sábado, 30 de outubro de 2010

Quando a Política vira Cabresto da Arte: Explicações sobre a Postura do Rock Pensante

Esta será uma postagem nada usual do que geralmente se lê por aqui. Possivelmente, ela seria desnecessária, mas nosso público cresceu e, com cerca de 150 a 200 acessos diários, o mínimo que devemos fazer é expor nosso descontentamento, ainda mais com os fatos que se tem sucedido nos últimos dias. Ontem, uma gota d'água acabou por encher nosso copo, e é por isso que, neste momento, antes de darmos sequência ao nosso trabalho, confeccionaremos essa desabafo em revide às ofensas gratuitas que temos recebido nos últimos dias.

Desde fevereiro tenho sido o responsável pela maior quantidade de postagens deste blog. Além de ser apaixonado por música e escrever constantemente sobre ela (isto há quase 10 anos, quando veiculava em pequenos jornais acadêmicos meus pontos de vista), sou estudante de Direito e militante na área política, justamente porque não há como desvincular a senda jurídica da esfera política. Com o Rock Pensante, meu objetivo maior era o de auxiliar a cena independente de Curitiba a se (re)expandir. Começamos com pequenas resenhas e hoje fazemos coberturas de show, entrevistas, fotos e o que mais for necessário para propagar a arte de nossa cidade. Sempre fizemos isso sem pedir nada em troca, e as bandas com quem já cruzamos sabem muito bem disso. O Rock Pensante nasceu para ser um espaço de debate e propagação e, hoje, nos orgulhamos de fazer parte da caminhada de tantos grupos de artistas, todos eles relatados em nossos murais. Além de contatos artísticos, fizemos verdadeiros amigos, com quem hoje tenho a honra de dividir sonhos, problemas e objetivos.

Recentemente, expandimos nossa comunicação para um outro veículo virtual, o Twitter, na esperança de fortalecer ainda mais a divulgação dos passos dados pelas bandas curitibanas e, por igual, conhecer grupos novos, que ainda não haviamos mantido o contato. Por igual, o Twitter do Rock Pensante acabou por servir também como espaço para demonstração de devaneios próprios, como opiniões em diversos assuntos, dentre eles a política, vez que é impossível separar quem somos daquilo que escrevemos. Contudo, nunca fizemos disso um óbice para nosso trabalho. Nosso pensamento político nunca serviu como norte para escolhermos que banda ouvir, tratar e divulgar. Mas a recíproca não foi verdadeira: o Rock Pensante e, por consequência, este que está a escrever, foram ultrajados pelo vocalista da banda Wild Child, Jefferson. Em princípio, não iriamos dar o nome aos bois, mas como as ofensas gratuitas persistem e somos albergados pelo direito constitucionalmente garantido de expressar nossas posições, decidimos pelo contrário. Ademais, o Twitter é praticamente uma ferramenta pública, onde todos podem ter contato com o que os outros escrevem ou manifestam. Sendo assim, já que todas as ofensas lá estão, não visualizamos nenhum problema em nomear o agressor.

No início desta semana, procurei a Wild Child para iniciar a confecção do prospecto de sua divulgação, vez que assisti um show da banda e gostei de imediato. Além do famoso "Orkut", nos correspondemos brevemente por Twitter, onde o perfil da banda e do próprio Jefferson passaram a nos seguir, e nós fizemos o mesmo. De imediato, percebi que o vocalista da referida banda defendia um posicionamento político totalmente oposto ao meu, mas esqueci tal fato rapidamente. Afinal, meu objetivo com o Wild Child não era político, e sim artístico. Fizemos uso do Twitter para repassar as atualizações do perfil da banda, e uma breve resenha seria publicada hoje, junto com uma matéria sobre a banda Plexo Solar. Em nenhum momento (como vocês podem perceber ao observar nossa página no twitter, @rockpensante) questionamos a posição do vocalista da banda. 

Aprendi muito cedo a conviver com diferentes posturas em pleno respeito, afinal, todos temos o direito à liberdade de nossa opinião. Mas, por igual, também sabemos que o exercicio deste mesmo direito é livre até o momento em que passa a ofender a dignidade alheia. Nos surpreendemos na noite de ontem como tanto a banda Wild Child, como seu insensato vocalista, deixaram de nos seguir. E, a partir daí, as ofensas começaram: o referido vocalista nos acusou (vejam só) de apoiar o terrorismo, propagar a ditadura e (pasmem) vender influência (ou seja, siga nossa postura política e divulgamos sua banda). Como se não fosse o suficiente, fomos chamados de comunistas e (numa tentativa de rima infeliz do cérebro diminuto do agressor) "nada pensantes". Enfim, uma situação lamentável e injustificada.

