série de composições, encontrar espaço para demonstrar sua arte em uma cena que prima mais pela repetição do que pela criação. Assim, quando olhamos, por exemplo, a lista de bandas que irão tocar em uma certa noite e em um certo lugar, não nos surpreendemos mais em rever a mesma relação de grupos no final de semana seguinte. Não há transformação, ou ainda, renovação: é sempre o mesmo, em todo lugar.

Por isto, esta seção, que inicialmente seria batizada de escafandro (menção e referência à cápsula que protege a borboleta em estado embrionário e à roupa pesadíssima e impermeável utilizada por mergulhadores na metade do século passado), e que agora se intitula Garagem Pensante, é destinada às bandas que estão começando a trilhar seu caminho, procurando espaço para mostrar para si e para todos seus pensamentos verbalizados em canções. Além de simples divulgação, esta seção visa fomentar e indicar para a cena musical brasileira (e não apenas curitibana) os novos grupos que, todos os dias, candidatam-se para integrá-la.

Quem quiser contribuir para essa seção, favor enviar material com músicas, fotos e histórico para o email blogrockpensante@gmail.com , para que possamos alastrar ainda mais as boas canções animam as garagens deste país. Mãos à obra!!!

Cheers!!!

1972 - Blue Öyster Cult

Novamente, encontramos um bom disco advindo da "safra" de 1972. Trata-se do primeiro (e homônimo) álbum do Blue Öyster Cult, que desde 1967 lutava para ganhar espaço na crescente cena rock americana. Este registro - ainda que desconhecido por grande parte do público, ofuscado pelo sucesso de "Agents of Fortune", disco lançado em 1976 e recheado de singles - traz em si umas das melhores combinações de influências já percebidas e concretizadas por uma banda.

Para entender completamente esse disco (complexo, se comparado os que o sucederam), é preciso fazer um balanço de tudo que motivou a banda a construir e alicerçar as canções que o compõe.

Primeiramente, não se pode duvidar do alcance das letras. Inspirados em ícones da literatura voltada ao terror e ao oculto, como Edgar Allan Poe, H. P. Lovecraft e Stephen King, os versos bailam e singram por maldições, homicídios e angústias tipicamente humanas, demonstradas com sinceridade e lapidadas com o capricho próximo da escrita dos mestres acima referidos.

A musicalidade do álbum é, também, de uma amplitude significativa. Diversas bandas da época elevando à máxima potência a capacidade de explorar sons novos e conjugá-los à força do rock n' roll e hard rock. Assim, bandas como Grand Funk Railroad e Free passeavam desde o blue ao psicodelismo para fazer o pensamento e ideal de toda uma geração. O mesmo ocorre com o Blue Öyster Cult.

Em faixas como "Cities On Flame With Rock", além do riff marcante, próximo às construções musicais feitas pelo Led Zeppelin, percebe-se a variação de estilos feita pela banda, que trilha o hard rock e o rock progressivo em um complemento único. O blues fica por conta de "Then Came the Last Day of May", iniciada por um lamurioso solo que, vagarosamente, vai aumentando de densidade juntamente com a canção, para retornar, posteriormente, ao calmo e sombrio ponto de partida.

"Before The Kiss, a Redcap" remete-nos ao R&B clássico e essencial. A voz de Eric Bloom mistura-se às linhas de guitarra de Buck Dharma e Richie Castellano para preparar o terreno para o solo de baixo de Rudy Sarzo, que aos poucos vai se acalmando para que os novos versos sejam proferidos, acreditem, em um compasso típico do country que, ao encerrar-se, deixa a cena para entrada do hard rock, representado por um solo em rápido compasso e arrematado por um estridente contraponto de teclado. O resultado de tantos estilos em uma só canção, creiam, é fabuloso, graças a capacidade técnica da formação original do Öyster.

"Stairway to The Stars" também oferece uma pueril vibração motivada pela letra, que trata da fama, ainda projeto de vida para estes "garotos". Destaque para o solo de guitara acompanhado por palmas e por um silente piano, que se escuta ao longe e que, de ronpante, toma conta da base rítima da canção.

Em suma, trata-se de um grande disco de uma banda que, apesar de desconhecida do grande público, há muito havia deixado seu escafandro para voar pelo mundo. Uma pena que este disco seja desconhecido por grande parte daqueles que apreciam as desinências do rock n' roll produzidas na década de 70. Essencial na discografia de qualquer um.

