sábado, 21 de agosto de 2010

25/09/2010 - Silvermoon: Estréia Curitibana


Conforme tivemos o imenso prazer e honra de anuciar, há pouco estruturou-se um novo nome no cenário do hard rock curitibano: é o Silvermoon, projeto que engendra a continuidade da banda Moonshine, banda que, desde o início de seus trabalhos, significou sinônimo de diversão e qualidade para o público hard de Curitiba.

Pois bem, no dia 25 de Setembro este mesma cidade poderá desfrutar da possibilidade de assistir ao primeiro show da Silvermoon no Blood Rock Bar, palco conhecidíssimo do circuito musical curitibano, que contará com a abertura da banda Hot Stuff. Neste sábado, dia 25/09, os clássicos dos anos 80 regressarão sob nova identidade, com a garantia de força e intensidade. Nos vemos lá!!!

SILVERMOON (AOR/ Classic 80's) - ESTRÉIA EM PALCO CURITIBANO!

Banda de Abertura: Hot Stuff
Local: Blood Rock Bar (Rua Carlos Cavalcanti, 1212 - Antigo Porão)
Data: 25/09/2010 (Sábado)
Valores: R$ 10,00 no local (sujeito a alteração)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Silvermoon: O Retorno do Hard Rock Curitibano



No final do mês de julho, a Moonshine, uma das melhores bandas de Curitiba, anunciou oficialmente que estava a encerrar suas atividades, depois de se consolidar como um dos mais fortes nomes quando o assunto se direciona aos clássicos do hard rock/AOR dos anos 80, e isso em um momento que muitos não esperavam, seja pelo crescente número de apresentações que a banda estava a fazer, ou ainda, pela chegada de Caco Andrade como novo frontman do grupo. Mas os motivos para este descontento já podem ficar para trás: é com muita alegria e satisfação que o Rock Pensante anuncia a chegada de um novo momento do hard rock curitibano com a estruturação de Silvermoon, a mais nova banda de nossa cidade, que conta com a participação de alguns integrantes da Moonshine. O Rock Pensante também conversou exclusivamente com Ronaldo Junior, tecladista da Silvermoon, que contou um pouco deste novo projeto e as expectativas do novo grupo.

Segundo Ronaldo Junior., a Silvermoon surgiu da vontade de levar o trabalho construído com a Moonshine adiante: "Há uns meses já não havia um clima bom na Moonshine, e ninguém sabe dizer exatamente porquê", contou o tecladista. "Dia 31/07 fizemos uma reunião e decidimos, em conjunto, encerrar as atividades do nome 'Moonshine'. Mas, neste mesmo dia, conversei com três membros da banda sobre a possibilidade de concretizar não um novo projeto, mas sim, a continuidade do trabalho da Moonshine". Esses três integrantes que partilhavam da idéia de prosseguir com o núcleo essencial do trabalho da Moonshine são o vocalista Caco Andrade, o guitarrista Everton Camu e o baixista Eduardo Stonoga.


Essa idéia prosseguiu como quarteto apenas por um dia, quando o próprio Ronaldo Jr. entrou em contato com o baterista Alison Schli, que é seu parceiro na excelente banda Dark Symphony (que em breve integrará as páginas virtuais do Rock Pensante) e integra também o conhecido grupo de death metal Sad Theory, que lançou, em 2006, o disco "Biomechanical", pelo selo Die Hard. No entanto, ainda faltava outro guitarrista para auxiliar Everton Camu no comando das seis cordas. "Foi aí que chamei André Mendes, do Dragonheart, que é outra grande banda", atestou o tecladista, que já possui um longo caminho trilhado com André no meio musical: "André é meu amigo de anos, tocamos juntos na Evolution e ele ainda foi o primeiro vocalista da Moonshine, em 2007. Na Silvermoon ele entra como guitarrista e segundo vocalista". André Mendes, enquanto integrava a Dragonheart, gravou os discos "Vengeance in Black", em 2005, e "When the Dragons Are Kings: The First Ten Years", em 2008, que contou com a colaboração de Ronaldo Junior em duas faixas.

Deste modo, dos seis atuais membros da Silvermoon, cinco deles já passaram pela Moonshine, o que, para o público, representa a agradável premissa de que o espírito da banda permanecerá o mesmo. Sobre este novo rumo, que será trilhado por quem conhece bem o caminho, Ronaldo Jr. não esconde a satisfação: "Considero tudo isso uma evolução do trabalho, e um dos principais ganhos da banda com a entrada dos novos integrantes consiste no aspecto técnico... o que esses caras tocam não é brincadeira!!"

A Silvermoon já deu o ponta pé inicial em seus ensaios e, dentro de um mês, a banda fará sua primeira apresentação na cidade, com local que ainda não foi definido mas, provavelmente, ocorrerá em um dos três bares que já manifestaram real vontade de acolher a estréia do grupo. Quem conheceu o trabalho da Moonshine sabe muito bem o que estas perspectivas e boas novas significam. A sonoridade da banda sempre representou uma espécie de redemoinho de vento e força, que envolvia quem quer que os ouvisse e propiciava um momento ímpar de diversão. Aquela não era uma banda que apenas dava ao público as canções que eles ansiavam ouvir, dentre a miríade de pérolas do hard rock que saltam dos anos 80. Era mais do que isso: a Moonshine executava todas aquelas canções com uma identidade própria, passando do simples cover para alcançar uma roupagem mais distinta, forte e satisfatória. Com a Silvermoon, dentre as diversas possibilidades de êxito, ao menos uma é certa: toda a força da Moonshine será elevada à décima potência. E todos nós temos a ganhar com isso. Já não era sem tempo.

Cheers!!!