Vejam o quadro cômico que se formou: estavamos prestes a divulgar (sem pedir nada em troca) a banda Wild Child com uma resenha que não seria limitada ao nosso blog, mas que também seria reproduzida em dois outros sites parceiros: o Whiplash! (em publicação futura, vez que há uma fila a ser respeitada) e o carioca e irmão Galeria Musical. Estavamos comprometidos a comparecer nos shows do grupo para confeccionar nossas habituais fotos e publicá-las na sequência em nosso espaço virtual. Todavia, por estas ofensas que recebemos sem dar causa alguma, tais fatos não vão se concretizar. Infelizmente, pela primeira vez, fecharemos as portas para um grupo, para uma excelente banda que, por conta do temperamento lamentável de seu frontman, colocou o pensamento político acima da arte. O próprio Jefferson, neste momento, enquanto escrevo estas linhas, acabou de dizer, como somos "ptralhas" (outra tentativa frustrada de uma sacada genial), a Wild Child não precisa do Rock Pensante.
É triste perceber que, depois de XXI séculos de história repletos de exemplos nefastos de como o extremismo político bloqueou o desenvolvimento cultural, ainda existam pessoas que pensam e contaminam o pensamento de outros desta forma. Pelas ofensas proferidas pelo infeliz cidadão, poderíamos certamente provocar a Jurisdição do Estado para corrigir essas agressões(e como construtor do Direito sei bem quais ferramentas usar neste sentido). Mas não o faremos por saber que quanto mais mexemos no veneno, mais ele cresce; e também por estarmos cientes que esses "problemas" são, até certo ponto, comuns, já que estamos constantemente a expor opiniões e receber críticas, com as quais, sem exceção, aprendemos alguma coisa.

Reiteramos que em nenhum momento o Rock Pensante colocou a política sobre os interesses das bandas ou de nosso próprio material. Isso é tão verdade que, mesmo sabendo da postura retrógrada do referido vocalista, nos propusemos a auxiliar sua banda. Por igual, tenho plena certeza que, das várias  bandas que auxiliamos, cada uma delas e seus respectivos integrantes possuem noções políticas diversas. Nunca, em  nenhum momento, sequer coloquei a política como tema de diálogo com as bandas. Por diversas vezes dividi mesas e tempo com várias bandas e o assunto mais distante de música que chegamos a tratar foi futebol ou  o preço absurdo de uma garrafa de cerveja.  Tenho certeza que muitos integrantes das bandas sequer sabiam que era militante político, por exemplo.

Todos nós temos o direito e o dever de defender nossas posições, mas sem jamais ofender e agredir os demais. Essa situação só piora quando as ofensas são gratuitas. É nosso dever aqui também dizer que devolvemos, na mesma monta, as agressões proferidas por Jefferson, vez que não temos que engolir quietos a ignorância, estupidez e intolerância alheias.

Com isso, gostaria de deixar claro que  Rock Pensante é uma estrutura apolítica, que jamais trabalha com base nas tendências militantes das bandas que divulga. O objetivo principal é fazer deste espaço um mural para a arte curitibana, em especial a música, e fazer com que as bandas utilizem-no para crescer e divulgar seu trabalho. Todos aqui são bem vindos, e quem nos conhece sabe bem disso. Agradecemos todos os dias pela oportunidade que as bandas nos dão em conhecer sua música e, depois, divulgá-las. E assim será sempre. Se alguém quiser debater sobre política, haverá espaço para isso. Mas não aqui. Aqui é lugar de música, arte e principalmente respeito. Quem não compreende isto, este sim, não é bem vindo, e certamente jamais irá crescer, tanto artisticamente, como humanamente.


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Corrente Cultural 2010


Entre os dias 03 e 14 de novembro Curitiba se transformará da capital brasileira da cultura: é a edição de 2010 do projeto Corrente Cultural quem se encarregará de tal tarefa. Assim como 2009, diversas são as atrações previstas, dentre os mais variados campos da arte, como literatura, dança, teatro e, claro, música. Além de tudo isso, a Corrente Cultural 2010 preocupou-se com a necessidade de um diálogo amplo e aberto com outros campos do saber, e diversas oficinas (como psicologia, ecologia, acrobacia, regência de coral e até parkour) foram incluídas na progamação deste ano.

Exposições artísticas de diversas correntes (fotografia, artes plásticas, etc) e cinema não foram esquecidos por igual. Exemplo disso é a Mostra de Cinema da Revolução Mexicana, organizada em parceria com o Consulado do México. Variadas exposições de gravuras, círculos de leituras, oficinas para contadores de histórias, mesas para debates e palestras com vários temas também estão previstas. Por igual, uma justa homenagem ao poeta e cantor Ivo Rogrigues está programada para ocorrer no Teatro Universitário Curitiba (TUC), que atualmente tem abrigado os shows das bandas que fazem parte do projeto Gravando Curitiba.

A novidade fica por conta da chamada Virada Cultural, que ocorrerá do dia 06 para o dia 07 de novembro, com mais de 24 horas de espetáculos sem interrupção! Também no dia 06/11 ocorrerá o Cine Virada no Largo da Ordem, com a exibição seguida de 33 (isso mesmo, trinta e três) filmes, às partir das 20:30 hrs.