Faixas:
1. Transmaniacon MC
2. I'm on The Lamb But I'm ain't no Sheep
3. Then Came The Last Days of May
4. Stairway to the Stars
5. Before the Kiss, a Redcap
6. Screams
7. She's Beautiful as a Foot
8. Cities On Flame With Rock
9. Workshop of Telescopes
10. Redeemed


Cheers!!!!

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

2010 - Song Premiere do álbum "Slash"

Este ano promete ser generoso para a música, em especial para o Hard Rock.
Desde meados de 2008 circulavam boatos de que Slash estava iniciando o processo de composição de um novo disco. Passado algum tempo, os boatos se confirmaram e, em 2010, o álbum simplesmente cunhado como "Slash" entrará em circulação.

Trata-se, pois, de um ábum heterogêneo, onde, a cada canção, uma voz diferente assume a função de verbalizar a já conhecida fúria do "Sr. Cartola". Contudo, para nossa sorte, talvez este não seja o único atrativo.

Em 16 de fevereiro último, um blog francês publicou uma responsável resenha sobre o disco, fruto de uma audição exclusiva do álbum. Nela, nomes como Alice Cooper, Iggy Pop, Lemmy, Ozzy, Chris Cornell, Dave Grohl, Izzy Stradlin e Kid Rock aparecem na lista daqueles que acompanham Slash em tal projeto, que há muito é aguardado não apenas por aqueles que apreciam a sua figura, mas também pelos que admiram o Hard Rock, em especial.

Até o momento, apenas uma versão de"Paradise City" (que integrará o álbum como faixa-bônus), gravada com Fergie e Cypress Hill havia sido disponibilizada e recebida com certo desgosto por parte da critica e dos fãs. Mas hoje, o Rock Pensante traz com exclusividade um link de audição da faixa que é considerada pelos sortudos críticos que já ouviram o disco como a que se destaca das demais.

Trata-se de "By the Sword", cujos vocais são comandados por Andrew Stockdale, vocalista do Wolfmother. A canção bebe na fonte de Led Zeppelin e UFO para demonstrar toda a sua qualidade, de rara percepção. Com um início acústico imponente, a canção vai se desenvolvendo lentamente, passo a passo, agregando a cada 10 segundos a inclusão de outros instrumentos ao violão, até tornar-se um muro sólido representado por um riff surpreedentemente marcante.

A voz de Andrew cavalga no mesmo compasso da introdução acústica, assemelhando-se ao working blues entoado pelos negros escravos nas plantações de algodão próximas ao delta do Mississipi.

Após a transição da intro acústica para o potente riff distorcido, a canção abranda-se novamente para receber o singular solo de Slash, que, de modo gradual, inicia uma evolução que reconduz a canção à explosão sonora que lhe arremata. Ao terminarmos de ouví-la, sentimos aquela satisfação insofismável de viajar por um mundo que já conhecemos e que nos faz bem: o mundo do rock n roll, que alterna sua composição para entregar-nos as melhores sensações possíveis.

O mais impressionante é que, por esta música, podemos ter a certeza que o álbum, como um todo, nos proporcionará um deleite ainda maior. Se com Stockdale o resultado já se demonstrou fantástico, imagine o que podemos esperar das canções acompanhadas por Mr. Madman, Lemmy Kilmister e cia.

Os mais teimosos, ao ouvir o disco por inteiro, tentarão compará-lo com "Appetite for Destruction" ou com "It`s Five o`Clock Somewhere", primeiro álbum de Slash Snakepit. Mas, por certo, perderão seu tempo.

O álbum "Slash", com toda a certeza, não foi concebido para servir como parâmetro de crítica, ou para competir com outros discos já existentes. Ele é, de fato, uma celebração, que devemos aproveitar até o último instante.

Aguardaremos, pois, o lançamento deste que já é considerado como um grande disco do Hard Rock. Por ora, nos contentaremos com "By the Sword" cujo link segue na imagem abaixo, imperdível cortesia da Spinner.