SILVERMOON  - AOR / HARD ROCK

Caco Andrade - Vocal
Everton Camu - Guitarra
André Mendes - Guitarra
Edu Stonoga - Baixo
Alison Schli - Bateria
Ronaldo Júnior - Tecladista

Ingresse na Comunidade da Silvermoon no Orkut clicando AQUI!!!

Adicione o Perfil da Silvermoon no Orkut clicando AQUI!!! 

terça-feira, 17 de agosto de 2010

15/08/2010 - A Donzela de Ferro na terra de Drácula: Transylvania


No dia 15/08/2010, apenas 24 horas antes do lançamento oficial de "The Final Frontier", o Iron Maiden aterrisou na lendária Transylvania, na Romênia, para realizar um show que poderia ser considerado, no mínimo, especial. O local escolhido logo lotou-se de fãs que esperavam ansiosamente pela banda, que nunca havia visitado a região.

E o que os romenos viram, segundo a maioria das resenhas, foi um Iron Maiden mais cansado do que empolgado, resultado das últimas apresentações da "The Final Frontier Tour". Como era de se esperar, o set list privilegiou canções dos três últimos discos do grupo, trazendo apenas "Wrathchild"  e as canções do bis como pertencente da fase golden years e "El Dorado", do novo disco. Não que isso seja ruim, afinal, esse é o set base que o Maiden tem apresentado, base esta muito boa por sinal. Analisando os bootlegs que circulam na net recentemente, percebemos que as canções de "Brave New World", "Dance of Death" e "A Matter of Life and Death" soam ainda mais interessantes ao vivo, ainda que a nesse show em particular a banda tenha poupado energia.

Mas, como sempre, teve fã do Maiden que não gostou, seja do set list ou do banda "parada" no palco. Os mais "fulos" eram aqueles que haviam apostado que o Maiden executaria a lendária canção "Transylvania" para coroar este especial ocasião, mas que acabou ficando de fora, inexplicavelmente. O jeito é esperar o bootleg deste show no Polus Center Mall da Transylvania para conferir se a apatia do Maiden é mesmo verdadeira. Por agora, parece apenas que a camisa oficial do evento, vista na primeira imagem da matéria, é que foi capaz de agradar gregos e troianos.

Set List

01. The Wicker Man
02. Ghost Of The Navigator
03. Wrathchild
04. El Dorado
05. Dance Of Death
06. The Reincarnation Of Benjamin Breeg
07. These Colours Don't Run
08. Blood Brothers
09. Wildest Dreams
10. No More Lies
11. Brave New World
12. Fear Of The Dark
13. Iron Maiden
14. The Number of the Beast
15. Hallowed Be Thy Name

16. Running Free    

O Rock Pensante agradece imensamente a competência do blog Fight 666 pela matéria original, que serviu de base para esta pequena nota. A resenha pode ser vista na íntegra em http://ironmaidenflight666.blogspot.com/2010/08/review-iron-maiden-na-transylvania.html

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

"Iron Maiden" e "The Final Frontier": Dois Extremos de uma Mesma Linha



Em 16 de agosto de 2010, "The Final Frontier", 15º álbum de estúdio do Iron Maiden, foi oficialmente lançado em grande parte do mundo. Considerado por muitos como o possível capítulo final de sua história, como o próprio título sugere, "The Final Frontier" representava, antes de seu lançamento, a última ponta de esperança daqueles que apostavam no regresso da banda às suas origens, justamente após 30 anos, 4 meses e 2 dias do início oficial desta mesma história, vista com o lançamento do primeiro e homônimo disco da Donzela em 1980. Mas, ainda que pertençam ao mesmo "signo", "Iron Maiden" e "The Final Frontier" são distintos entre si, não apenas pelo tempo que os separa, mas principalmente pela sua formatação distinta. De fato, ambos os discos são dois densos extremos insculpidos em uma mesma linha, e que deixam transparecer uma mensagem totalmente distinta entre si.

Nestes 30 anos, o Iron Maiden percorreu uma longa estrada, que consolidou o grupo não apenas como um dos maiores nomes do heavy metal, mas também transformou o grupo em uma espécie de símbolo, próximo à uma doutrina ou mandamento sacro. Com o mascote Eddie à frente, uma orda de seguidores com camisas pretas e chifres nas mãos se formou, não apenas para seguir a banda, mas também (e talvez até acima de tudo) cultuá-la. É uma espécie de devoção que apenas uma desinência musical tão singular como o heavy metal seria capaz de construir e, até mesmo, consolidar, ainda que, por lógica, o Iron Maiden seja "o" Iron Maiden, acima de tudo, por sua competência.

Mas, nestes últimos anos, o Maiden assistiu uma espécie de "ruptura" em sua família, como muitos gostam (com certo exagero) de afirmar. De um lado, descansam aqueles que acompanham e aprovam as mudanças progressivas adotadas por Harris e cia.; de outro, bradam e reclamam aqueles apegados à bela e singular sequência de trabalho dos golden years, quando a banda, em sua visão, ainda era a pura expressão do heavy metal, capaz de fazer cabeças bater para a eternidade. Não é apenas a mudança de som que é criticada, mas também, a nova postura da banda, mais "leve" que o de costume. Serão todas estas críticas sustentadas pelo bom senso?

Não há como negar que, de fato, mudanças houveram, e muitas. A sonoridade do Maiden, pelo curso natural do tempo, já não é mais a mesma: ela amadureceu e evoluiu guiada provavelmente pelas inflências do grupo, uma lógica natural que fã nenhum, por mais xiita que seja, pode refutar. Ainda que seja um tanto arriscado utilizar o primeiro disco da Donzela para avaliar criticamente o recente "The Final Frontier", é quase irresistível fazer a audição de "Iron Maiden", de 1980 (ou do próprio "The Number of the Beast", de 1982, se o parâmetro utilizado for Bruce Dickinson) seguido deste recém lançado álbum. De "Prowler", faixa de abertura do primeiro disco, à "Satellite 15... The Final Frontier", existe uma grandeza universal a ser descoberta.