O Rock Pensante elenca nesta momento algumas das principais atrações musicais deste evento ímpar.  Os shows das bandas curitibanas estarão destacados em vermelho, portanto, marquem em vossas agendas. Fiquem atentos nos links abaixo listados para acessar e conhecer a programação completa (com teatro, exposições, dança, workshop, palestras e debates) e os objetivos da Corrente Cultural. Viva e respirem a cultura!!!!

Cheers!!!

Corrente Cultural na Web (Aqui você tem acesso à programação e mapas completos e detalhados das atrações): http://www.correntecultural.com.br/

Atualize-se de modo instantâneo com as notícias da Corrente Cultural no Twitter.
Sigam:

Rock Pensante: @rockpensante

Corrente Cultural: @correntecultura 



CORRENTE CULTURAL - EDIÇÃO 20210 - CURITIBA



 - Espetáculos Musicais:

*Dia 06/11:

 - Homenagem à Ivo Rodrigues
Local: TUC, às 11:30 hrs
 - Abertura do Evento "Panelaço 2010: 'Ao Ivo' e a Cores. Show com as bandas Blindagem, Giovanni Caruso e o Escambau, Dissonantes, Colaterall, Terminal Guadalupe, Cosmonave, A Interminável Fábrica de Jipes, Match, Los Porongas, Violins, Cabaret e Anacrônica.
Local: TUC, à partir das 12 hrs

 - Paulinho da Viola e Orquestra à base de Cordas
Local: Palco Riachuelo, às 13 hrs

 - Hermeto Pascoal, Aline Morena, Fabio Pascoal & Orquestra Sinfônica do Paraná
Local: Pça. da Espanha, às 15:30 hrs
  
 - Concerto "Dos Regionais às Jazz Bands: Curitiba e a Música Popular na Primeira Metade do Século XX" (Apresentação das obras musicais do compositor e arranjador curitibano José da Cruz)
Local: Museu Paranaense, às 19 hrs


 - O Trilho
Local: Espaço Cult (largo da ordem), às 23:30 hrs

 - Roberto Carlos
Local: Pça. Nossa Srª da Salete, às 20 hrs 

* Dia 07/11:

- Virada Cultural: Shows com as bandas Pato Fu, Sabonetes, Djoa, Wigand, CW7, MUV e Copacabana Club
Local: Ruínas de São Francisco, das 00:00 às 13 hrs

- Pão de Hamburguer
Local: Espaço Cult (Largo da Ordem) às 09:00 hrs
- Mart'nália
Local: Palco Riachuelo, às 12 hrs

- Erasmo Carlos
Local: Palco Riachuelo, às 15 hrs

*Dia 08/11
 - Lu Pasinato (viola)
Local: Largo Curitiba (Projeto Menu Musical), das 19 às 22:00 hrs

*Dia 09/11
 - PALESTRA: "Investimentos em Rock n' Roll - Bate Papo sobre investimentos financeios com Raphael Cordeiro e Luiz Pacheco
Local: FNAC Park Shopping Barigui, às 20 hrs

*Dia 10/11
 - Milagrosos Deocmpositores (lançamento de CD e pocket show
Local: FNAC Park Shopping Barigui, às 20 hrs

*Dia 11/11

- Roda de Choro ao comando de Claudio Menandro e Claiton Rodrigues
Local: Conservatório de MPB, às17:30 hrs 

*Dia 12/11

- Du Gomide e Manchinha (Violão 7 cordas e gaita)
Local: Largo  Curitiba (Projeto Menu Musical), das 19 às 22 hrs

 - Fuá Curitibano (musical popular)
Local: Pça. Rui Barbosa, às 16 hrs

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domingo, 24 de outubro de 2010

1985 - Magic Touch

Um tópico que raramente provoca discussões resida na questão de considerar Stanley Jordan um dos maiores nomes do jazz. Dotado de uma técnica singular, como uma elaboração das famosas two hands, Jordan construiu uma carreira formidavelmente inquestionável. Mas, apesar de não transparecer à primeira vista, sua personalidade (ao menos no início de sua carreira) indicava sinais do que alguns denominam de "incongruência". Aqui, limitaremos a nominar tal característica como "sensatez".

Mesmo sendo o portador de uma das técnicas mais invejáveis quando o assunto é guitarra, Jordan não sentia pudor em tocar por alguns centavos: mesmo formado pela Academia de Música de Princeton, Stanley fazia questão em tocar na rua, de graça (ou em troca de moedas) para quem quisesse ouví-lo. Quando finalmente um produtor renomado o encontrou e ofereceu a oportunidade de oficializar sua carreira (sonho de qualquer músico, principalmente daqueles que fazem da calçada o seu palco), Stanley Jordan novamente não deixou sua face rubra ao dizer humildemente "não". E isso sem relacionar-se à algum tipo de ideal ou independência: Jordan não aceitou a proposta porque não julgava-se capaz de, naquele momento, construir algo razoavelmente bom o suficiente para consolidar um disco. E, ainda, queria se dedicar à família com intensidade.