Faixas:

1. Ghost (c/ Ian Astbury e Izzy Stradlin)
2. Crucify the Dead (c/ Ozzy Osbourne)
3. Beautiful Dangerous (c/ Fergie)
4. Promised (c/ Chris Cornell)
5. By the Sword (c/ Andrew Stockdale)
6. Gotten (c/ Adam Levine)
7. Doctor Alibi (c/ Lemmy Kilmister)
8. Watch This Dave (c/ Dave Grohl e Duff Mckagan)
9. I Hold One (c/ Kid Rock)
11. Starlight (c/ Myles Kennedy)
12. Saint Has Sinner Too (c/ Rocco De Luca)
13. We're All Gonna Die (c/ Iggy Pop)

Faixas Bônus:

14. Baby Can't Drive (c/ Alice Cooper e Nicole Scherzinger)
15. Paradise City (c/ Fergie e Cypress Hill)


Cheers!!!

CLIQUE NA CAPA DO DISCO PARA OUVIR "BY THE SWORD"

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

2009 - Entre o México e o Inferno

Se o papo é blues conjugado com letras ácidas, o Cracker Blues mostra ser mestre no assunto. A banda, oriunda da terra da garoa, salvo melhor juízo, desde 2000 vem ganhando espaço no circuito underground do Brasil.

Este singular sexteto combina em seu primeiro disco oficial todas as suas influências com energia e responsabilidade. Assim, navegamos com eles pelo blues texano, southern rock e country, encontrando em cada faixa um novo elemento interessante.

Em certos ocasiões, parecemos estar diante do mais sincero country, como no caso de "Bolero Maldito". A sinceridade é outro ponto forte da banda, fato este representado pelas letras. Apesar de ácidas e bem humoradas, elas não extrapolam os limites do bom senso. Assim, pode-se dizer que o Cracker Blues chuta o balde, mas sem mirar em ninguém.

Juntamente com a energia acima referida, que em muito lembra as bases vigorosas compostas por Muddy Waters, observamos também a presença forte de slides muito construídos, que nos remetem à um blues mais antigo, similar àqueles encontrados no delta do Mississipi. Ou seja, podemos, ao mesmo tempo, assimilar a sonoridade de ZZ Top, por exemplo, sem perder de vista a influência de Son House.

É o que ocorre quando escutamos "Blues do Inimigo" e "Nascido em São Paulo", faixa esta que apresenta com maior clareza que as demais a incidência dos backing vocals femininos, perfeitamente colocados.

Outro fator que faz elevar a importância da banda e deste disco são os instrumentos não tão "usuais" utilizados em algumas faixas. Logo, percebe-se a presença de violão resonator, também conhecido como "dobro" (aquele que marca presença na capa de "Brothers in Arms" do Dire Straits) em canções como "Oração para um Ordinário" e o precitado "Blues do Inimigo".

Outra faixa que merece atenção é "Velha Tatuagem", que oferece energia e eminente vibração, conduzida por versos ácidos e bem trabalhados.

Enfim, não há do que reclamar. Por certo, esta banda tem grandes chances de tomar de assalto diversas cenas e correntes do rock n' roll pátrio. Esperamos, particularmente, o show deles em nossa terrinha cinza e fria.

Faixas:

1. Bolero Maldito
2. Whisky Cabrón
3. Velja Tatuagem
4. Sangue de Segunda
5. Blues do Inimigo
6. Nascido em São Paulo
7. Tinhoso
8. Charles Bronson Blues
9. Que o Diabo lhe Carregue
10. Blues 56 - Lobo do Mar
11. Oração para um Ordinário

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A Morte chega a Dillinger

Morte, a única certeza que ganhamos assim que nascemos. Fenômeno natural que mais se tem discutido tanto em religião, ciência, musica e filmes, acarretando opiniões diversas.

O Homem, desde o princípio dos tempos, tem a caracterizado com misticismo, magia, mistério e segredo.

Mas quando a morte vem atrás de nós, o que devemos fazer? Apenas nos deixar levar ou lutar pela sobrevivência.

A morte chega a Dillinger narra uma jornada aonde a Morte chega literalmente para fazer seu serviço, porém um pai não irá aceitar o terrível destino de sua pequena filha. Em um duelo de invejar Clint Eastwood e qualquer filme de Cowboy, Paxton desafiara a própria morte pela vida de sua filha amada.

Poeira nos olhos, janelas fechadas do saloon, dedos e mão apostos sobre suas pistolas, nervos a flor da pele e um final de tirar o fôlego.