A introdução progressiva de "Satellite 15... The Final Frontier", guiada pela batida tribal construída por Nicko (similar a muitas passagens vistas no Angra) em nada lembra a objetividade seca de "Prowler", incisiva como um soco na boca do estômago. Na verdade, a canção de abertura de "The Final Frontier" não é "uma" canção, mas sim "duas": "Satellite 15..." cria uma atmosfera caótica introdutória, com guitarras que se embaralham na condução de McBrain, até a apresentação de Bruce, que atesta a progressividade que espera pelo ouvinte. Essa construção de caos dura 4:25 minutos, sucedidos por um breve silêncio antes da explosão revigorante de "...The Final Frontier", calcada em uma linha próxima ao hard rock sem muitas alterações. Sem muitas dúvidas,"Satellite 15... The Final Frontier" é, de longe, a coisa mais diferente que o Iron Maiden já fez.

As canções seguintes, "El Dorado", "Mother of Mercy" e"Coming Home" caminham pela mesma trilha progressiva, cada uma com seu jeito: "El Dorado" aproveita o peso da canção precedente para criar mais uma porrada sonora; "Mother of Mercy" e "Coming Home", um pouco contidas em suas essências, também apresentam uma construção musical interessante, acrescida pela qualidade de ambas as letras, inteligentes e criativas. Aliás, essas duas preocupações são observadas com excesso nesta nova "fase" do Iron Maiden, potencializada com o retorno de Dickinson e Smith, mas também percebida, com menor volume, nos álbuns "The X Factor" e "Virtual XI": gradativamente, as canções passaram a ser muito mais lapidadas em termos musicais, seja em complexidade ou simplesmente técnica. Assim também o foi com as letras, que deixaram de ser moldadas apenas com o objetivo de criar refrões capazes de fazer um estádio inteiro cantar, mas também, em transmitir uma mensagem concreta, ao mesmo tempo em que se condensa com a musicalidade da canção.

"The Talisman" e "When the Wild Wind Blows", canções deste último disco, são prova disso. Ambas apresentam sinais de extrema lapidação musical, ainda que a fórmula nelas contida seja conhecida por quem acompanha o Maiden de hoje: uma intro cativante seguida de um galope pesado que guia a subsequente construção musical da faixa. As letras, no entanto, apresentam uma certa divergência entre si: "The Talisman" aposta na fómula "contador de história" para desenhar um mundo interessante, ao passo que "When the Wild Wind Blows" aproxima-se de um desabafo inerente à latismável condição atual do mundo para convidar o ouvinte para um passeio em seu universo interior. A progressividade também esta presente nestas duas faixas: a cada vez mais o Maiden se aproxima de bandas como Dream Theater e, até certo ponto, Rush, como consequência lógica desse apego maior ao formato e acabamento das canções. É como se McBrain, Harris, Gers, Murray, Smith e o próprio Dickinson tentassem extrair o máximo que as canções podem oferecer.

E também é fato: esse queda parnasiana pela forma bem acabada percebidas nas novas músicas não é vista (pelo menos não com a mesma intensidade) em discos como "Iron Maiden" e"Killers". Com exceção de "Phantom of the Opera", "Remember Tomorrow" e "Transylvania", o restante do álbum de estréia da Donzela possui uma série de arestas a serem aparadas. E, talvez, esse seja o seu maior atrativo até hoje: um som despojado, direto, vibrante e intenso. Sim, de fato, as faixas que constroem "Brave New World" e uma parte de "Dance of Death" e "A Matter of Life and Death" proporcionam momentos interessantes ao ouvinte. Mas, na maioria dos casos, essas mesmas canções levaram um certo tempo para serem totalmente digeridas, em especial no caso de "Dance of Death" e "A Matter of Life and Death". Afinal, como se pode esperar que o ouvinte sinta a mesma energia vibrante vista em "Charlotte the Harlot" e "Sanctuary" ao ouvir "For The Greater Good of God" e "Brighter Than a Thousand Suns"? Não é dizer que uma coisa é melhor que a outra: todas são excelentes canções. Mas são excessivamente diferentes entre si.

Com as canções de "The Final Frontier" provavelmente ocorrerá algo similar, mas com maior rapidez. Por ser mais leve e otimista se comparado com "A Matter of Life and Death", o 15º disco da Donzela é compreendido, em sua grande parte, com facilidade. O que não quer dizer que o Maiden não se perca nessa trilha progressiva que acabou por escolher. "Isle of Avalon", sexta canção deste último disco, atesta bem essa premissa. Apesar de apresentar a mesma forma vista em grande parte do recente material do grupo (intro leve e criativa, galope pesado, desenvolvimento de solos e volta à intro), a canção beira um certo exagero que não combina muito com a essência do grupo, se é que podemos compreender isso. Não fosse o brilhantismo de Adrian Smith em colocar solos excelentes (calcados em tappings e passagens interessantes) por sobre riffs truncados e complicados, "Isle of Avalon" seria, a partir da décima audição, pouco mais do que um cansativo épico de 9 minutos, que o próprio Iron Maiden não conseguiria criar em 1980 nem mesmo se juntasse, em uma só faixa, "Running Free", "Strange World" e "Sanctuary".

No fim das contas, percebemos que "Iron Maiden" e "The Final Frontier" são como duas faces de uma mesma moeda, e desta definição excluímos qualquer tentativa de clichê. A banda vive, hoje, um outro momento, onde a vontade de explorar novos caminhos e construir uma sonoridade progressivamente mais lapidada impera sobre a latente vontade de guiar-se pelos velhos nortes dos anos 80, por mais atrativos e interessantes que eles sejam. Não havia como o Iron Maiden continuar a fazer o mesmo som de "Powerslave" ou "Somewhere in Time" com qualidade o suficiente para estimular o público a ouvir suas "novas" canções, porque, simplesmente, elas não seriam novas. Parece que, até hoje, o AC/DC é a única banda capaz de atravessar quase meio século apostando nas mesmas cartas e ainda permanecer brilhante como a 30 anos atrás.