Para a sorte do jazz, em 1985 Stanley Jordan sentiu-se seguro o suficiente para aceitar o novo convite de Bruce Lundvall (de quem havia recusado a proposta de gravar anteriormente): assim, no mesmo ano, veio à tona "Magic Touch", um disco singular que faz qualquer amante do jazz ou da guitarra prestar severa atenção em seu conteúdo. O álbum de estréia contém material originalmente composto por Jordan e, como não poderia ser diferente, justas homenagens a grandes nomes da música, não se limitando apenas ao jazz. Das releituras, "Eleanor Rigby", originalmente composta pelos Beatles, se destaca pela sua complexidade e pelo arranjo original que a compõe. Ainda que a base fundante da canção de Lennon & McCartney tenha sido mantida, a "Eleanor" de Jordan corre por campos não explorados pelos filhos mais famosos de Liverpool.

O mesmo ocorreu com "The Lady in My Life", canção originalmente composta por Rod Temperton e tornada mundialmente famosa por Michael Jackson em seu fundamental álbum "Thriller", de 1982. Além da execução primorosa de Jordan, Wayne Brathwaite conduziu as quatro cordas com uma pegada jazz que conseguiu ser inovadora ao manter a mesma base apresentada por Jackson. Miles Davis também é homenageado em "Freddie Freeloader", assim como Thellonius Monk em "Round Midnight". Por tudo isso, "Magic Touch" rendeu a Stanley Jordan duas indicações ao Grammy e ficou por 51 semanas em primeiro lugar dos discos de jazz listados pela Billboard em 1985/86. Por tudo isso, e por Jordan representar uma constante a ser descoberta, "Magic Touch" merece ser ouvido com carinho e atenção. É uma pedra fundamental do jazz lapidada nos últimos 25 anos.

Cheers!!!

Set List

1. Eleanor Rigby
2. Freddie Freeloader
3. Round Midnight
4. All the Children
5. The Lady in My Life
6. Angel
7. Fundance
8. New Love
9. Return Expedtion
10. A Child is Born

CLIQUE AQUI P/ FAZER O DOWNLOAD 

Plexo Solar Lança EP de Estréia


Na esteira da construção de uma nova cena musical, a banda Plexo Solar lançou há pouco seu primeiro e homônimo EP. Sustentados por uma sonoridade criativa e calma, o Plexo Solar gradativamente vem abrindo espaço para a demonstração de seu trabalho. Em julho último, a banda abriu o show do Pão de Hamburguer e Trem Fantasma no Crossroads, que contou também com a apresentação singular da Confraria do Costa.

O EP do Plexo é composto por quatro canções: "Crime no Alvoredo", "Enquanto o Dia Passa", "Insano e Alvo" e "No Escuro". Como não poderia ser diferentes, o EP da banda contou com a colaboração para lá de especiais: o Trem Fantasma se fez presente na figura de Leonardo Montenegro (que encarregou-se no auxílio da produção musical das faixas, principalmente no que diz respeito às seis cordas) e de Rayman Juk (que objetivou a sonoridade do órgão na faixa "Insando e Salvo"). Hermann Ruthes, além de abrir o espaço físico para a gravação do EP, cuidou da execução do piano em "Crime no Alvoredo".

As faixas estão disponíveis para a audição no MySpace do Plexo Solar (clique AQUI). Vale a pena conferir o som do Plexo e presenciar a renovação da cena curitibana!!!!

Cheers!!!

Plexo Solar no MySpace: http://www.myspace.com/oplexosolar
Comunidade da Banda no Orkut: clique AQUI

Plexo Solar é:

Alexandre Provensi - Guitarra/Vocal
Frederico Romero - Baixo/Backing Vocal
Marcelo Liberato - Bateria/Backing Vocal
Matheus Godoy - Guitarra/Vocal 

Pão de Hamburguer Lança seu Primeiro DVD em Formato Independente


É tempo de sinceridade. Desde a política até os simples (ou complexos) acordes que saem do estéreo, vemos claramente a necessidade de sermos "sinceros", quase que em todas as medidas. No dia 22/10/2010, foi exatamente isto que o Pão de Hamburguer fez: ao festejar o lançamento de seu primeiro DVD, "Ao Vivo no Guairinha", lançamento em formato independente, a banda deu a todos que compareceram ao John Bull Pub o melhor que a arte verdadeiramente sincera pode proporcionar: alegria, diversão, deleite. Tudo isso (e mais tantas outras coisa que, se aqui narradas, seriam por demais extensas) em roupagem de som, de música, a melhor feita em Curitiba nestes últimos anos.

