sábado, 27 de fevereiro de 2010

1972 - Blue Öyster Cult

Novamente, encontramos um bom disco advindo da "safra" de 1972. Trata-se do primeiro (e homônimo) álbum do Blue Öyster Cult, que desde 1967 lutava para ganhar espaço na crescente cena rock americana. Este registro - ainda que desconhecido por grande parte do público, ofuscado pelo sucesso de "Agents of Fortune", disco lançado em 1976 e recheado de singles - traz em si umas das melhores combinações de influências já percebidas e concretizadas por uma banda.

Para entender completamente esse disco (complexo, se comparado os que o sucederam), é preciso fazer um balanço de tudo que motivou a banda a construir e alicerçar as canções que o compõe.

Primeiramente, não se pode duvidar do alcance das letras. Inspirados em ícones da literatura voltada ao terror e ao oculto, como Edgar Allan Poe, H. P. Lovecraft e Stephen King, os versos bailam e singram por maldições, homicídios e angústias tipicamente humanas, demonstradas com sinceridade e lapidadas com o capricho próximo da escrita dos mestres acima referidos.

A musicalidade do álbum é, também, de uma amplitude significativa. Diversas bandas da época elevando à máxima potência a capacidade de explorar sons novos e conjugá-los à força do rock n' roll e hard rock. Assim, bandas como Grand Funk Railroad e Free passeavam desde o blue ao psicodelismo para fazer o pensamento e ideal de toda uma geração. O mesmo ocorre com o Blue Öyster Cult.

Em faixas como "Cities On Flame With Rock", além do riff marcante, próximo às construções musicais feitas pelo Led Zeppelin, percebe-se a variação de estilos feita pela banda, que trilha o hard rock e o rock progressivo em um complemento único. O blues fica por conta de "Then Came the Last Day of May", iniciada por um lamurioso solo que, vagarosamente, vai aumentando de densidade juntamente com a canção, para retornar, posteriormente, ao calmo e sombrio ponto de partida.

"Before The Kiss, a Redcap" remete-nos ao R&B clássico e essencial. A voz de Eric Bloom mistura-se às linhas de guitarra de Buck Dharma e Richie Castellano para preparar o terreno para o solo de baixo de Rudy Sarzo, que aos poucos vai se acalmando para que os novos versos sejam proferidos, acreditem, em um compasso típico do country que, ao encerrar-se, deixa a cena para entrada do hard rock, representado por um solo em rápido compasso e arrematado por um estridente contraponto de teclado. O resultado de tantos estilos em uma só canção, creiam, é fabuloso, graças a capacidade técnica da formação original do Öyster.

"Stairway to The Stars" também oferece uma pueril vibração motivada pela letra, que trata da fama, ainda projeto de vida para estes "garotos". Destaque para o solo de guitara acompanhado por palmas e por um silente piano, que se escuta ao longe e que, de ronpante, toma conta da base rítima da canção.

Em suma, trata-se de um grande disco de uma banda que, apesar de desconhecida do grande público, há muito havia deixado seu escafandro para voar pelo mundo. Uma pena que este disco seja desconhecido por grande parte daqueles que apreciam as desinências do rock n' roll produzidas na década de 70. Essencial na discografia de qualquer um.

Faixas:
1. Transmaniacon MC
2. I'm on The Lamb But I'm ain't no Sheep
3. Then Came The Last Days of May
4. Stairway to the Stars
5. Before the Kiss, a Redcap
6. Screams
7. She's Beautiful as a Foot
8. Cities On Flame With Rock
9. Workshop of Telescopes
10. Redeemed


Cheers!!!!

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