Assim, podemos até tentar indicar qual disco do Maiden que poderia figurar com honra como "coroa" desta moeda. Mas seria injusto tratar tanto "Iron Maiden" como "The Final Frontier" desta maneira: são produtos das (quase) mesmas mãos; mas, ainda são, são totalmente opostos. Fato é que o Maiden  não voltará ao passado, nem mesmo nós. É momento de compreender esse novo caminho, que certamente não é perfeito, mas, com segurança, é muito melhor do que qualquer repetição simples. Se isso é "cara" ou "coroa", creio que somente o tempo poderá dizer.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

26/11/2010 - Twisted Sister em Curitiba


A notícia dada em primeira mão por Marcelus, vocalista do Motorocker, durante o show da banda em comemoração aos 18 anos do grupo foi oficializada hoje: o Twisted Sister se apresentará em Curitiba, dia 26/11/2010 no Curitiba Master Hall, com direito a abertura de Marcelus e sua trupe.

O show de Curitiba era há muito esperado. Desde a confirmação da vinda do Twisted Sister ao Brasil, especulava-se a possibilidade da banda visitar a capital paranaense. Depois de muito diz-que-diz, a apresentação curitibana foi confirmada nesta data pelo site Whiplash! (clique AQUI para visualizar a agenda do site) e, por igual, no site do Motorocker (clique AQUI).

Os preços dos ingressos ainda não foram divulgados, mas há boatos que o grupo Disk Ingressos será o responsável pelas vendas dos mesmos. Como a vida não é justa, é bom separarmos uns trocados a mais para garantir lugar nesse show. Agora é esperar o tempo voar para que dia 26/11 logo chegue para, finalmente, apreciarmos de perto essa lenda do hard rock.

Cheers!!!

TWISTED SISTER  - BRAZILIAN TOUR 2010 (CURITIBA - PR)

Data: 26/11/2010
Local: Curitiba Master Hall (Rua Itajubá, 143 - Portão)
Tel: 41 3315 0808
Valores: Não divulgados

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Down in the Delta, 2005

Como iniciar com o pé direito no meio musical? Como alcançar o seu devido lugar? Paul Oscher demonstrou que tudo é possível...
Paul Oscher, o premiado cantor de blues, compositor, cantor e multi-instrumentista (gaita, guitarra, piano, harpa e baixo), veio alcançar seu apogeu musical em meados de 67, seguindo seus grandes ícones (Little Walter, Junior Wells, James Cotton, e Big Walter Horton), Oscher conseguiu aquilo que nenhum branco havia conseguido antes, foi o primeiro branco a ser musico integral em uma banda de Blues só de negros. Detalhe importante, essa era a banda de Muddy Waters e Paul Oscher era o novo gaitista.

Paul começou a tocar blues aos incentivos de seu tio que lhe deu sua primeira gaita, após alguns pequenos concertos e apresentações Paul começou a tocar com o guitarrista e cantor Jimmy Mae sendo assim, abrindo seu leque de conhecimentos musicais.

No inicio de 60, Paul conheceu Muddy e em 67 o mesmo veio a tocar em Nova York, mas Waters estava sem um gaitista. Paul se entrosou com a banda e tocaram “Baby please don’t go e Blow Winds Blow”, Muddy o contratou na hora. Trabalhando ao lado de grandes nomes no decorrer dos anos (Muddy Waters, Otis Spann, Lawhorn Sammy, Pee Wee Madison e Leary SP,) Paul aprendeu a formula profunda do blues, o que se tornou sua grande marca até hoje.

Após longos anos em turnes pela America e Europa nos 80 Paul cansa da vida, dos longos dias de trabalho o mesmo parou com sua musica, mas para nossa alegria isso não durou muito. Em 92 Paul retorna a fazer alguns pequenos trabalhos e em 94 forma uma banda tributo a Muddy Waters, já em 95 grava seu primeiro disco The Deep Blues" e em seguida o tenebroso Knockin' on the Devils' Door.

Eis que passados os anos, e outros discos, Paul lança o nosso destaque de hoje, "Down in the Delta", um album "a lá velha guarda", com toques sutis e batidas certeiras que nos levam a caminhar espiritualmente pelos campos de algodão e outras lembranças que o Blues nos traz. Esse disco mostra como a influencia de Muddy Waters permanece até hoje em Paul, e não como um cover de Muddy, e sim no modo de quem tocou com ele por anos, vivenciou sua magia na guitarra e aprendeu com o mesmo.

Destaque para as versões de Charlie Brown Tune "Driftin' Blues"," Handy's "St. Louis Blues," Robert Johnson's "32-20" a linda versão instrumental "Things Ain't What They Used To Be," de Duke Ellington. Já em "Blues and Trouble" podemos ver claramente as influencias e Otis Spann. Com o disco "Down in the Delta", Paul ganhou mais dois importantes e almejados premios, Blues Music Awards e Acoustic Artist of the Year, todos de 2006.



Set List
1. Driftin' Blues
2. St. Louis Blues
3. Blues and Trouble
4. 32-20 Blues
5. Blues Before Sunrise
6. Deborah's Baby
7. Sugar Mama
8. Take a Little Walk
9. Things Aint What They Used to Be
10. I'm Goin' Away Baby
11. So Lonesome
12. You're Still My Baby
13. What a Friend We Have in Jesus
14. Georgia

Clique na Imagem para fazer o download. (Baixou?...Gostou?...Comprou!!!)

sábado, 7 de agosto de 2010

06/08/2010 - Paul Di'anno (John Bull Pub)


30 anos separam o lançamento do disco de estréia do Iron Maiden da apresentação de seu clássico vocalista, Paul Di'anno, em Curitiba, dia 06/08/2010, no John Bull Pub. Entre ambos, além do espaço temporal, existem diversos elementos, como a sonoridade pesada e pulsante de Di'anno e, também, seu próprio comportamento. No fim das contas, a apresentação de Paul Di'anno foi memorável: graças à ela, o público presente teve a chance de curtir os clássicos do Maiden acompanhados de pérolas de sua carreira solo.

A noite fria iniciou-se muito bem. Espantando o ar gélido que infiltrava-se pelas portas e entradas do John Bull, a banda Scelerata deu o start em grande nível. Apresentando excelentes canções de seu repertório, o grupo mostrou excelência ao levantar a platéia desde o primeiro instante. O guitarrista Magnus Wichman e o baixista Gustavo Strapazon protagonizaram momentos de pura exaltação, enquanto Francis Cassol cavalgava em sua bateria para que o também guitarrista Renato Osorio e o vocalista Fábio Juan fizessem o público saltar cada vez mais. Ainda que bastante conhecida nas paragens curitibanas, o curioso foi que a banda gaúcha alcançou seu maior êxito na noite com um cover do Metallica, "Master of Puppets", responsável pelas primeiras batidas de cabeça da noite.

Após quase uma hora de apresentação, um breve pausa posicionou-se entre o Scelerata e a atração principal da noite. Já era mais de meia noite quando os primeiros acordes de "The Ides of March" foram executados pela banda gaúcha, que acompanha Di'anno nesta tour brasileira. A excitação era palpável: o público dançava e pulava, enquanto Paul, do backstage, observa com um cigarro entre os dedos. Após a última tragada, Paul avançou para o palco e a intro de "Wrathchild" deu um verdadeiro ponta-pé na cabeça dos presentes. O melhor da noite havia começado.

Logicamente, quase 100% da platéia pertencia à orda de fãs do Iron Maiden, que lá estavam para prestigiar o primeiro vocalista da discografia da banda. Quase todos trajavam camisetas da banda e, quando "Prowler" foi iniciada sem tempo para o público respirar, era evidente que todos estavam se divertindo ao máximo, como se conseguissem voltar no tempo, até 1980, e presenciar uma das tantas apresentações da Donzela no pub londrino Ruskin Arms. No entanto, Paul parecia ser o único que até o presente momento não estava a desfrutar do prazer da apresentação.
A prova disso ocorreu na metade da quarta música do show, "Marshal Lockjaw", da fase Killers da carreira solo de Di'anno. O John Bull Pub estava lotado e, como não poderia ser diferente, o público estava colado ao palco, acompanhados de seus respectivos copos e garrafas, algumas delas, inclusive, abandonadas na beirada do stage. Por alguma razão, Paul não deve ter gostado de ver aquelas garrafas e copos ali depositados (na parte central, onde nos encontravamos para o registro de fotos, eram cerca de 4 ou 5 garrafas long neck e 3 canecos de chopp) e, ao invés de solicitar que os roadies retirassem os objetos dali (como foi feito na metade do show, no canto direito do palco), Di'anno simplesmente resolveu  ele mesmo retirar as garrafas e copos, com, vejam só, dois chutes. 

De imediato, os copos se quebraram e cacos de vidro espalharam-se pela beirada do palco; as garrafas voaram para a platéia e, por muito pouco, a equipe do Rock Pensante não foi atiginda em cheio pelo pé de Di'anno e por uma das garrafas. Como se não bastasse, Paul berrou com seu inglês, em bom tom, que não "queria porra nenhuma de cerveja e copos no seu palco", e ameaçou retirar as pessoas da frente do show. Quem estava na parte de trás provavelmente não teve a chance de presenciar ou observar o ocorrido, mas quem estava na frente teve sorte de não se machucar.

Adiante, a apresentação ocorreu normalmente. O set list foi o mesmo que o apresentado no dia anterior no John Bull Pub de Floripa, com a louvável diferença de que, desta vez, "Charlotte the Harlot" não ficou de fora. Deste modo, a listagem de músicas privilegiou como um todo o disco "Iron Maiden", algumas faixas  de "Killers", e canções da fase solo de Di'anno. "Remember Tomorrow" foi dedicada a Clive Burr, primeiro baterista da discografia do Iron Maiden, que há muito encontra-se enfermo. Em "Strange World" a platéia cantou cada verso com Paul, sendo este um dos melhores momentos da apresentação.

Mesmo com o show pulsante e extasiante, Di'anno parecia, de certa forma, à parte do espetáculo, evitando contato com a platéia e distribuindo pouca alegria. Quando um fã mais ousado tentou um aperto de mão, foi evitado e, uma vez mais, Di'anno disparou algumas impropriedades em sua língua. O mesmo ocorreu quando alguém na parte de trás parecia estar acenando em demasia e atrapalhando os que estavam ao seu redor. Di'anno disse para o sujeito que ia "partir" a sua cara. Essa é personalidade de Di'anno: forte, densa e pouco ligando com o que os outros pensarão, bem próximo ao ideal punk que estampava sua camiseta.

A partir da canção "Iron Maiden", Di'anno levou a mão à perna direita e esboçou um feição de dor, como se uma câimbra o tivesse acometido. Em "Running Free" a dor ainda era perceptível; quando a instrumental "Transylvania" começou, Paul caminhou com dificuldade para o backstage. Quando voltou para executar "Blitzkrieg Bop", dos RAMONES, Paul precisou da ajuda de um roadie para subir no palco. No entanto, na música final, "Sanctuary", Di'anno carregou um longo sorriso no rosto e cantou como nunca, extirpando os demônios da sua perna e levantando ainda mais a platéia. Após o fim de show e dos merecidos aplausos, Di'anno retirou-se para atender os fãs com fotos e autógrafos, dados sem maior problema, afastando a má impressão causada pelo "descontrole" no início do show.
Tirando o fato das garrafas arremessadas ao público por um motivo ilógico, a apresentação de Paul Di'anno deverá ficar marcada na cabeça de muita gente, e nas mãos daqueles que se cortaram com os cacos de vidros providos pelo no sense de Di'anno. Foi uma noite de heavy metal forte, denso, que elevou os pilares da NWOBHM à décima potência. De fato, uma noite memorável, por bons e péssimos motivos.

Set List:

1. The Ides of March
2. Wrathchild
3. Prowler
4. Marshal Lockjaw
5. Murders in the Rue Morgue
6. Mad Man in the Attic
7. Strange World
8. The Beast Arises
9. Children of Madness
10. Remember Tomorrow
11. Faith Healer
12. A Song for You
13. Genghis Khan
14. Charlotte the Harlot
15. Killers
16. Phantom of the Opera
17. Iron Maiden
18. Running Free
19. Transylvania
20. Blitzkrieg Bop
21. Sanctuary

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Set List Paul Di'anno (05/08/2010)


Para "acalentar" um pouco mais a contagem regressiva para show de Paul Di'anno, hoje, neste dia frio de Curitiba, eis uma amostra do que poderemos apreciar na apresentação desta noite, no John Bull Pub. O set list abaixo listado refere-se ao primeiro show da tour de Di'anno em paragens tupiniquins, registrado em Floripa no dia 05/08/2010:

1. The Ides Of March
2. Wrathchild
3. Prowler
4. Marshall Lockjaw
5. Murders In The Rue Morgue
6. Mad Man in the Attic
7. Strange World
8. The Beast Arises
9. Children Of Madness
10. Genghis Khan
11. Remember Tomorrow
12. Faith Healer
13. A Song For You
14. Killers
15. Phantom of the Opera
16. Iron Maiden
17. Running Free
18. Transylvania
19. Blitzkrieg Bop
20. Sanctuary
 
Como fora anunciado anteriormente, Di'anno executaria o disco de estréia do Iron Maiden na íntegra, o que, no show de Floripa, não ocorreu: segundo informações do site Whiplash! (para ler a matéria completa, clique AQUI), apesar de constar no set list impresso do banda Scelerata entre as canções "A Song for You" e "Killers", "Charlotte the Harlot" acabou ficando de fora da apresentação. Certamente, este não é o set list definitivo de Di'anno, mas seguramente serve como base para a definição das músicas de cada show. Agora é esperar para as surpresas desta noite. Nos vemos lá!
 
Cheers!!!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

04/08/10 - Moonshine Encerra suas Atividades


Através da comunidade da banda no Orkut, o tecladista Ronaldo Júnior anunciou que a banda Moonshine encerrou oficialmente suas atividades, após firmar-se como nome forte do hard rock curitibano. Eis as palavras de R.Jr. ao público:

"Amigos,

Em reunião, dia 31/07/2010, foi acordado por unanimidade que a Moonshine encerra suas atividades.

A banda nasceu no início de 2007 e, durante pouco mais e 3 anos, praticamente ininterruptamente trabalhou para proporcionar alegria e boas recordações dos grandes hits do rock dos anos 80 a quem aprecia boa música.

Não é com tristeza, mas sim com sensação de dever cumprido é que encerramos as atividades, tendo consciência que um bom trabalho foi realizado. Ao longo desses anos pudemos aprender muito com as bandas que tocamos juntos, produtores e promotores de eventos, bares, casas de shows, público e cena rock regional, em geral. Também fizemos muitos, mas muitos amigos, que até então eram meros expectadores desse trabalho.

E é de conhecimento geral que a semente plantada pela Moonshine rendeu frutos. Portanto é claro que tudo isso vai gerar uma continuidade e todo mundo que gosta da banda não ficará "órfão", mas sim terá mais opções, um trabalho fortalecido, que resultará em outros projetos.

Agradecemos a todos por todo o apoio e suporte dado a nós e pelo prestígio que sempre proporcionaram à banda.

Até breve!

abraços

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Há cerca de 4 meses, a banda havia recrutado o vocalista Caco Andrade para ser o novo frontman do grupo. A primeira apresentação com Caco em Curitiba (que contou com a presença do Rock Pensante), no Blood Rock Bar, representou uma memorável noite de festa e alegria, que parecia perdurar por muito tempo. É uma pena que o grupo tenha silenciado-se em um momento que muitos não esperavam.

Fica, pois, a lembrança de uma banda excelente, responsável, desde 2007, por reascender o espírito hard oitentista no público curitibano. Resta-nos apenas desejar boa sorte a cada um deles nessa nova caminhada. Que rock n' roll viva para sempre.

Cheers!!!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Pão de Hamburguer em 'Gravando Curitiba'



Conforme já haviamos informado anteriormente, além de O Trilho e Te Extraño, a banda Pão de Hamburguer foi escolhida para participar do projeto Gravando Curitiba, formidável inciativa que irá propiciar uma nova abertura para que as bandas curitibanas mostrem seu som. No dia 23 de outubro, o "Pão", como é carinhosamente chamado por seu crescente público, subirá ao palco do TUC em Curitiba, juntamente com O Trilho, para evidenciar oficialmente o resultado final deste projeto, que culminará em um EP com cinco canções.

Tendo em vista a movimentação da cena musical curitibana e o vai-e-vem da agenda da banda, o Rock Pensante conseguiu uma brecha para uma rápida conversa com Rennan Frois, batera do Pão, para evidenciar mais detalhes sobre o momento do grupo e sobre o período que antece as gravações do EP.


