quinta-feira, 29 de julho de 2010

1967 - The Electric Prunes

É impressionante a quantide de discos fundamentais e fantásticos feitos e lançados em 1967. E este fato não se limita, felizmente, ao rock: tanto o jazz como o blues também apresentaram suas pérolas nesses anos, com Miles Davis e Muddy Waters, apenas para citar alguns nomes. Seguramente, a banda americana The Electric Prunes entra nessa lista de artistas que deixaram sua marca neste abençoado ano. Sua importância foi fundamental para a estruturação do rock psicodélico nos EUA, a partir das bases e fundamentos hippies erigidos na costa oeste do país.

O curioso é que o grupo não era formado por compositores, justamente em um momento em que as interpretações estavam dando lugar às canções autorais, criações próprias que auxiliaram a concretizar a cultura de uma época. Mas nada que desabone o disco de estréia do grupo: ainda que as canções não sejam suas em sua totalidade, a sonoridade leva a assinatura da banda, condensada em uma verdadeira viagem que pode ser apreciada em "I Had Too Much to Dream (Last Night)", originalmente lançada em formato single, assim como "Get Me to the World On Time".

Apesar não se verificar qualquer relação direta, é como se The Electric Prunes fosse uma extensão daquilo que o Pink Floyd estava a fazer do outro lado do Atlântico. Não há como comprovar se uma banda influenciou a outra (talvez isso nem tenha acontecido, devido ao tempo que as notícias da América levavam para chegar ao Velho Mundo e a simultaneidade do trabalho de ambos), mas também não há como deixar de notar as semelhanças entre as sonoridades dos dois grupos. Lógico, diversas são as particularidades, vistas, por exemplo, em "Train for Tomorrow", que usa alguns elementos que o Floyd não lançou mão naquela momento, nem sequer o faria em oportunidades posteriores.

Mas, ainda assim, ao ouvir o álbum de estréia do The Electric Prunes, você consegue sentir que o disco poderia ter sido feito pelo Floyd; assim como o primeiro álbum de Barret, Waters e cia, "The Piper at the Gates of Dawn", também de 1967, poderia ter sido assinado pelos Prunes, ainda que sua criatividade se encontrasse em estado embrionário naquele momento.

Afora estas curiosidades, "The ElectricPrunes" é um excelente disco que, além de conter dois excelentes singles, apresenta-se recheado de nuances e passagens curiosas, que seriam aproveitadas, inclusive, pelo Grateful Dead poucos anos depois. Eis um álbum difícil de ser encontrado e que facilmente pode ser ouvido pelo resto da vida.

Cheers!!!

Set list:

1. I Had Too Much to Dream (Last Night)
2. Bangles
3. Onie
4. Are You Lovin' Me More (But Enjoying it Less)
5. Train for Tomorrow
6. Sold to the Highest Bidder
7. Get Me to the World on Time
8. About a Quarter to Nine
9. The King is in the Couting House
10. Luvin
11. Try Me on for Size
12. The Toonerville Trolley

CLIQU AQUI P/ FAZER O DOWNLOAD  

quarta-feira, 28 de julho de 2010

2005 - The Rockabilly tribute to the Ramones

Hey, Ho.... Lets' Go.
Salve, salve amantes do Rock 'n' Roll.
Que Ramones foi e ainda é uma das bandas de Punk Rock mais influentes do mundo, isso ninguém discorda. Uma banda recheada de musicas clássicas e bem elaboradas, uma simplicidade em tocar de encher os olhos e inspirar aspirantes ao universo chamado "rock".

Pois bem, com todas essas qualidades não é de se admirar que tal banda não receba a graça de álbuns "Tributos" em sua homenagem. Muitos foram os cantores que luziram tal homenagens com amor e carinho, porém, para esse Power Trio de Pensilvânia, Filadélfia ainda poderia ser feito muito mais. E eles fizeram.!!!

Full Blow Cherry se formou no verão de 97 e desde isso já dividiram o palco com nomes importantes do Rockabilly, nomes como Wanda Jackson, Kim Lenz and her Jaguars (from Nashville), Sleepy Labeef (Sun Label Recording Artist), The Rockats (England), Tim Polecat (England), Charlie Gracie (Philadelphia), Bill Haley's Original Comets, and Wayne "the Train" Hancock (Texas).

Com tantas cartas na manga esse trio resolveu gravar grandes clássicos do Ramones em versões Rockabilly. O resultado desse investimento veio em "The Rockabilly tribute to the Ramones", um disco sem comparação para quem ama esse estilo e Ramones.

Na primeira audição talvez pareça meio estranho, porém é impossivel ficar parado e não cantarolar as clássicas musicas. Misturando um vocal hora Elvis, hora Joey Ramone e com batidas de violão e guitarra que lembram ao Johnny Cash, facilmente você será capturado pela atmosfera anos 50 sem esquecer do Punk. Todas as musicas são trabalhadas perfeitamente, dando um ar renovado a elas.

Espero que gostem e lembrando, logo postarei o álbum tributo ao AC/DC a lá "Rockabilly"

Set List

01. Blitzkrieg Bop
02. Rockaway Beach
03. Sheena is a Punk Rocker
04. Cretin Hop
05. She's The One
06. Judy is a Punk
07. The KKK Took My Baby Away
08. Teenage Lobotomy
09. I Wanna Be Sedated
10. Do You Remember Rock 'n' Roll Radio?
11. Beat on the Brat
12. Bop 'Til You Drop





Clique na imagem para download. (Baixou?..Gostou?...Comprou!)

15/08/2010 - Sarau nas Nuvens


Domingo, em regra, é um dia curioso. Uns aproveitam para descansar, outros para passear, e muitos para curar a ressaca da madrugada antecedente. Porém, o próximo dia 15 de agosto não será um domingo qualquer, mas sim uma oportunidade ímpar de diversão através da arte e da cultura. Trata-se do Sarau nas Nuvens, que possibilitará aos frequentadores da famosa feirinha do Largo da Ordem a possibilidade de curtir, em um só dia, teatro, circo e música.