É preciso entrever a importância do lançamento não apenas em face da banda em si, mas também (e, talvez, principalmente) para o que o Pão de Hamburguer representa hoje na cena musical curitibana. Tantas e tantas vezes, cansamos de dizer e de ouvir que Curitiba, em termos artísticos, precisava de mudança, de uma nova movimentação, de um novo vetor de criatividade que impulsionasse as novas bandas à mostrar seu som do lado de fora da garagem. Da "reprodução" que há tempos macula essa cidade, veio a "produção" de novas idéias, novos grupos, novos sons. Por isso, talvez a maior importância engendrada pelo DVD "Ao Vivo no Guairinha" não se direciona apenas ao Pão, mas sim, à cena musical de Curitiba, que finalmente sai da sombra para acomodar-se confortavelmente ao Sol.


Tanto isso é verdade que, na noite do lançamento, duas outras bandas independentes acompanharam o Pão: O Conto (que fizeram todos mergulhar na mais doce psicodelia, com direito a baterista tocando trompete) e Eles Mesmos (banda das mais fortes, que encerrou a noite com a energia usual do rockabilly) fizeram as vezes de verdadeiros cicerones dos recôncavos da música curitibana, apresentando suas canções àqueles que (à exemplo deste que escreve) ainda não haviam desfrutado de seu trabalho. Ainda que inconscientemente, o Pão fez questão de apostar no novo para fortalecer a noite cada vez menos opaca de Cwb.

Já passava da meia-noite quando o  Pão de Hamburguer subiu ao palco. No "telão" à frente da banda, a introdução do DVD foi exibida, despertando definitivamente a curiosidade para vê-lo por completo. À exemplo do que ocorreu na noite da gravação, no Auditório Salvador de Ferrante, o Pão abriu seu show com a porrada sonora provida por "Sr. Dalí", uma das canções mais fortes e densas do grupo. É engraçado perceber a relação que íntima que o Pão de Hamburguer  mantém com o tempo: basta os primeiros acordes das canções escaparem das mãos de Joel, Leo, Brunno, Rennan e Gabriel para que ele (o tempo) tire o pé do acelerador, reduza a marcha e possibilite ao público desfrutar das canções da banda com a calma e excitação necessárias.



Após "Sr. Dalí", o Pão atacou o público com todas as canções contidas no DVD, acrescidas com "Será Que Eu Vou Virar Bolor" (de Arnaldo Baptista, executada também no show que originou o DVD, mas que ficou de fora por questões "formais") e a excelente "Have a Nietzsche Day", nova canção do grupo que vai integrar o novo EP da banda, refente ao projeto Gravando Curitiba, cujo lançamento, vejam só, ocorreu no day-after ao lançamento do DVD. Como sempre faz a cada vez que sobe ao palco, o Pão divertiu, fez sorrir, gritar, pular e dançar todo um público de amigos, convidados, penetras e gente que os via pela primeira vez. Talvez por isso justifique-se a imagem que o Pão de Hamburguer passa a platéia: a de ser uma grande família que todos, sem exceção, podem integrar. Basta ouvir ao seu som.

Quanto ao DVD, "Ao Vivo no Guairinha" transpassa ao espectador, de modo fiel, toda a energia que permeou o show ocorrido no dia 26 de junho. Toda a vibração, força e sentimentos percebidos naquele dia podem agora ser compreendidos mais uma vez, ou melhor, quantas vezes o espectador quiser. É um material de ampla qualidade, que poucas bandas independentes de Curitiba apresentaram em sua carreira, como o Blindagem, por exemplo. Por esta razão, "Ao Vivo no Guairinha" é recheado de momentos memoráveis: "Jonas" e "Homem do Dia" cumpriram sua missão em fazer o público dançar, cantar e pensar, já que as letras de ambas as canções remetem o ouvinte à uma reflexão, por vezes inconsciente. "Lição de Vida" segue este mesmo exemplo em sua execução, assim como tantas outras, como a dançante "Princesinha do Tio", cantada integralmente pela platéia, e "Ontem e Hoje", faixa título do primeiro conjunto de gravações do grupo. "Oh Pai" também merece louvores, pela força raivosa que sustentou sua execução naquela noite. Mas o ponto alto vem com "As Noites Não Mudaram", canção introspectiva calcada em uma excelente construção musical, potencializada ao extremo com a participação de Fernanda Fausto (prima da família Pão de Hamburguer) na flauta. Trata-se, de fato, de um belo e especial momento, que se repetiu integralmente no lançamento do DVD.

Além de tudo isso, o Pão acertou em cheio em intercalar as canções no DVD com pequenas entrevistas com cada integrante da banda. É como se os próprios integrantes, com a humildade e cordialidade que lhes é peculiar, convidassem a quem os vêem a embarcar em seu mundo. Deste modo, o espectador não houve e vê apenas as canções do Pão, mas passa a conhecer, de um jeito descontraído e cativante, a razão de ser das músicas e, em alguma medida, daqueles que compõem a banda.