Em relação às canções e gravações (que se iniciarão no dia 15 de agosto), Rennan afirma que o Pão quase finalizou a escolha das faixas. "Na verdade, estamos chegando a um consenso", explica o baterista. "Provavelmente gravaremos 'Have a Nietzsche Day', 'Enxaqueca', 'Homem do Dia' e 'Jonas'. Agora, sobre a outra canção, não sabemos ainda qual colocaremos". Em verdade, que acompanha os shows do Pão (como a excelente apresentação ocorrida no último dia 28, no Crossroads) já conhece bem as canções "Homem do Dia" e "Jonas". Como estas não figuram nas primeiras gravações da banda (disponíveis aqui no Rock Pensante, bastando clicar AQUI), esta seria uma boa oportunidade para apresentá-las oficialmente. Já as outras duas faixas são "novas", ao menos para o público: segundo Rennan, "Enxaqueca" é resultado de uma parceria sua com Gabriel Fausto (guitarra e voz) e "Leozin" Bokermann (guitarra e vocal de apoio), feita há um bom tempo; já "Have a Nietzsche Day" resulta de um trabalho conjunto de Gabriel Fausto e seu pai, Paulo Souza. Em relação ao "5º elemento" do EP, como a última faixa a ser incluída, Rennan não faz muito mistério sobre qual seria a sua escolha: "Na minha opinião? 'Oh Pai'!!!"

Essa escolha e enstusiasmo se justifica facilmente: "Oh Pai" é uma das preferidas do público, seja por colocar brasa no chão quando é responsável por abrir um show ou por fazê-lo tremer em seu encerramento. Mas, ainda assim, mesmo se "Oh Pai" tivesse ficado de fora, este EP seria uma resultante de diversas outras canções, tão interessantes quanto a acima indicada. Afinal, quem vai nos shows do Pão sabe bem disso.

Detalhes sobre as novas canções, para quem ainda não as conhece, terão que ficar para o lançamento do EP. Rennan prefere "um produtivo mistério" do que apresentá-las sem o seu formato musical finalizado: "Não vou falar nada sobre as músicas novas. Só posso dizer que estamos nos sentindo bem ensaiando elas, e tocando-as em alguns shows. Coisa boa vem por aí!"

Sobre a satisfação de participar do Gravando Curitiba, Rennan faz questão de nada esconder e agradecer: "Tanto o Virgílio, Moon, Vlad e equipe, como o Pão de Hamburguer, só têm a crescer com esse projeto. Conhecemos o Virgilio (Mileo, um dos idealizadores do projeto Gravando Curitiba e produtor musical responsável pelo estúdio Audio Stamp) no ano passado, indicação da nossa querida amiga Marielle Loyola, que agora trabalha na Mundo Livre FM." Desde primeiro contato concretizaram-se as  primeiras perspectivas  para que o Pão desse o "ponta-pé inicial" em suas  gravações: "Fomos conhecer o estúdio (Audio Stamp) e acabamos acertando a data para a gravação do primeiro EP. O retorno foi imediato após a gravação, porque bastante gente esperava por ouvir o nosso novo trabalho.".

Finalizando o bate-papo, Rennan reforça o contentamento com o show do dia 23 de outubro, quando o Pão reunirá forças com O Trilho para uma apresentação memorável: "O show do dia 23 com o Pão de Hamburguer e O Trilho será 'animalzis'. Somos amigos/irmãos daqueles malas! (risos)".

Agora é esperar para que as gravações se iniciem e que dia 23 de outubro não tarde a chegar, para que possamos aproveitar esse novo trabalho que está sendo lapidado. Gradativamente, a cada noite, o cenário musical curitibano, a partir de bandas e iniciativas como estas, está a se reestruturar. Todos temos a ganhar, e muito, com isso.

Cheers!!!


Pão de Hamburguer no Myspace (agora com "r"!!!): http://www.myspace.com/paodehamburguer

Veja também as canções e fotos do Pão de Hamburguer disponíveis no Myspace do Rock Pensante:

www.myspace.com/rockpensante

06/08/2010 - Paul Di'anno (John Bull Pub)


INFORMAÇÕES:




PAUL DI'ANNO & SCELERATA - SKELETOUR 2010


Data: 06/08/2010 (Sexta-feira)

Local: John Bull Pub - Rua Mateus Leme, 2204 - Fone: 3252-0706

Ingressos: 1º Lote - R$ 30,00 meia entrada (para estudantes, idosos, doadores de sangue e aos que entregarem 1 kg de alimento não perecível no local); 2º Lote - R$ 40,00 meia entrada (para estudantes, idosos, doadores de sangue e aos que entregarem 1 kg de alimento não perecível no local).

Pontos de Venda:

John Bull Pub - Rua Mateus Leme, 2204 - Fone: 3252-0706 ;

John Bull Café - Rua Comendador Araújo, 489 (esquina com a R. Brigadeiro Franco) - Fone: 3222-7408.



Paul Di'anno Website: http://www.pauldianno.com/

Paul Di'anno Myspace: http://www.myspace.com/diannothebeast



Scelerata Website: http://www.scelerata.com/eng/index.php

Scelerata Myspace: http://www.myspace.com/scelerataband

2006 - The Living Dead

Neste sexta-feira, dia 06/08, conforme já anunciamos nas linhas deste sítio virtual, Paul Di'anno se apresentará em Curitiba, no John Bull Pub (p/ informações, clique AQUI), para comemorar os 30 anos de lançamento do primeiro álbum do Iron Maiden e mostrar a força de seu material solo. "The Living Dead", disco datado de 2006, apresenta uma boa parcela da interessante obra que Di'anno construiu após deixar a Donzela de Ferro nos momentos finais de 1981.