As atrações são diversas, e contemplam inúmeros gostos e opções. Porém, duas delas nos saltam aos olhos: a possibilidade de ter um palco livre à disposição de diversos artistas que lá estiverem e, na música, uma apresentação da banda Te Extraño, excelente grupo curitibano precupado em fazer boa música, e ponto final. Além disso, o Sarau conta ainda com Galldino Octopus, que mescla música e teatro em uma só apresentação.

Eis, então, uma boa oportunidade para certeira diversão em um domingo que, esperamos, seja de Sol. Caso isso não seja possível, também não há motivos para maiores preocupações: a arte, com Te Extraño, cumprirá essa missão.

Nos vemos lá!

Cheers!!!

Sarau nas Nuvens  - Teatro, Música e Circo

Data: 15/08/2010
Local: Espaço Cult (em frente ao Memorial de Curitiba, no Largo da Ordem)
Horário: A partir das 11:00 horas
Valor: R$ 5,00

Veja também:

Te Extraño no MySpace: www.myspace.com/espacoteextrano

Te Extraño


- Imagine que você acorda para mais um dia de trabalho. Com os olhos pesados, mareados de estafa e tédio, levantar da cama é uma verdadeira batalha, que você sabe ser capaz de vencer, mas, ainda assim, se rende à ilusória dificuldade. Com atraso, você chega ao pé da soleira e contempla o óbvio: mais uma manhã cinza, sem norte ou qualquer expectativa. A cada passo em direção ao seu destino final daquele dia, no meio da fumaça do cigarro barato, você escuta, ao longe, uma fina canção. Abandona o trajeto inicial e passa a perseguir a música como se fosse um pedaço de comida: a fome é mais forte que você. Mais perto, a música começa a tomar contornos, formas e cores até se tornar um objeto sublimado da sua imaginação. A manhã adquire as cores da música; as ruas, a forma da canção; e você não consegue conter um lento sorriso que escapa de seus lábios. A sua fome (não de pão, mas sim de luz e prazer), é, enfim, posta a termo. 

Este poderia ser um trecho extraído de qualquer peça "rodrigueana", mas não se trata disso: é o fiel relato daquele que, sem querer, ouve a música de Te Extraño. Se antes apenas pincéis e paletas eram capazes da prover cores e tons, agora, depois de ouvir as canções, é possível acreditar que a música também seja capaz de tal tarefa.
 
Mas, na verdade, Te Extraño talvez seja mais do que boa música. É também, junto com outras tantas bandas curitibanas que cotidianamente aqui mostramos, a prova de quão fertil é o solo criativo desta cidade amarrada em reprodução. Certamente, esta é uma pespectiva possivel de se compreender até mesmo se analisarmos a história do grupo, que apesar de ainda não ser tão longa, poderia ser recitada por diversas pessoas que ainda não os conhecem. A banda surgiu do fim de outro grupo, Poléxia, que acabou por formar o núcleo essencial do Te Extraño, com Neto (bateria), Edgar Lino (guitarra), Eduardo Cirino  (teclado/escaleta/kaoos pad e programação) e Edi Torres (teclado/backing vocal) em sua formação. Pouco tempo depois, a vocalista Carol Alencar e o baixista Marcelo Esturilho "fecharam" o grupo e, desde então, vêm juntos construindo a crescente história da banda.

A primeira vista, é um tanto complexo definir a sonoridade de Te Extraño. Provavelmente isto resulta das diversas influências que permeiam a formação cultural e musical dos integrantes, que vão desde Pixies, Elvis e Roger Waters até Nirvana, Sonic Youth e, vejam só, Zé Ramalho. Mas, como em todo o grupo, há uma pedra fundamental identificável: é quase impossível ouvir canções como "Ao Som do Soul" e "Florais" e impedir que venha-nos à mente a sonoridade dos anos 80. Logicamente, o formato é híbrido, mesclado pelas diversas influências acima referidas (e outras tantas), mas parece que os 80's representam um espécie de "norte" à banda, para que se possa construir o trabalho da melhor forma possível.

E é justamente nesse ponto que chegamos ao melhor momento. Atualmente, a banda conta com três canções devidamente finalizadas,  e outras tantas apresentadas em shows. Além disso, o Te Extraño é uma das bandas selecionadas por Vlad, Virgílio e Moon para o projeto Gravando Curitiba. As canções escolhidas serão "Cardumes de Cetim", "Florais", "First Class", "A Fuga" e "Rendez-Vous". O lançamento do EP, à exemplo das demais bandas, será no TUC de Curitiba, no dia 11 de Setembro. Antecipando um pouco desse trabalho, é possível conferir no MySpace do grupo três excelentes músicas: "Cardumes de Cetim", "Florais" e "Ao Som do Soul". Todas as faixas guardam características especiais, que mesclam-se para apresentar um resultado interessantíssimo.

Prova disso percebe-se, primeiramente, em "Cardumes de Cetim", que trafega por diversas vertentes apresentando diversas sonoridades, como os teclados dos 80's e uma frase de seis cordas impressionantemente atual. É uma espécie de contra-ponto, como se a banda mostra-se dois horizontes e indicasse que é possível, sim, aproveitar o máximo de ambos. Aliás, essa é uma constante vista e observada na banda: todos os instrumentos são muito bem objetivados, como se a preocupação inconsciente de aparar arestas tivesse cumprido com seu objetivo. "Ao Som do Soul" representa bem essa premissa, um verdadeiro passeio pela alternância do silêncio lentamente preenchido pela bateria, voz, guitarra, baixo e teclado.

Afora todos esses elementos, talvez o "pulo do gato" de Te Extraño resida em outra paragem que não única e exclusivamente musical. Isto porque as músicas da banda fazem o ouvinte pensar. Isto mesmo, pensar, simples assim. Certamente, cada ouvinte, cada sujeito, pensará de um modo, ou em algo específico. Mas é certo que, seja lá o que estiver passando ou passeando pela sua cabeça, se tornará mais intenso ao som de Te Extraño. A essência calma do grupo é uma espécie de convite à reflexão, que se completa quando prestamos atenção nas letras entoadas por Carol Alencar. Hoje, contamos nos dedos de uma mão as bandas que são capazes de tal feito.