Por tudo isso, "Ao Vivo no Guairinha" representa uma doce vitória para cena curitibana e para o próprio Pão. Diversas foram as testemunhas (e faço questão de me incluir neste rol) do suor derramado por Joel, Leo, Brunno, Rennan e Gabriel para transformar esta idealização utópica na saborosa realidade concretizada na última sexta-feira. Esta vitória, certamente, representa por igual o início de um novo caminhar do Pão de Hamburguer; mas desta vez eles não caminharão sozinhos: o som dos passos de todos nós se juntaram às suas canções. Ao Pão de Hamburguer, os nossos sinceros agradecimentos por nos incentivar a caminhar, correr e cantar. Que assim seja sempre, sempre, enquanto durar.

Cheers!!!

Pão de Hamburguer é:

 - Gabriel Fausto (Vocal/Guitarra);
 - Leonardo Bokermann (Guitarra/Voz);
 - Joel Rocha (Guitarra/Voz);
 - Bruno Fróis (Baixo/Voz);
 - Rennan Fróis (bateria/Voz)

Ouça Música Curitibana

Pão de Hamburguer no MySpace: http://www.myspace.com/paodehamburguer

Siga também o Pão de Hamburguer no Twitter: @hamburguerbanda








Quer adquirir uma cópia do DVD "Ao Vivo no Guairinha"??? Entre em contato com o Pão no ORKUT, TWITTER ou comentando este post deixando seu email!
  

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

23/10 - O Trilho & Pão de Hamburguer: EP Gravando Curitba


Graças aos bons ventos do destino, a agenda das bandas que conduzem a cena curitibana para bons lugares está cheia. Não bastasse a recente apresentação de O Trilho no Acústico Mundo Livre FM e o lançamento, nesta sexta-feira dia 22/10, do DVD "Ao Vivo no Guarinha" do Pão de Hamburger, ambas as bandas se reunirão no palco do TUC neste sábado 23/10, a partir das 20 horas, para formalizar a conclusão de suas respectivas participações no projeto Gravando Curitiba, concretizando um dos últimos shows referentes às 12 doze bandas que participaram do projeto.


Desde junho, o Rock Pensante está divulgando a construção dos EP's tanto do Trilho como do Pão, vez que está será a oportunidade perfeita para o público das duas bandas conhecerem, em versão de estúdio, as novas canções (e algumas bem conhecidas) que acabaram por representar as cinco faixas que compõem os trabalhos de gravação de cada banda.

O Trilho, além de (re)brindar o público com as excelentes "Dose Pequena" e "Esse Rock Foi Quem Fez", apresentará também as canções "Rock Madeira", "Me Deixar Cantar" (ambas apresentadas em roupagem acústica no dia 08/10) e "A Gente se Cala". Para ler a matéria e o bate papo com André Prokofiev, guitarrista do Trilho sobre as canções, basta clicar AQUI ou dirigir-se até o label d'O Trilho aqui no Rock Pensante.

Quanto ao Pão de Hamburguer, tudo indica que as canções escolhidas serão "Have a Nietzsche Day", "Enxaqueca", "Homem do Dia" e "Jonas", sendo que estas duas últimas já compõem o set list básico do grupo há algum tempo. Ainda, para fechar o EP, a intenção era incluir a forte "Oh Pai", uma das canções mais queridas pelo público. Se de fato isto ocorreu, somente indo até o TUC no sábado para saber. Assim como feito com O Trilho, o Rock Pensante conduziu uma rápida conversar com o "relações públicas" e batera do Pão, Rennan Fróis, (basta clicar AQUI) onde pode-se conhecer alguns detalhes das faixas acima descritas.

E é isso. Uma noite fervorosa espera tanto as duas bandas como o público que comparecer ao TUC para prestigiá-las. É a música curitibana tomando novos contornos, senhores, um momento que há muito se esperava. Aplausos são, no mínimo, o que trabalho dessas bandas merece receber.

PROJETO GRAVANDO CURITIBA

23/10/2010 - O TRILHO & PÃO DE HAMBURGUER
Horário: 20 hrs
Local: Teatro Universtário Curitiba (TUC) - [Galeria Julio Moreira - Largo da Ordem]
Valores: FREE!!!!!

Ouça Música Curitibana:
Pão de Hamburguer no MySpace: www.myspace.com/paodehamburger

O Trilho no Myspace: www.myspace.com/otrilho

08/10/2010 - O Trilho (Show Acústico Mundo Livre FM)



Antes de mergulhar na apreciação daquela que pode ser considerada (sem tropeçar em exageros) como uma das melhores apresentações d'O Trilho, é necessário que se faça algumas breves considerações prévias sobre o que se está a escrever. Via de regra, os textos do Rock Pensante não se moldam em primeira pessoa do singular, mas sim, no plural, como uma forma de dar ao texto uma roupagem mais solta que, por consequência, será melhor apreciada por quem lê, justamente por não carregar uma opinião incisiva em seu corpo. Hoje, o presente texto sobre uma as melhores bandas desta cidade sem cor vai fugir à esta regra: vou ousar em expressar-me de modo mais direto, utilizando o "eu" ao invés do "nós", mesmo porque, na situação em que me encontro, esta definição parece-me mais adequada.