De fato, o caminho traçado por Paul Di'anno, principalmente nos anos 80 (seja em carreira solo propriamente dita, ou sob a égide de grupos como Killers e Battlezone), apontou para diversas direções, ainda que tenha sempre mantido como norte essencial os fundamentos musicais propostos pela New Wave of British Heavy Metal, que pautou o nascimento do Iron Maiden. Mas, mesmo por estes fatos, é possível perceber que Di'anno banhou-se em diversos mares para fazer música: do hard ao punk, existem diversos momentos interessantes que comprovam que, apesar de tudo, Paul não precisa sossegar à sombra do Maiden para provar a sua capacidade artística.

Em "The Living Dead", encontramos um pouco do rumo atual seguido por Di'anno: o heavy metal usual da NWOBHM elevado à décima potência. Trata-se de um disco denso, pesado e recheado de surpresas. A faixa-título, uma das melhores coisas que Paul construiu em sua carreira, alterna o calmo e introdutório momento para moldar-se em um "murro" sonoro que nos pega de surpresa, sem qualquer chance de defesa. "POV 2005" e "S.A.T.A.N" aproximam-se da sonoridade originamente proposta, vejam só, pelo Sepultura, para termos uma noção do peso que o disco oferece. Ao seu turno, "Cold World" e "War Machine" (que em nada lembra a homônima canção do KISS encontrada no álbum "Creatures of the Night") dão uma "aliviada" sem perder a pegada apresentada pelo disco. E, para completar, ainda podemos ouvir versões de "Wrathchild" e "The Phantom of The Opera" gravadas ao vivo em duas apresentações distintas de Di'anno.

No fim das contas, "The Living Dead" é um disco interessantíssimo e, até certo ponto, surpreendente, já que o peso do álbum nos pega de surpresa, mesmo se tomarmos como parâmetro os dois primeiros discos do Maiden. Afora um certo exagero (como algumas pitadas de black metal nos vocais, que não "fecham" muito bem com o estilo de Di'anno), não há muito do que reclamar deste álbum. Aliás, quem for no John Bull Pub nesta sexta deve torcer para que ao menos três faixas deste dicos constem no set list da apresentação.

Cheers!!!

Set List

1. The Living Dead
2. Mad Man in the Attic
3. War Machine
4. Brothers of the Tomb
5. POV 2005
6. S.A.T.A.N
7. Cold World
8. Do or Die
9. Dog Dead
10. Symphony of Destruction
11. Wrathchild (Live)
12. The Phantom of the Opera (Live)

CLIQUE AQUI P/ FAZER O DOWNLOAD

terça-feira, 3 de agosto de 2010

2000, Back Door Man

Salve, salve amantes do Rock ‘n’ Roll.
Hoje trago à vocês essa pérola do Blues “Ron Hacker”, embebido nas raízes do mesmo.

Nascido em 25 de janeiro de 1945, em Indianápolis, Indiana, Ron sentiu o soco duro da vida em sua cara pela primeira vez quando seu pai veio a falecer e sua mãe o rejeitou junto de seu irmão, (Hacker tinha apenas 4 anos). Passando a viver hora com suas tias e hora com pessoas da igreja, esse estilo de vida favoreceu a se tornar um pequeno "burrinho" ou "marginal", como ele mesmo diz. Toda essa má sorte só poderia resultar em algo, e nesse caso, Hacker encontrou o Blues, ou para alguns foi o Blues que o encontrou.

Com 11 anos de idade, foi encaminhado para um centro juvenil por vandalismo e lá descobriu um ritmo que não tocava em sua vizinhança branca: era o inovador Blues. Porém, a vida reservou outras descobertas para Ron: no inicio dos anos 60, após se mudar com seu irmão, descobriu as drogas, sexo, mulheres e Elmore James.

Graças a James, Ron comprou um violão a 5 dólares e resolveu tocar como o mesmo. Mas tocar “Slide Guitar” e ser branco não faz de ninguém um grande “Bluesman”, foi a sorte ou o acaso que fez Ron retornar a Indianápolis nos anos 70. Foi quando um Dj veio a cruzar o caminho de Ron com o do James “Yank” Rachell. Ron não conhecia Yank Rachell, mas ele tinha um grande segredo para mostrar.

Rachell ensinou a Ron o segredo do Delta Blues, os macetes, as jogadas, os tons e tudo que era possível ensinar e Ron captou muito bem, para nosso deleite. O resultado veio a incidir em ótimos discos de Blues e Ron deixou de ser um moleque e se transformou em um dos melhores tocadores de “Slide Guitar”.

Após ótimos discos chega aos nossos ouvidos o 4° álbum de Hacker, “Back Door Man”,(A expresão "back door man", no contexto original, significa o amante, quem entra e sai pela porta dos fundos da casa, e é um tema recorrente ao blues.) esse se tornou um disco matador, apoiado por Artis Joyce e Shad Harris esse disco traz um Power trio de dar inveja a qualquer Bluesman do mundo.

Destaque para as seguintes faixas, I got Tattooed uma bela musica que já foi regravada em uma nova versão pela banda “Cracker Blues” já postado aqui no blog.Come Om in my Kitchen, essa versão traz uma roupagem nova para esse clássico de Robert Johnson.


Set List

Musicos: Ron Hacker (guitar/vocals), Artis Joyce (bass), Shad Harris (drums)
  1. Big Brown Eyes
  2. Two Timin' Woman
  3. Back Door Man
  4. My Bad Boy
  5. Mambo for Albert
  6. Ax Sweet Mama
  7. Yank Told Me
  8. Hear Me Sing Like Elmore James
  9. I'm Gonna Miss You Like the Devil
  10. Hate to See You Go
  11. I Got Tattooed
  12. Diddley Widdley
  13. Come On In My Kitchen

    Clique na Imagem para fazer o download. (Baixou?...Gostou?....Comprou!!!)