Talvez por esses fatores, Te Extraño, em primeira impressão, soe mais "convidativo" e "íntimo" àqueles que estão mais próximos ao som de diversas bandas dos anos 80 e dos dias de hoje, como Legião Urbana e The Magic Numbers. Mas, como assevera com orgulho a própria Carol, o objetivo da banda é fazer boa música, sem rótulos ou limitações negativas. É a paixão pela música que guia o Te Extraño, o resto, é simples consequência. Consequência esta, seguramente, a melhor possível.

Cheers!!!


Informações sobre a banda!

Carol Alencar - Voz
Edgard Lino - Guitarra
Eduardo Cirino - Teclado, Programação, kaoos pad
Edi Torres - Teclado, Escaleta e Backing Vocal
Neto - Bateria
Marcelo Esturilho - Baixo

Te Extraño no MySpace: www.myspace.com/espacoteextrano

Lá, é possível conferir as seguintes canções:

1. Cardumes de Cetim
2. Florais
3. Ao Som do Soul

Acompanhe Te Extraño no Wordpress: http://teextrano.wordpress.com/ 
Espaço reservado à divulgação do grupo, com fotos, release e notícias.

Acompanhe Te Extraño no Projeto Gravando Curitiba: http://www.gravandocuritiba.com.br/bandas_teextrano.php

terça-feira, 27 de julho de 2010

1978, Live in Action

Salve, salve amantes do Rock n’ Roll! Hoje vamos escutar um grande disco “ao vivo” gravado pela excelente banda “Starz” intitulado “Live in Action”.

Starz foi formada em meados da década de 70 em New Jersey, E.U.A, por Peter e Jeff Sweval Grob. Esses dois caras eram remanescentes da extinta banda “Looking Glass”. No ano de 1976, o Starz conseguiu um contrato com a Capitol Records, produzindo assim seu primeiro álbum intitulado “Starz”; em 1977 lança o ótimo "Violation" e em 78 arrebenta tudo com dois álbuns no mesmo ano: "Attention Shoppers!" e o nosso disco de hoje, "Live in Action".

Apesar de não conseguir se manter em foco, Starz provous ser capaz de influenciar muito mais do que apresentar apenas seu sucesso comercial: vários artistas, do metal ao glam citam Starz com um influêcia primária.

Após altos e baixos, saídas e voltas para a banda, Starz se reagupou em 2003 para uma serie de shows e, em conseqüência, houve em 2005 a “Starzfest” realizada em Teanck, New Jersey.


Já o disco em pauta, conta com versões ao vivo de seus grandes sucessos, e podemos perceber a banda no seu auge, rápida e energética. Um ótimo álbum ao vivo. Esse é o quinto disco da banda e o primeiro em tal formato.


Lembrando que o grupo ainda está na ativa fazendo shows pequenos, mas sempre bem recebidos aonde vão.

Espero que todos gostem.
Até a próxima.


Set List

1.(She's Just A) Fallen Angel
2.Tear It Down
3.Live Wire
4.Monkey Business
5.Detroit Girls
6.She
7.Rock 6 Times
8.Subway Terror
9.Cool One
10.X-Ray Spex
11.Cherry Baby
12.Medley (Wainin' On You / greatest riffs of all time / Coliseum Rock)
13.Pull The Plug
14.Boys In Action


Clique na imagem para fazer o download. (Baixou?, Gostou?...Comprou!!)


De Volta em Preto: os 30 anos de Back in Black

Em 25 de Julho de 1980, há exatos 30 anos e 2 dois dias, era lançado o sétimo álbum do AC/DC. Até aí, nada demais. No entanto, após a morte de Bon Scott em 19 de fevereiro daquele mesmo ano, muitos duvidavam que a banda lançasse algum material novo, ainda mais em momento próximo ao falecimento de seu vocalista. Ok, mesmo assim, nada disso é muito surpreendente. Na verdade, a grandiosidade de "Back in Black" reside, principalmente, nas circustâncias havidas ao seu entorno (que o puxavam para baixo de todas amaneiras possíveis) e na grande vitória que álbum representa. Afinal, este é o disco de rock mais vendido da história e o segundo mais vendido em todos os tempos, dentre todas as vertentes musicais, perdendo apenas para "Thriller", de Michael Jackson.

Em 1979, o AC/DC estava no auge de sua força. Com o sucesso de "Highway to Hell", lançado julho do mesmo ano, e a consolidação da banda como nome forte do rock n' roll, o grupo firmava o pé e ocupava um espaço cada vez maior no cenário musical internacional. O AC/DC não era mais uma banda da Austrália: era uma banda do mundo, pertencente à ele e com a missão da sacudí-lo o quão possível  fosse. Quando Bon Scott partiu sozinho em um carro estacionado no frio de Londres, devastado e longe de ser (ou aceitar a ser) o símbolo que representava, era como se estivesse à deriva, e a sensação que se tinha sobre a banda era que o AC/DC seguiria pelo mesmo caminho e acabaria por silenciar seu trabalho com um trágico fim. 

Todavia, seja pelo destino ou por alguma outra razão que em grande parte das vezes transcende a nossa compreensão, essa não foi a postura adotada por Malcolm e Angus Young. Com a benção da família de Bon, o AC/DC seguiu em frente para dar sequência à sua obra e mudar a história do rock. Ao escolher o antigo vocalista da banda Geordie para assumir a função insubstituível de Bon Scott, a banda se refugiou sob o Sol das Bahamas para gravar o novo disco no Compass Point Studios, em Nassau. O local era um verdadeiro paraíso, e o estúdio já havia recebido lendas como Ringo Starr e Alice Cooper e, em menos de dois anos, seria a nova casa na qual o Iron Maiden gravaria seus álbuns essenciais. Mas, ainda assim, Brian Johnson sentia-se inseguro sob a sombra de Bon Scott.

As letras foram trabalhadas de modo singelo pela já conhecida parceria dos irmãos Young, agora acrescida com o novo talento de Johnson. Era nítida a diferença de personalidade entre ele e Bon mas, em certo ponto, era isso que a banda procurava e todos sabiam que não havia em qualquer canto do planeta outro Bon Scott, seja em sua capacidade de escrever letras brilhantes e carregadas de significações dúbias ou simplesmente em sua performance no palco. O mesmo ocorreu com a musicalidade do disco: quase todas as canções foram concebidas de modo crú, e o produtor Robert "Mutt" lange soube captar e manter esse espírito durante as gravações. Assim, com esse caminhar rápido, Johnson sentiu-se, enfim, como parte integrante dessa família. O resto, como todos sabem, é história. 

Talvez essa seja a maior razão para que "Back in Black" seja recheado por pérolas. Era como se a desgraça que a banda havia abarcado tivesse, de certo modo, lhe dado uma força criativa que dificilmente seria revista. Afinal, todas as canções do álbum apresentam uma característica especial, desde aquelas que tornaram-se hinos e encontram-se presentes nos set list's ainda nos dias de hoje, até o restante do disco. O curioso é que, em diversos momentos, mesmo com a voz de Brian Johnson nos guiando, parece que nos é possível e permitido sentir a presença de Bon. Isso fica mais evidente em "Let Me Put My Love into You", canção próxima aos moldes de Scott e que funcionou perfeitamente em "Back in Black". "Shoot to Thrill" e "Rock and Roll Ain't Noise Polution" também evidenciam o brilhantismo do grupo em lapidar quase que inconscientemente as suas canções, assim como em "Shake a Leg". As demais, como "Hells Bells", "Give the Dog a Bone", "You Shook Me All Night long" e a própria faixa-título dispensam comentários: são um verdadeiro legado da banda para a humanidade.

Olhando para a história do grupo, também é possível perceber que o AC/DC é uma das poucas bandas que não se preocupam em singrar por novos mares em busca de novas sonoridades. Sua música é uma espécie de patrimônio do qual a banda é incapaz de se desfazer. É fato: há quase 40 anos o AC/DC utiliza a mesma fórmula sem ser repetitivo ou vazio, fazendo e produzindo o que tem de melhor, uma música direta, objetiva e capaz de sacudir até o mais denso efermo. Sobre este fato, "Back in Black" representa uma espécie de coroação, como a amostra da força da banda que, em seu pior momento, foi capaz de brindar o mundo com um dos melhores discos de rock da história, capaz de ser agradável até nos ruídos que dividem as canções em seu formato original, em vinil. É o rock n' roll em sublimação, captado no ar e transformado em arte, como há muito não é feito.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

28/07 - Trem Fantasma e Pão de Hamburguer no Crossroads






No próximo dia 28/07/2010, quarta-feira, duas das melhoras bandas curitibanas subirão ao palco juntas, uma vez mais, para um show ímpar: Trem Fantasma e Pão de Hamburguer se apresentarão, a partir das 22 horas no Crossroads (vide informação abaixo e perfil do Rock Pensante no Myspace, clicando AQUI). 

Os dois grupos vêm em um rítmo marcante de apresentações. Desde o memorável show no Teatro Guaíra, no final do mês passado, ambas as bandas fizeram diversos shows; mais recentemente, o Pão participou das "Terças Experimentais" do Wonka Bar, em comemoração ao Dia Internacional do Rock. Na última sexta-feira, dia 23/07, o Trem Fantasma apresentou-se no Jokers para participar do Acústico Mundo Livre FM. Fora isso, tanto o Trem como o Pão continuam com projetos que culminarão com a gravação de EP's e apresentações futuras no TUC de Curitiba.

Neste show do dia 28/07, no Cross, as bandas se juntarão à Confraria da Costa, banda que trabalha a sonoridade do chamado "rock pirata", sonoridade esta dominada pelas aventuras e desventuras do mar, com histórias de convés e piratas, como eles mesmos dizem. Trata-se de uma banda criativa, que explora seu trabalho sem se preocupar com rotulações, etc. Assim como o Trem e o Pão. A abertura fica por conta da banda Plexo Solar.

Eis, pois, mais uma possibilidade de alternar a cinza rotina e prestigiar a boa música de Curitiba. Por certo, o palco do Crossroads será abarcado pela pura criatividade, em diversos formatos, seja na figura de navios e piratas, "princesinhas" do tio ou de Oliver viajando ao planeta do Sol. Que seja feita a festa, para todos nós!

CONFRARIA DA COSTA, TREM FANTASMA & PÃO DE HAMBURGUER



Data: 28/07/2010 (quarta-feira);
Local: Crossroads - Av. Iguaçu, 2310. Água Verde. Fone: 3243-3711;
Horário: Entre 21:00 e 22:00 horas.
Valores: R$ 10,00.

Ouça Música Curitibana!

Pão de Hamburguer no Myspace: www.myspace.com/paodehamburgue

Trem Fantasma no Myspace: www.myspace.com/tremfantasma

Confraria da Costa no Myspace: www.myspace.com/confrariadacosta

Rock Pensante no Myspace: www.myspace.com/rockpensante

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Trem Fantasma - Gravação de Novo EP


Outra banda que vem dando sequência ao seu trabalho é o Trem Fantasma, que já iniciou a gravação de um novo EP no Estúdio Solo, em Curitiba. Depois do nítido êxito com o retorno ao palco em grande estilo, com o show Oliver no Planeta do Sol, no Teatro Guaíra, Marcos Dank, Yuri Vasselai, Leonardo Montenegro e Rayman Juk, entre uma apresentação e outra, vão ampliando ainda mais o seu rol de composições.

Quem conversou com o Rock Pensante sobre as gravações do EP foi o baixista/vocal Rayman Juk que, em um rápido bate papo, expressou o contentamento da banda com o novo projeto e contou alguns detalhes das faixas que integrarão o novo EP, que conta com a produção de Vadeco. Ao todo, 5 "novas" canções foram escolhidas: "Ao Vivo na Pompéia", "Guerra Dentro da Gente", "Recaída", "Oliver no Planeta do Sol" e "Nenhuma Pretensão".

Segundo Rayman, "Ao Vivo na Pompéia" consiste em um misto de orgãos e vocais elaborados destinados a prestar uma dupla homenagem à verdadeiros símbolos do rock: Os Mutantes (que cresceram no barro da Pompéia, em Sampa) e Pink Floyd (referência ao lendário Live at Pompeii). A música recebe a assinatura de Leonardo e Rayman, e explicita duas das grandes referências do Trem Fantasma.

A faixa seguinte é "Guerra Dentro da Gente". Segundo Rayman, "esta é uma canção 'lenha'. É porrada do começo ao fim, com introdução de baixo distorcido com microfonias, etc." Curiosamente, esta canção leva também a assinatura de Paulo Leminski, em homenagem à sua obra "Guerra Dentro da Gente", texto original de 1987 que inspirou Rayman e Yan Lemos a compor a canção.

Adiante, surge "Recaída", canção composta por Marcos Dank, trazida de sua antiga banda, Rafaela e Seus Amores. Rayman explica que "essa é uma música interessante, porque apresenta um tempo quebrado e acordes diminutos. A letra também passa um sentido de 'recaída emocional', com refrão forte e marcante". De fato, "Recaída" pode ser encarada como a "inclusão" de novos elementos trazidos por Dank, sendo, assim, uma espécie de "passo à frente" dado pelo Trem. Aliás, quem já ouviu a canção sabe que, sem exageros, "interessante" é pouco para qualificar a canção.

Finalizam o EP as faixas "Oliver no Planeta do Sol" (que deu título ao show do Guairinha) e "Nenhuma Pretensão", esta última também assinada exclusivamente por Marcos Dank que, segundo Rayman, "mostra com essa canção a que veio e a bagagem que trouxe ao Trem Fantasma." O baixista do grupo ainda fez questão de enfatizar que "essa música fica marcada com uma presença forte da essência do Trem, mas traz, também, outros elementos, como a sonoridade setentista e uma pitadas de surf music".

Fora essas excelentes perspectivas, a banda, como um todo, está muito contente com esse novo momento de sua carreira, seja com a gravação deste novo EP, ou com os shows que o grupo tem feito. Prova disso poderá ser vista no Jokers Pub, dia 23/07, onde o Trem participará do Acústico Mundo Livre FM. Mais detalhes abaixo e no perfil do Rock Pensante no MySpace (Clique AQUI e adicione!)

Agora é esperar por mais este EP do Trem Fantasma, que será lançado em breve no TUC de Curitiba!!! Boa coisa vem por aí!!!!

Cheers!!!

INFORMAÇÕES:

TREM FANTASMA & ALEXANDRE STRIQ - ACÚSTICO MUNDO LIVRE FM



Data: 23/07/2010 (sexta-feira) = 22 horas

Local: Jokers Pub

Endereço: Rua São Francisco, 164 - Fone: 3324-2351

Valores: R$ 10.00 (ENTRADA LIVRE ATÉ ÀS 21 HRS)  

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Pão de Hamburguer na Rádio Heineken


É gratificante observar a eficiente movimentação na cena curitibana nos últimos meses. Diversas bandas continuam a apresentar seu trabalho e, a cada instante, conseguem mais uma vitória nessa sequência de batalhas. Prova disso é o Pão de Hamburguer, que depois de lotar o Teatro Guaíra com o Trem Fantasma e ingressar no rol de bandas do projeto Gravando Curitiba, agora é um dos destaques da semana da Rádio Heineken, no MySpace.

Isso mesmo. Basta acessar http://www.myspace.com/radioheineken para verificar as canções do Pão na Rádio Heineken. Além disso, é possível baixar, através deste mesmo link, toda a programação semanal da Rádio Heineken em formato MP3, incluíndo as faixas do Pão. Ao mesmo passo, os ouvintes poderão conhecer o trabalho de diversas outras bandas independentes que integram a Rádio Heineken. Para se ter uma idéia, são mais de 1.044 grupos/artistas evidenciados semanalmente.

Além da Rádio Heineken, o Pão já disponibilizou, há um certo tempo, o download das 7 canções de seu primeiro EP, "Ontem e Hoje". Basta acessar o link http://www.trevodigital.com.br/paodehamburguer, verificar o material da banda e iniciar o download!

Encontre o Pão também no MySpace: www.myspace.com/paodehamburgue

Cheers!!!

Rock Pensante no MySpace!!!


Caros amigos!!!! Eis um breve informe, que veio a calhar aos interesses de diversas pessoas! Desde o dia 20/07, o Rock Pensante estendeu suas atividades de divulgação de bandas para o MySpace. Isso mesmo, a partir de agora, basta acessar www.myspace.com/rockpensante  para ouvir músicas das bandas apoiadas pelo blog, verificar agenda de shows, fotos dos grupos, dentre outras novidades!

Essa atividade no MySpace representa-se no objetivo de ampliar a divulgação do material de diversas bandas indepentes. Deste modo, as bandas poderão incluir até duas faixas de seu trabalho autoral no playlist do Rock Pensante, além de contar com a metodologia usual de divulgação neste espaço, através de resenhas e disponibilidade de downloads. Para tanto, basta entrar em contato pelo e-mail blogrockpensante@gmail.com, que o resto é com a gente!

Nesta semana, as bandas Pão de Hamburguer, Trem Fantasma e O Trilho estão no playlist do Rock Pensante, cada uma com duas canções. No MySpace também possível encontrar mais informações sobre os grupos, como links, etc. Em breve, outras bandas serão incluídas, como Te Extraño, Mesa Girante e Eu, Você e Maria.

O Rock Pensante também está do Orkut. Adicione o perfil do blog clicando AQUI e tenha acesso à lista de resenhas de discos, livros, bandas, além de iniciar o contato para uma futura divulgação de seu trabalho!

Vamos junto (re)aquecer a cena curitibana!!!!

Cheers!!!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

1975 - Come Taste the Band


O décimo álbum da carreira do Deep Purple, via de regra, não recebe o devido reconhecimento que merece. Seja pelo conservadorismo do antigo público xiita (que não queria ver a banda apartada de seu guitarrista) ou pelos novos rumos que o grupo estava a tomar naquele momento, fato é que "Come Taste the Band" é, ou era, tido por muitos como uma sombra do Purple. Certamente, este disco filia-se à uma sonoridade comercial, se comparado com os trabalhos anteriores do grupo: mais leve e solto, o som do álbum é guiado, principalmente, pela influência funk perpetrada pelo baixista/vocal Glenn Hughes, razão maior da partida de Blackmore da banda. No entanto, por trás do copo que caracteriza a capa do disco, esconde-se outra influência, insculpida pelas mãos de outro integrante: o recém chegado Tommy Bolin.