Pois bem. É importante que todos compreendam os grandes e cada vez menos silentes passos dados por alguns grupos que compõem a cena independente de Curitiba. Talvez isso se deva a grande carga criativa que algumas dessas bandas carregam: Trem Fantasma já provou que os termos "progresso e evolução" são os pilares que os sustentam; Pão de Hamburguer expande-se cada vez mais e lidera essa trilha; Te Extraño galga uma boa caminhada, entre tantas outras que aqui não caberiam descritas. Com o Trilho, a regra mantém-se igualmente verdadeira.

Todos sabem que o rock n' roll, em sentido extenso e não rotulado, "é o que é" hoje graças à sua capacidade de, simultaneamente, entreter, acrescer, idealizar e deslumbrar. É como se fosse uma espécie de jóia, um catalisador que fica inerte à disposição daqueles poucos aventureiros que sabem como utilizá-lo para cativar e trazer as pessoas para seu pensamento, independente do estado em que se encontrem, e em nossa história temos fortes exemplos disto, para todos os gostos e vertentes. Fato é que o Trilho, assim como as bandas antes citadas, sabe muito bem como manipular o referido catalisador, tanto a seu favor, como em prol de outros. Eis aí uma banda capaz de retirar qualquer pessoa de sua bacia de ânsia e dor para desfrutar momentos de deleite e alívio. Ao menos assim foi com este matuto e padecente redator.

A atmosfera do Jokers Pub também seguiu esta mesma premissa: o ambiente para o show, ao menos naquele momento não podia ser melhor. E O Trilho ia subir bem acompanhado ao palco no dia 8/10, já que parte da família Pão de Hamburguer e Te Extraño partilhariam do tablado com o grupo. As canções apresentadas pelo Trilho, em formato acústico (sem perder a força que os caracteriza), alvejaram o público diretamente: era uma bofetada típica de Nelson Rodrigues, que ninguém ousa esquivar.

Larguei os braços no ar quando "Rock Madeira" abriu o show do Trilho, com o baita auxílio de Leonardo Bokermann  e Joel Rocha, do Pão de Hamburguer, nas seis e doze cordas respectivamente; e com Carol Alencar, voz forte e fundamental que lapida todo o som do Te Extraño, no backing vocal. A sonoridade desta nova canção é ímpar, calcada na sonoridade hard dos anos 70, e fez com que, mesmo em roupagem acústica, corpo e mente pulassem e pulsassem como se estivesse (re)nascido exatamente naquele momento. E a dor que me puxava para baixo reduziu-se a vento e a pó, como os mitos gregos sempre apregoaram. "Me Deixa Cantar", cuja versão original volta-se para as raízes do rock nos anos 50, manteve o mesmo sabor no ar: Fabíola mantinha o público inteiro na mão enquanto André Prokofiev (é necessário especificar, já que O Trilho é formado por "Andrés") transformava o violão em uma típica batuta de regente para conduzir o avanço da banda sobre a platéia. Nem mesmo quando a referida "batuta" ameaçou estragar o momento com uma corda arrebentada O Trilho perdeu a atenção do público: era visível que a importância daquele momento valia qualquer espera.

Um dos pontos altos da apresentação ocorreu com "Dose Pequena", velha conhecida do público, cuja letra traduz uma gama tão variada de sentimentos que, a exemplo do que ocorre em outros campos artísticos (como a pintura, por exemplo), é capaz de causar em cada pessoa uma impressão e concepção diversas, como se a canção adotasse um significado particular e singular para cada ouvinte. Essa premissa se reproduziu de modo potencializado no referido show, vez que era possível perceber na expressão de cada presente um modo diferente de entoar a canção: alguns cantavam, outros (mesmo com o viés mais calmo do acústico) não se furtavam de pular e berrar, outros apenas olhavam, como se estivem a refletir o impacto daquilo tudo neles mesmos. Eu me enquadrei, naquele momento, neste tipo de espectador. "Dose Pequena" também trouxe uma outra surpresa: Carol Mira, parte da mesma família que já estava no palco, colaborou faticamente com sua sitar para que a canção se tornasse capaz de parar o tempo.

