quinta-feira, 1 de abril de 2010

1956, The Million Dollar Quartet

Salve, salve amantes do Rock 'n' Roll

Quanto vale esse quarteto ao lado? Um milhão, dois milhões...para mim não tem preço.

No dia 4 de Dezembro de 1956, o já renomeado Carl Perkins grava um álbum com seu novo trio de músicos turbinados, sendo um desses músicos o novato Jerry Lee lewis.
Após as gravações foram de encontro a rua Union Avenue n° 706, endereço de um estúdio.
Chegando lá encontraram ninguém menos que Johnny Cash e Elvis Presley.
Mas não nos deixem enganar, por trás dos panos alguém estava manipulando esse encontro, esse alguém era Sam Philips.

Para começar, Johnny Cash não canta em nenhuma faixa. Quem se sobressai ao longo e toda a sessão é Elvis Presley, cantando a maioria das músicas e falando muito. Elvis ainda toca piano, cedendo lugar umas poucas vezes a Lewis, que, ao contrário da técnica simples do rei do rock, martela as teclas de modo explosivo. Para finalizar as críticas, a maior parte das gravações são músicas incompletas, tentativas frustradas de engatar uma canção; aquelas que chegam ao refrão são raras, assim como os solos de Perkins, que aparecem apenas esporadicamente.
A propaganda acerca da sessão foi enorme: Sam convocou o jornalista Bob Johnson, do Memphis Press-Scimitar, um jornal local, para “cobrir” o encontro, e um fotógrafo para imortalizar aquele momento único (a única foto tirada ilustra esse artigo). No dia seguinte, o artigo, intitulado O quarteto de um milhão de dólares, tornava imortal a brincadeira entre os quatro, mesmo que as fitas ficassem arquivadas na Sun durante anos até finalmente serem disponibilizadas para o público.

Mas justiça seja feita: apesar de todos esses “poréns”, a jam tem um valor inestimável. Por vários motivos. De fato, os quatro se encontraram e tocaram juntos, o que, por si só, já é algo impressionante, dada a importância deles. O repertório, escolhido na hora, é composto, em sua maioria, por músicas gospel. Os artistas mostram uma descontração muito grande, cantando de modo tranqüilo e agradável, realmente curtindo o momento. Outro ponto alto são as conversas que se perpetuam entre as faixas. Elvis, o mais falante de todos, faz algumas revelações interessantes, como sua admiração pela versão de Don’t Be Cruel, canção escrita por Presley em parceria com Blackwell, feita por Jackie Wilson, na época com Billy Ward and the Dominoes.
No balanço geral, o álbum vale a pena. Existem muitas versões, sendo que a completa é a melhor delas, já que mostra tanto as canções (ou pedaços delas) quanto as conversas e risadas entre as músicas. Misto de curiosidade, boa música e valor histórico.


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