Bolin, americano de nascença, agregou em sua formação musical diversos estilos, qua trafegavam do blues ao jazz sem maiores dificuldades. Prova disto era sua declarada paixão pelo trabalho do Mahavishnu Orchestra, banda de jazz-rock que misturava elementos indianos em suas canções, formada em 1970 por John McLaughlin, guitarrista de Miles Davis. Apaixonado pelas seis cordas e pelo trabalho de McLaughlin, em diversas canções é possível sentir as influências de Bolin em face de sua performance coma guitarra. Apesar de extremamente oposto ao estilo de Blackmore, Bolin conseguiu imprimir uma identidade própria ao som do Purple, e sua participação é um dos fatores essencias para que "Come Taste the Band" seja composto por excelentes canções, ainda que um pouco afastadas da sonoridade original da banda.

  Prova da relevância do trabalho do guitarrista são canções como "Comin' Home", "Dealer", "Drifter" e "Gettin' Tighter", que além de contar com sua assinatura na composição, também concretiza o novo estilo que o Purple poderia seguir dali em diante, sem nenhum prejuízo ao patrimônio musical que a banda já havia construído com os nove álbuns anteriores. Aliás, é interessante perceber que grande parte das canções de "Come Taste the Band" foram compostas em parceria de David Coverdale e Tommy Bolin, com exceção de "Lady Luck", "This Time Around", "You Keep On Moving" e "Comin' Home", que contam com participações de Ian Paice, Jon Lord e, em grande parte delas, de Glenn Hughes.

No entanto, o possível futuro promissor do Purple encerrou-se no fim de 1975, pouquíssimos meses depois do lançamento de "Come Taste the Band", devido a uma série de fatores, que vão desde o descontentamento de membros da banda, até a má recepção que disco teve quando de sua publicação. Para complementar esse quadro crítico, Bolin veio a falecer em 4 de dezembro de 1976, após ser acometido por uma overdose provocada pela mistura de álcool, heroína e morfina.

Demorou muito para que "Come Taste the Band" alcançasse o status condizente com sua qualidade. Logicamente, como nada é perfeitos, muitos ainda hoje torcem o nariz para o disco, mas a razão disso certamente não é pautada em bom senso. Afinal, "Come Taste the Band" apresenta um novo universo ao Purple, e a única desculpa para não gostar do disco é o medo de novidades, e nada mais.

Cheers!!!

Set List:

1. Comin' Home
2. Lady Luck
3. Gettin' Tighter
4. Dealer
5. I Need Love
6. Drifter
7. Love Child
8. This Time Around / Owed to G
9. You Keep On Moving

CLIQUE AQUI P/ FAZER O DOWNLOAD

terça-feira, 20 de julho de 2010

1969 - In A Silent Way

A década de 60 representa um solo fértil para diversas vertentes musicais. Do rock ao jazz, inúmeras foram as construções musicais que romperam seu casulo para alçar novos horizontes. Assim, diversas fusões e inovações puderam ser testemunhadas, principalmente na segunda metade daquela década. Miles Davis é um dos expoentes que confirmam essa premissa e, de certa forma, "In A Silent Way", último álbum do trompetista lançado sob a brilhante luz dos anos 60, é uma amostra das resultantes obtidas pelo músico em suas experiências no jazz e em outros terrenos.

Primeiramente, "In A Silent Way" é diferente de quase tudo que Miles fez em sua carreira até 1969. A partir de seu último registro agregado às raízes do jazz (o "acústico" "Nefertiti", de 1968), Davis "eletrificou" sua música com pianos, orgãos e guitarras elétricas. Assim, juntamente com o jazz fusion visto em "Miles in the Sky" e "Filles de Kilimanjaro", de 1968 e 1969, respectivamente, "In A Silent Way" completa o rol de discos que prepararam o terreno para o salto que o trompetista daria a partir de 1970, com "Bitches Brew". No entanto, "In A Silent Way" é, provavelmente, o álbum mais especial da tríade "fusion & eletric" produzida entre 1968 e 1969.

Isto se deve, inicialmente, pela estruturação do disco. "In A Silent Way" contou com a produção de Teo Macero e sustentou-se em uma única sessão de gravação, realizada em 18 de fevereiro de 1969 no Studio B da CBS Records de Nova Iorque. O álbum é composto apenas por duas peças, de quase 20 minutos cada: "Shhh/Peaceful" e "In A Silent Way/It's About That Time". Isto se deve à influência de Macero, que incentivou Miles a delinear as canções do álbum no formato sonata, visto na música clássica.

A sonata se caracteriza por três momentos ou movimentos: exposição (que contém o embrião e a base da canção), desenvolvimento (que traz o expoente criativo da música) e recapitulação (que retorna à exposição para encerrar a faixa). Desta forma, as duas peças de "In A Silent Way" apresentam estes três movimentos (ou momentos), que trocam informações entre si e apresentam um interessantíssimo resultado. Para se ter uma idéia da complexidade que essa formatação é capaz de criar, os seis minutos finais da primeira peça, "Shhh/Peaceful", são exatamente iguais aos seis minutos de seu início. No entanto, nenhuma colagem ou edição foi utilizada: a sessão foi gravada "ao vivo", e os músicos literamente caminharam pelas trilhas propostas pela sonata. É como se cada canção tivesse o seu nascimento, crescimento e morte determinados pelos compassos de Davis. Apesar de aparentemente maçante, "In A Silent Way" é de uma sonoridade ímpar, capaz de ditar diversos ritmos e compasso em um mesmo ambiente. Por certo, a audição do álbum é mais satisfatória em seu formato original de vinil que, durante a pausa para troca de lados, permite que o ouvinte absorva inteiramente uma peça antes do início da seguinte. Mas, mesmo assim, em forma digital, "In A Silent Way" continua a ser um espetáculo.

Somente por estes fatos já é possível perceber que álbum mostra-se um tanto complexo, principalmente para os fãs de jazz de 1968-69, que não entenderam nada quando o disco foi lançado, em 30 de julho de 1969, há quase 41 anos, portanto. Todavia, o álbum vai além desta curiosa formatação. Apesar de ser um álbum "elétrico", que contou com um grande time de músicos (como John McLaughlin na guitarra, Chick Corea e Herbie Hancock nos pianos elétricos, o lendário Wayne Shorter no sax soprano, Dave Holland no double bass e Tony Williams na bateria), "In A Silent Way", como o próprio título sugero, é predominado pela manifestação do silêncio em contraponto à construção musical de Davis. Em diversos momentos essa perspectiva torna-se real: é como se, em ambas as peças, o ouvite viajasse com Miles e sua trupê por um universo de sentimentos e cores que se manifestam a partir da silente trilha musical da sonata.

Sem qualquer exagero, "In A Silent Way" pode ser elevado ao status de uma das masterpieces do jazz e do próprio Miles, como "Kind of Blue" e "Bitches Brew". Afinal, foi do silêncio que o álbum inaugural de Davis, na década de 70 ("Bitches Brew") surgiu, e possibilitou uma série de modificações em sua carreira e nos rumos do próprio jazz. É hora de deixar o silêncio falar, e "In A Silent Way" é a prova incontestável de que ele, o silêncio, é um dos meios mais profícuos para a manifestação artística.

Cheers!!!

Set List:

1. Shhh / Peaceful
    1.1 Shhh
    1.2 Peaceful
    1.3 Shhh

2. In A Silent Way / It's About That Time
    2.1 In A Silent Way
    2.2 It's About That Time
    2.3 In A Silent Way

CLIQUE AQUI P/ FAZER O DOWNLOAD

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O Trilho - Gravando Curitiba


Conforme já haviamos publicado anteriormente, desde o início de julho o projeto Gravando Curitiba iniciou seus trabalhos com as 12 bandas selecionadas, que culminará com a confecção de um EP para cada grupo, contendo 5 canções. Além disso, haverá um show para cada duas bandas no TUC, concretizando a divulgação do material gravado e a obra de cada grupo. Também como haviamos retratado, as bandas Pão de Hamburguer e O Trilho integram o rol de grupos selecionados pelo projeto, e juntos farão um show no dia 23/10/10. Com o objetivo de trazer mais novidades sobre as bandas e suas respectivas gravações, o Rock Pensante bateu um rápido papo com André Prokofiev, guitarrista d'O Trilho, para descobrir "a quantas andam" as gravações da banda e as expectativas do grupo com este novo projeto.

Como já poderíamos prever, a banda incluirá no EP do Gravando Curitiba duas canções mais conhecidas do público: "Esse Rock Foi Quem Fez" e "Dose Pequena", excelentes faixas que já foram resenhadas pelo Rock Pensante (para ler o texto e ouvir as faixas, clique AQUI). Além destas, para completar as canções a serem trabalhadas com Virgílio, Moon e Vladimir, mais três canções serão acrescidas: "Me Deixa Cantar", "Rock Madeira" e "A Gente Se Cala". Cada uma delas possui um significado e um toque especial, que leva a inconfundível assinatura do banda. As sessões de gravação estão quase finalizadas, faltando apenas a inclusão de teclado e vocais nas referidas faixas. Vamos ao que interessa.

"Me Deixa Cantar" apresenta O Trilho volvendo olhos e ouvidos para as raízes do rock, como um justo tributo ao pilar sonoro construído e alicerçado nos anos 50. "Nessa música, procuramos resgatar a sonoridade dos anos 50. É quase que uma homenagem ao início do rock", explica André Prokofiev, "É claro que os timbres das guitarras estão com a cara do Trilho, para manter a nossa identidade mesmo... Mas o rítmo e a energia estão lá atrás, nos anos 50!". A letra também apresenta detalhes curiosos, como o bom humor e ironia característicos do blues, tão bem utilizados por Raul Seixas.

"Rock Madeira", por sua vez, é a cara do d'O Trilho. As guitarras dominam a construção musical da faixa, que apresentam uma roupagem fiel à sonoridade dos anos 70. É com se a banda passeasse pelo tempo para apresentar o que eles tem de melhor: um rock n' roll direto e pulsante. O nome da canção também apresenta uma curiosidade: segundo o próprio André "o nome dessa é engraçado. O curioso é que esse nome apareceu em nossa primeira reunião como possível nome para banda. Escolhemos 'O Trilho', mas ficou a promessa de fazermos uma música com esse nome". E finaliza o guitarrista: "A letra ficou algo como um 'protesto'. Eu gosto dessa letra porque inspira liberdade".

Assim, se "Rock Madeira" é "meio que um protesto", a faixa derradeira, "A Gente Se Cala", é um protesto por completo. Nas palavras de André, "a letra protesta contra falsos moralismos e moralistas em geral, políticos e gente alienada". Quanto à musicalidade, além da pegada setentista característica do grupo, é impossível deixar de notar a grande presença de riffs em sua composição, que a fazem brilhar ainda mais. André trata da canção com orgulho, indicando que ela representa "um passo maior da banda". Este carinho justifica-se pelo fato de "A Gente Se Cala" ser a primeira música assinada em parceria geral com a nova formação, que traz André "Bic" nas quatro cordas, em lugar de Jean Maia.

Logo, quando se tem excelentes canções na manga (sem contar as que não constam no EP), acrescentando o fato de participar de um projeto importante como o Gravando Curitiba, é certo que as expectativas sejam, em sua completude, as melhores. "Esperamos muito dessas novas músicas, já que podemos mostrar um pouco mais da proposta do Trilho", acrescentou André. "Esperamos que as portas se abram, não só para mais gravações, mas também para a participação em festivais, etc. E estamos empolgadíssimos com o show dia 23 de outubro com o Pão, vai ser demais!" André ainda fez questão de encerrar o bate papo externando a alegria de participar do Gravando Curitiba: "E é isso. A satisfação é grande em participar de um projeto com pessoas sérias como o Virgílio, o Vladimir e o Moon, que entendem bem o que as bandas precisam".

Dito isto, agora é esperar pelo dia 23 de outubro, onde, junto com o Pão de Hamburguer, O Trilho possa divulgar oficialmente as canções integrantes do Gravando Curitiba. Mesmo com mais de um mês de espera, uma coisa é certa: serão faixas excelentes, que carregarão em si a marca e criatividade de uma banda ímpar em nosso cenário, peça fundamental para o contínuo crescimento e desenvolvimento da cena independente de Curitiba.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Desperado - Bloodied, But Unbowed 1991... relançamento em 1996

Salve, salve amantes do Rock 'n' Roll.
As Vuvuzelas se calaram, o Galvão Bueno finalmente "calou a boca", então é hora de Rock 'n' Roll...
Nada melhor para voltar a ativa do que um bom Hard Rock, estilo que meu bom amigo Dee Snider carrega muito bem em sua voz. Melhor do que isso é escutar a excelente bateria do grande Clive Burr ( Ex-Iron Maiden). Tudo isso junto a Bernie Torme na guitarra e Marck Russel no baixo Com certeza uma banda para tirar o fôlego.

Gravado o disco a banda chegou a realizar alguns concertos porem a gravadora achou melhor não lançar o mesmo e infelizmente a banda acabou logo após.Para nossa felicidade um abençoado fã conseguiu a fita de estudio, lançando o mesmo em cd com o nome de "Bloodied, but unbowed"

Destaque para a primeira faixa Hang 'em High onde inicia-se com um violão e uma gaita no melhor estilo velho oeste, mas logo entra a guitarra rasgando e Clive Burr comanda o resto. Sem contar no refrão que é pegajoso, daqueles que ficam em sua memória.

Já na terceira faixa (Maverick) temos Clive abrindo a musica com um toque muito clássico de bateria o qual ele usava muito, Bernie Torme e Marck Russel fazem uma dobradinha de guitarra e baixo de alta qualidade e Dee Snider deslancha em seu vocal potente, provavelmente uma linda musica para se tocar ao vivo.

Logo após podemos conferir a linda "The Heart is a Lonely Hunter), uma balada muito bem construída, começando com riffs pesados mas caindo na leveza logo em seguido, dando uma grande valorizada na voz de Snider, um pré refrão de peso e um refrão matador. Essa é uma das melhores faixas desse álbum.

Destaque também para a 10° Faixa "Son of a Gun"
Esse álbum é um deleite para os Amantes do Rock, com lindas musicas muito Rock e Hard sem perder a linha, Uma banda recheada de grandes músicos só poderia resultar em um grande disco.

Track List

  1. Hang 'em High
  2. Gone Bad
  3. The Maverick
  4. The Heart Is A Lonely Hunter
  5. Calling For You
  6. See You At Sunrise
  7. There's No Angels Here
  8. Made For Trouble
  9. Ride Thru The Storm
  10. Son Of A Gun
  11. Emaheevol
  12. Easy Action
  13. Heart Of Saturday Night
Clique na Imagem para download

1968 - Beggars Banquet

Origem. Desde tempos imemoriais este termo é responsável por identificar não apenas a razão de ser das coisas, mas também para significar, sempre que utilizado, o nascimento, uma nova origem, um surgimento de algo novo em sentido etimológico. Portanto, voltar à origine, como ensinaram os romanos de modo singular, não é apenas das passos para trás e pôr em prática antigos afazeres, mas também, se possível, dar início a um novo ciclo. Em 1968, após se perder nas trilhas psicodélicas com  Their Satanic Majesty's Request, os Rolling Stones fizeram jus ao termo latino origini e brindaram o mundo com um álbum simples calcado nas suas origens: o blues.

Controverso como a própria banda, Beggars Banquet é composto, desde a capa, por curiosidades. Imitando um singelo cartão-convite, confirmado com as iniciais RSVP, que remetem a Répondez, s'il vous plaît (Responda, por favor). Até aí, uma ótima sacada. Todavia, a capa clara e simples foi logo associada à um plagio ao "White Album", dos Beatles, lançado apenas duas semanas antes. A confusão gerou uma impressão negativa que perdurou até o relançamento remasterizado do disco, que culminou com a alteração da capa, que ostentava, então um banheiro pichado.

Fora as controvérsias, "Beggars Banquet" é um excelente álbum. Acústico em sua essência, a banda conseguiu transformá-lo em uma espécie de "retorno à boa forma", como indicaram os críticos da época. O disco contou com a produção de Jimmy Miller, que já havia trabalhado com o Traffic em seu excelente disco homônimo de estréia, também em 1968. Grande parte das canções de "Beggars..." é composta por letras simples, inspiradas no blues de raiz americano, visto em Son House e Robert Johnson. De decepções, malícias, e doenças, o disco cavalga por um universo criativo singular, que seria visto em diversos outros momentos futuros da banda.

Prova disto são as excelentes "Stray Cat Blues", "No Expectations" e "Dear Doctor". Comercialmente rentável (o disco chegou ao 3º lugar nas paradas britânicas), o disco apresentou também "Street Fighting Man" e, em formato single separado, "Jumping Jack Flash", um dos maiores sucessos da banda. Mas a pérola essencial de "Beggars Banquet" é, seguramente, "Sympathy for the Devil". Dotada de uma letra ímpar, a canção apresenta o desenvolver da humanidade em um formato peculiar: a história é contada pela visão de Lúcifer. Esteada por uma percussão memorável, Jagger e Richard mostraram ao mundo do que são capazes, mesclando versos ambíguos que lhes renderam ainda mais polêmica.

Musicalmente, "Beggars Banquet" é um dos melhores momentos dos Stones, que seria repetido pouco tempo depois no também incrível "Exile on Main St.". Eis os Stones em origine bruta, como em poucos momentos seriam vistos.

Cheers!!!

Set List:
1. Sympathy for The Devil;
2. No Expectations;
3. Dear Doctor;
4. Parachute Woman;
5. Jigsaw Puzzle;
6. Street Fighting Man;
7. Prodigal Son;
8. Stray Cat Blues;
9. Factory Girl;
10. Salt of the Earth.

CLIQUE AQUI P/ FAZER O DOWNLOAD