Adiante, as canções "Velha Roupa Colorida", "Minha Estrada" e "You Got the Silver", com destaque para a participação sempre presente de João Gaspari nos teclados, prepararam o terreno para o encerramento memorável do show: com "Esse Rock Foi Quem Fez", O Trilho fez, desta vez em uníssono, o público pular e cantar. Tal música representa bem capacidade idealizadora que o rock detém, e O Trilho soube utilizar com perfeição esta habilidade: cervejas foram abertas e os cigarros só não foram acesos porque a lei não permite mais a bendita fumaça em ambientes fechados.  André Somma completava as frases de Prokofiev, Leo e Joel com uma calma inalterável, que, junto com a levada das baquetas de Guilherme Richter, davam o tom vibrante que a canção denota. "Esse roque", de fato, como já dissemos tantas outras vezes, foi O Trilho quem fez, assim como a cabeça de todos nós.

E com a excelente versão acústica de "It's Only Rock n' Roll (But I Like It)", dos Stones, O Trilho transformou todo o ambiente em um único som, em um timbre uniforme, com todo o público interagindo com a banda, entre versos, refrões e aplausos. André "Bic" (o "último" dos "Andrés"  que comp~em a banda) desenvolveu com maestria a sonoridade das 4 cordas na canção, assim como em todas as outras: com ele, o som d' ficou mais cheio, denso, completo.  No fim, a satisfação era palpável ao ar, sensação esta vista tanto no palco, como na platéia. Um novo e importante passo foi dado não apenas na trajetória d'O Trilho, como também para a cena curitibana, que tanto luta para se renovar.

Quando a sonoridade baixou, era como se estivesse recém acordado de um estado de inconsciência. Caminhando para fora do Jokers, percebi que demoraria um certo tempo para absorver aquilo tudo, e talvez por isso essa resenha tenha demorado 13 dias para ser iniciada. Ao regressar, voltei também à minha bacia de ânsia, náusea e dor, mas com um sorriso intermitente na face: sabia que, certamente, dali em diante, o meu remédio seria o rock n' roll d'O Trilho. E as linhas tortas acima descritas são prova cabal deste fato. Que o efeito deste remédio não mais acabe para (e agora retorno à primeira pessoa do plural) todos nós.

Cheers!!!

Set List O TRILHO - ACÚSTICO MUNDO LIVRE FM (08/10/2010 - JOKERS PUB)

1. Rock Madeira
2. Me deixa cantar
3. Dose Pequena
4. Velha Roupa Colorida
5. Minha Estrada
6. You Got The Silver
7. Esse Rock Foi Quem Fez
8. It's Only Rock'n Roll (But I Like It)



O Trilho é:

- Fabiola Malerba (Voz)
- André Prokofiev (Guitarras)
- André Somma (Guitarras)
- André "Bic" Canneta (Baixo)
- Guilherme Richter (Bateria)
- João Gaspari (Teclados) 




Quer ouvir as versões acústicas do Trilho?? Basta acessar o MySpace da banda clicando AQUI ou, então, clicando no banner do grupo, que encontra-se no lado superior direito da tela.  

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

22/10/2010 - Pão de Hamburguer no John Bull Pub - Lançamento do DVD "Ao no Guairinha"



Depois do silêncio, é com alegria que regressamos à este sítio trazendo boas novas, referente à nova caminhada do rock paranaense: depois de O Trilho colocar o Jokers Pub abaixo com o excelente show referente ao Acústico Mundo Livre FM, é a vez do Pão de Hamburguer alçar mais um êxito à sua carreira.

No dia 22/10, próxima sexta-feira, a banda sobe no palco do John Bull Pub para oficializar o lançamento do registro ao vivo em DVD da apresentação do grupo ocorrida no dia 26/06/10, no Auditório Salvador de Ferrante (ou apenas Guairinha, para os mais chegados), na Capital paranaense. Mais do que um simples registro, o lançamento do referido DVD representa, igualmente, uma nítida vitória da banda, que se estende, por igual, aos demais grupos que compõem a cena independente de Curitiba.

Eis que, então, o dia 22/10 reserva-nos uma prazerosa missão: aplaudir e festejar o mais novo lançamento do Pão, que virá acompanhado com as bandas O Conto (que cuidará da abertura do show) e Eles Mesmos (que encerrarão os trabalhos). De brinde, os presentes poderão desfrutar do DVD durante a noite, que será exibido no telão do pub. O público poderá também, logicamente, adquirir o DVD no local. No dia 24/10, o Rock Pensante trará à luz uma resenha sobre o show da banda, com as fotos usuais de Gabriel, Joel, Leozin', Brunno e Rennan fazendo o que melhor sabem: fazer o povo pular, dançar e berrar de alegria.

Cheers!!!

PÃO DE HAMBURGUER - LANÇAMENTO DO DVD "AO VIVO NO GUAIRINHA"

Data: 22/10/2010 (sexta-feira), com início previsto para às 22:00 horas
Local: John Bull Pub (Rua Mateus Leme, 2204 - Fone: 3252-0706)
Valores: R$ 10,00 (no local)

OUÇA MÚSICA CURITIBANA!!!!

Pão de Hamburguer no Myspace: http://www.myspace.com/paodehamburguer