Obs: Dillinger, também é o nome de John Herbert Dillinger que foi um ladrão de bancos estadunidense, considerado por alguns como um criminoso perigoso, e por outros idolatrado como um Robin Hood do século XX. Isto porque muitos estadunidenses culpavam os bancos pela depressão dos anos 30 e Dillinger só roubava bancos.

Dillinger ganhou o apelido de "Jackrabbit" por suas fugas da polícia e rapidez dos assaltos.Suas ações, assim como outros criminosos dos anos 30, dominaram a atenção da imprensa, que começou a chamá-los de "inimigos públicos" (public enemy), entre 1931 e 1935, época em que o FBI se desenvolveria e tornar-se-ia mais sofisticado.

Como diria Sartana....Vou, mato e volto

Clique na imagem para download de cada edição (Baixou, gostou...compre)



Angústia, 1987

Salve, Salve amantes do Rock.

Ano de 1987, completava eu meu terceiro ano de vida,o Trio Los Lobos estava no topo da parada americana com a música tema do filme “La Bamba”, lançado no mesmo ano.

O Brasil experimentava um novo plano econômico, denominado plano Bresser, era uma nova tentativa do governo Sarney, após o fracasso do plano cruzado II de conter a inflação galopante sobre preço de mercadorias que o nosso país enfrentava e outras coisas a mais.

Na literatura tivemos o enorme prazer de receber em mãos mais uma Obra de nosso saudoso Stephen King,reconhecido como um dos mais notáveis escritores de contos de horror fantástico e ficção de sua geração. Seus livros foram publicados em mais de 40 países e muitas das suas obras foram adaptadas para o cinema.

Em Angustia(Misery), Stephen King nos leva para dentro da mente de de uma fã alucinada, onde encontra seu ídolo a beira da morte após um acidente. Já sabemos o que vem por ai.

Espero que gostem da leitura, em breve postarei a adaptação do livro para o filme "Louca Obsessão"

Link para Download (Baixou, gostou?...comprou)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

1975 - Trying To Burn The Sun


1975 fomentou uma espécie de divisor de águas para o Elf. Além de lançar seu terceiro disco e integrar um baxista definitivo, deixando Ronnie James Dio livre nos vocais, o referido ano marcou o encerramento temporário das atividades da banda sob o presente nome.

Mas, fora isso, fato é que o Elf, uma vez mais, cumpriu com a meta de construir um ótimo disco, sob diversos prismas. As canções alcançaram um outro patamar, ainda mais elevado que os dois álbuns que o precederam. Se era a produção a responsável pelo brilho de "Carolina County Ball", de 1974, no presente disco é o amadurecimento técnico dos músicos que se avulta aos nossos ouvidos.

Dio apresenta vocais fortes e bem delineados, que, em certo tempo, chegam a soar semelhantes às prolongações técnicas utilizadas por Freddie Mercury em "A Night At Opera". O conjunto "guitarra-piano" também funciona com limpidez e harmonia, desta vez agregando o shuffle ao boogie fraseado que sempre foi característica da banda.

É também neste disco que se percebe um maior flerte da banda com o blues em sua essência, combinado com elementos de percussão distintos, similares ao jazz. Basta ouvirmos "Streetwalker" para percebemos essa junção.

Aqui, todas as faixas merecem destaque, fato este que não se torna, de modo algum, um exagero irresponsável. "Shotgun Boogie" e "Black Swampy Water" apresentam a energia usual da banda conectada com as inovações que acima destacamos. "Prentice Wood" também nos chama a atenção pela sua estruturação, que demonstra colagens de sons de pássaros cantando e percussões distintas no seu desenvolvimento.

Pouco após o lançamento deste disco, o Elf readaptaria sua formação para integrar o Ritchie's Blackmore Rainbow, mas isto é outra história, para uma outra ocasião. Por ora, aprecie este bom disco, espécie de despedida e epifania de uma banda que, até hoje, deixa-nos saudades.

Faixas:

01 Black Swampy Water
02 Prentice Wood
03 When She Smiles
04 Good Time Music
05 Liberty Road
06 Shotgun Boogie
07 Wonderworld
08 Street Walker

CLIQUE NA IMAGEM P/ FAZER O DOWNLOAD: