quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Pão de Hamburguer é a banda do Mês da Galeria Musical


Há pouco falávamos em boas notícias e, de fato, o último semestre de 2010 trouxe elas aos montes. Após consolidar o lançamento de seu primeiro DVD ("Ao Vivo no Guairinha") em formato totalmente independente, o Pão de Hamburguer foi agraciado com o título de Banda Independente do Mês de Novembro, do site carioca Galeria Musical.

O Galeria Musical desenvolve um consistente trabalho com a divulgação de bandas independentes do cenário nacional. A todo momento, o site apresenta o material de bandas de diversos cantos do país, tendo sempre o rock n' roll como fio condutor. Todos os meses, o Galeria Musical escolhe um grupo pela relevância de seu trabalho e pelo espaço alcançado na cena local a qual pertence. E, no mês de novembro, o Pão de Hamburguer foi o grupo escolhido, e o anúncio veio acompanhado de materiais especiais.

Na página do site (para ler, clique AQUI), além do anúncio, é possível ler uma resenha sobre a banda, onde consta um breve prospecto histórico sobre os passos dados por Gabriel, Leozin, Joel, Bruno e Rennan. Há também uma entrevista com banda, que permite ao leitor adentrar no ambiente  franterno da banda, conhecendo mais sobre o processo de composição do grupo, seus objetivos e o que mais faz o olho da rapãozeada saltar.

Mas o melhor ficou para o final. Logo acima da resenha sobre o grupo, há um ícone que conduz o leitor para uma página de download, que contém uma compilação carinhosamente estruturada pela banda. As faixas que compõem o EP são, no mínimo, especiais: de cara, o ouvinte poderá ter contato com três faixas de áudio (em MP3) do DVD "Ao Vivo no Guarinha", como uma canja do que o show trouxe por completo, além de faixas em estúdio das canções mais adoradas pelos fãs da banda. Mas o "pulo-do-gato" fica por conta da exclusiva faixa inédita fornecida pela banda, "Have a Nietzsche Day", que irá compor o conjunto de novas canções consolidadas durante o projeto Gravando Curitiba. A resenha do site Galeria Musical traz detalhes sobre a nova faixa, que é de longe um dos saltos mais criativos dados pelo Pão. Para fechar com chave de ouro, a Galeria Musical também confirmou uma interessante promoção, que irá sortear dois sortudos brasileiros com cópias do DVD "Ao Vivo no Guairinha". Basta acessar http://www.galeriamusical.com.br/bandadomes.php, clicar no ícone da promoção e cruzar os dedos. O sorteio será no dia 19 de Dezembro.

Enfim, essa "nomeação" é o sincero reconhecimento do talento e sucesso gradativamente alcançado pelo Pão de Hamburguer, que começa a alçar asas para o "além-Paraná". Nada mais do que o merecido para uma das melhores bandas de nossa cidade.

Leiam, ouçam, aproveitem!!!!!!

Rock Pensante Entrevista Te Extraño


Das inúmeras incertezas que a vida usualmente nos reserva sob seu manto, já podemos, nesta altura do campeonato, descartar algumas. Por exemplo: Curitiba viveu, em 2010, um de seus melhores momentos artísticos. Com isso, fica fácil afirmar que aquela cena sem sal que antes nos recebia de braços fechados noite após noite já está a se preparar para o seu derradeiro gesto de adeus. Inúmeros grupos foram os responsáveis por esta nobre tarefa e, com muito orgulho, grande parte deles figuram nas páginas deste livreto virtual que por vezes declina seus pecados. Assim, é também fácil acertar que o Te Extraño é um desses grupos que travestiram-se em cores, aromas e prazer para dar o toque final na pintura que tomou conta do céu de nossa cidade.

Mas do que o céu de baunilha de Monet, Te Extraño auxiliou fortemente na criação de uma nova respiração para os ares da arte que hoje predominam. Misturando grande parte do que há de bom no que tangencia as referências musicais,  Carol Alencar, Edgard Lino, Eduardo Cirino, Edi Torres,  Neto, Úrsula Lorenzon e, mais recentemente, Leonardo Bokermann, são responsáveis pela construção de um som capaz de embalar com a mesma intensidade corpos e pensamentos.

Há algumas semanas, o Rock Pensante realizou um produtivo bate-papo com o grupo, para aproximar o Te Extraño  ainda mais do público que está a cotidianamente conquistar. A demora para a publicação da entrevista deveu-se aos problemas de saúde ao qual este matuto redator foi submetido. Com uma mistura de desculpas e saudações, é com prazer que agora publicamos esta entrevista com uma das melhores bandas de Curitiba. Vida longa ao Te Extraño!

ENTREVISTA

Rock Pensante. A sonoridade do Te Extraño é bastante abrangente, com diversos elementos que, diferentes entre si, mesclam-se prazerosamente no trabalho concretizado por vocês. Quais são as principais influências que o grupo possui, tanto no início de seu caminhar como atualmente, e quais os seus respectivos efeitos no processo de composição?

Te Extraño: Com uma diversidade de influências, muitas das quais não são unânimes para todos os integrantes da banda, tentamos fazer combinações desses sons, criando um trabalho final que acaba flertando com as mais diversas linhas do rock. O próprio desafio de fazer músicas que agradem a todos os integrantes e que tenham um pouco de cada um, nos faz ampliar horizontes e também nos faz chegar mais próximos de públicos de vários segmentos. No processo de criação procuramos um equilíbrio entre essas diferentes linhas, e com o passar do tempo temos nos conhecido melhor, sendo influenciados uns pelos outros criando assim uma unidade com espaço para todos. Não vem ao caso indicar quais são estas influências, fazendo parte da brincadeira nosso público tentar descobri-las.

R.P. Todas as canções disponibilizadas por vocês no MySpace agregam, com competência, uma sonoridade abrasiva com letras que fazem o ouvinte pensar. Além delas, percebe-se nas demais, que ainda estão por vir, esta mesma premissa: "A Fuga", por exemplo,conduz o ouvinte para uma viagem mais intimista e introspectiva, enquanto "Rendez-Vous" brinca com a sonoridade das palavras e as mescla com a musicalidade da canção. Enfim, como se dá o procedimento de composição no Te Extraño? O processo flui naturalmente ou cada membro, via de regra, se identifica com função específica no processo de criação?

T.E.: Não temos uma regra, algumas funções acabam por ser trocadas devido ao que vai fluindo com a criação. Se algum de nós traz um esboço de uma música, acabamos todos por imergir nessa idéia, lapidando até chegar num consenso. É claro que algumas funções acabam naturalmente sendo mais específicas devido às habilidades de cada integrante, mas não é uma regra.


R.P. Atualmente, a agenda da banda tem sido bastante agitada. Além de concluir a participação no projeto Gravando Curitiba, o Te Extraño foi classificado para uma das últimas eliminatórias do Kaiser Sound, cuja participação foi interrompida por razões supervenientes à vontade da banda. Como vocês encaram e avaliam a participação nestes dois eventos?

T.E: A participação no evento Gravando Curitiba foi perfeita, com certeza um grande apoio a nossa banda. Além de gravarmos o CD, fomos bem divulgados pela mídia, fizemos um ótimo show no TUC, ainda vamos colher frutos deste projeto por um bom tempo. Quanto ao Kaiser Sound, tem sido um concurso de bandas muito bem divulgado, com uma produção muito boa, felizmente ganhamos uma das eliminatórias, fomos elogiados por todos os presentes no evento, com uma ótima repercussão, o que até aí já foi uma grande vitória para nós, mesmo com essa nossa impossibilidade de participar da semifinal foi uma ótima experiência.

R.P. Ainda sobre o projeto Gravando Curitiba, vocês poderiam falar um pouco sobre as canções que compõem o EP e se há alguma previsão para a data de veiculação deste trabalho?
 
T.E: Ainda não temos uma data para veiculação deste EP, mas já estamos em processo de finalização. Duas destas músicas já podem ser conferidas em nosso myspace, (www.myspace.com/espacoteextrano), Cardumes de Cetim e Florais. As outras músicas serão First Class, A Fuga e Rendez-Vous. O processo de gravação serve pra gente como um laboratório, onde a criação só finaliza após a mixagem final. Estamos satisfeitos com o resultado e esperamos surpreender o público com novidades. 

R.P. Também de modo recente, o Te Extraño passou por modificações em sua formação, com a entrada de Úrsula Lorenzon nos backings e Leonardo Bokermann no baixo, no lugar de Marcelo Esturilho. Quanto à participação de Úrsula, já estava na meta da banda a inclusão de mais uma pessoa para cuidar especificamente desta função? Enfim, quais as contribuições criativas que a banda vislumbra com esta nova formação?

T.E: A Úrsula Lorenzon já vinha participando da banda antes mesmo de nossa estréia, desde então ela vem agregando as mais diversas funções de acordo com a necessidade de cada música, e isto cresceu de tal forma que ela acabou naturalmente se tornando uma integrante oficial da banda pois sua participação é primordial ao nosso trabalho. Além de backing vocal, a Úrsula Lorenzon toca guitarra, percussão, teclado e tem participado de todo o processo criativo. O Leonardo Bokermann no baixo acabou por dar uma nova energia a banda, ele já era nosso amigo e é um ótimo músico, logo no primeiro ensaio já rolou uma ótima química, e também tem participado do processo criativo.

R.P. A cena musical indenpendente de Curitiba, hoje, começa a pulsar com mais vivacidade, tendo em vista os diversos projetos estruturados e o louvável empenho das novas bandas que a compõem, como Pão de Hamburguer, O Trilho, Trem Fantasma e o próprio Te Extraño. Gradativamente, estamos abandonando a reprodução para dar espaço à criação de novas vozes, sons e cores. Como a banda vislumbra este novo momento da cena curitibana? De fato, tais aspectos negativos estão sendo superados?

T.E: Temos curtido este novo momento da cena curitibana, pois é a cena da qual temos participado e conseguido várias oportunidades em pouco tempo de banda. De um modo geral, achamos que o nível dos trabalhos, com relação a gravações, shows, equipamentos, está bem superior comparados a outras épocas que presenciamos. Mas Curitiba sempre foi assim, muitos sons e cores.
R.P Para encerrar, quais são os planos futuros da banda com esta "reabastecida" formação e com este aprimorado cenário musical?

T.E: Compor mais, tocar mais, se divertir mais... Acho que é isso, a gente ama música e quanto mais pudermos compartilhar isso com mais pessoas, melhor.

Todas as fotos que compõem esta matéria foram registradas pelo fotógrafo Marco Stammer
_ _ _

Já ouviu Te Extraño hoje? Não???? Eis, então, uma boa oportunidade para tanto!
Ouça as canções disponíveis no Myspace: http://www.myspace.com/espacoteextrano

Quer conhecer ainda mais a banda? Siga o Te Extraño no Twitter: @t_extrano
O Te Extraño também possui um espaço virtual onde é possível tomar contato de notícias sobre a banda, fotos e letras das canções. Acessem: http://www.teextrano.wordpress.com

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

13/11 - Dr. Sin e Silvermoon

  
Sábado será um dia extremente relevante para o rock n' roll curitibano: o Dr. Sin aterrisará no palco do Hangar Bar para cumprir sua apresentação no Rex Som Music Festival, que contou também com o show da banda Cachorro Grande.

Para melhorar ainda mais este quadro, a aberuta do show de sábado à noite ficará a cargo de um dos maiores nome do hard rock curitibano: Silvermoon fará da noite um momento ainda mais especial. Ronaldo Jr, tecladista da banda, adiantou ao Rock Pensante as expectativas que permearam estes dias que antecederam o show: "As expectativas são das melhores pra esse show. Até então é o nosso show mais importante... sem contar que tocar no mesmo palco, na mesma noite que o Dr. Sin é uma honra pra qualquer banda. Esses caras são muito bons!!" 

Gradativamente, a Silvermoon consolidou seu nome no cenário curitibano. A cada apresentação, a banda inclui a cada noite, além de uma nova experiência na bagagem, novos elementos para seus shows. Na noite da apresentação com o Dr. Sin a premissa não é diferente: "A cada show que passa sempre estamos incluindo algumas músicas novas no repertório", afirmou Ronaldo Jr.. "Nem todo show é possível apresentar muitas novidades, pois dependendo do evento, o tempo de apresentação é menor... De qualquer maneira, pode-se esperar músicas novas no repertório da banda e a energia e performance que sempre apresentamos!"

Enfim, agora é com a gente: eis nosso dever de comparecer em massa no Hangar  e prestigiar dois grandes nomes do rock n' roll!!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Oficializadas as datas da "The Final Frontier World Tour" em 2011: Curitiba está novamente no Roteiro


O que antes era apenas especulação e otimismo hoje, dia 02 de novembro de 2010, pontualmente às 16 hrs se confirmou: o Iron Maiden voltará às paragens tupiniquins em 2011. E mais do que isso: CURITIBA faz parte do novo roteiro da Donzela de Ferro. Ao menos essa é a base que sustenta a divulgação das datas oficiais da turnê do novo álbum da banda, "The Final Frontier", lançado neste ano e responsável por um dos maiores números de vendagem de 2010.

"Around the World in 66 Days!" é o que promete o Iron Maiden na primeira parte de sua turnê, que começará em Moscou no dia 11 de fevereiro e se encerrará no dia 10 de julho em São Petersburgo, também na Rússia. Ao todo, serão mais de vinte shows em 13 países diferentes e, novamente, em tempo recorde, o que somente será possível com a utilização do Ed Force One, Boing exclusivo da banda que os leva aos quatro cantos do mundo economizando gastos e distribuindo energia. No comunicado oficial do grupo em seu web site (clique AQUI para ler), há tsmbém a confirmação do novo design do Ed Force One, que trará em si a simbologia característca da arte do novo álbum. Será a borde deste "tapete mágico", como o próprio Bruce o chama, que o Maiden percorrerá mais de 50.000 milhas, valor superior a 80.450 km. 

Segundo Dickinson, a escolha por trazer de volta o Ed Force One deu-se pela diversão e bons resultados obtidos com a Somewhere Back in Time World Tour nos anos de 2008 e 2009: "A banda e toda a equipe se divertiu tanto viajando deste jeito", afirmou a eterna voz da Donzela, "que nos pareceu lógico formatar esta parte da The Final Frontier Tour do mesmo modo, para que pudessemos ver a maior quantidade possível de fãs ao redor do mundo. (...) Assim, estaremos em lugares onde o Maiden nunca esteve antes." A prova disto, por exemplo, resido o fato da banda visitar Cingapura, território não visitado pelo grupo antes.
Outro ponto importante e de forte interesse aos fãs diz respeito ao set list que servirá de base para a The Final Frontier World Tour, vez que o Maiden é conhecido por manter a mesma relação de músicas em grande parte de suas apresentações. Bruce Dickinson, no mesmo comunicado, deu algumas pistas do que os maidenmaníacos podem esperar: "O set list vai ser diferente nesta parte da turnê. Certamente tocaremos mais canções do novo álbum e também material mais recente, mas também incluíremos uma dose saudável das canções favoritas de nossos fãs mais antigos, assim como sabemos que também estaremos tocando estas mesmas canções pela primeira vez para fãs que irão ouvir essas canções ao vivo pela primeira vez." Deste modo, o que já era em certo ponto esperado também se confirmou: ao contrário dos shows de 2010, que antecederam o lançamento de "The Final Frontier" e contaram apenas com "El Dorado" em sua formatação, a banda privilegiará o novo disco e parte do material recente, visto nos álbuns "Brave New World", "Dance of Death" e "A Matter of Life and Death". Resta saber como será essa "dose saudável" de clássicos que Bruce prometeu. Alguém se arrisca a palpitar?

Outro ponto tratado por Dickinson refere-se à produção do show da banda nesta nova turnê: "Levaremos em nosso avião a uma quantidade ainda maior de produção que utilizamos neste ano, o que inclui certamente Eddie, e pretendemos reproduzir o espetacular show de luzes em tantos lugares que forem possíveis. Tudo isso garante uam viagem fantástica para todos! Nos vemos em breve!" Diversas críticas apontaram as apresentações da banda que antecederam o lançamento do novo disco (como a que ocorreu na América do Norte com o Dream Theater) como um espetáculo tanto musical como visual; então, devemos esperar que, no mínimo, esses mesmos espetáculo se repitam positivamente em 2011.

Quanto aos shows, o Brasil será agraciado com seis apresentações: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belém, Recife e Curitiba. Na América do Sul, serão ao todo quatro shows (sem contar os que ocorrerão em nosso país): Colômbia, Peru, Argentina e Chile também receberão a nova turnê da Donzela de Ferro. Quanto ao show em Curitiba, o local escolhido foi o Expotrade, que já albergou a apresentação derradeira do Oasis em solo brasileiro. Agora é torcer que não ocorra nenhuma espécie de cancelamento, vez que a Pedreira Paulo Leminski, local que recebeu o último show do Maiden em 2008, ainda encontra-se interditada por sucessivas e ridículas decisões judiciais sustentadas por puro preconceito e implicância.

Devemos agora acertar os relógios, marcar as agendas e guardar uma grana, já que os ingressos dos últimos shows de grande porte têm sido bastante caros e, até certo ponto, absurdos. Vejam abaixo a completa lista das datas que compõem a The Final Frontier World Tour. Nos vemos em 05 de abril de 2011!!!
Cheers!!!

FEBRUARY
Fri 11
Tue 15
Thu 17
Sun 20
Wed 23
Thu 24
Sat 26
Sun 27

Moscow, RUSSIA
SINGAPORE
Jakarta, INDONESIA
Bali, INDONESIA
Melbourne, AUSTRALIA
Sydney, AUSTRALIA
Brisbane, AUSTRALIA
Sydney, AUSTRALIA

Olympiski
Singapore Indoor Stadium
Stadium Utama Gelaro Bung Karno Senayan
Garuda Wisnu Kencana
Hisense Arena
Entertainment Centre
Showgrounds (Soundwave Festival)
Eastern Creek Raceway (Soundwave Festival)

MARCH

Fri 4
Sat 5
Mon 7
Thu 10
Sat 12
Sun 13
Thu 17
Fri 18
Sun 20
Wed 23
Sat 26
Sun 27
Wed 30


Melbourne, AUSTRALIA
Adelaide, AUSTRALIA
Perth, AUSTRALIA
Seoul, KOREA
Tokyo, JAPAN
Tokyo, JAPAN
Monterrey, MEXICO
Mexico City, MEXICO
Bogota, COLOMBIA
Lima, PERU
Sao Paulo, BRAZIL
Rio De Janeiro, BRAZIL
Brasilia, BRAZIL


Showgrounds (Soundwave Festival)
Bonython Park (Soundwave Festival)
Steel Blue Oval (Soundwave Festival)
Chamsil Gymnasium
Super Arena
Super Arena
Banamex Theatre
Foro Sol
CC Sapo
Estadio San Marcos
Morumbi Stadium
HSBC Arena
Nilson Nelson Parking Lot

APRIL

Fri 1
Sun 3
Tue 5

Fri 8
Sun 10
Wed 14
Sat 16
Sun 17


Belem, BRAZIL
Recife, BRAZIL
Curitiba, BRAZIL

Buenos Aires, ARGENTINA
Santiago, CHILE
San Juan, PUERTO RICO
Sunrise, Florida, USA
Tampa, Florida USA

Parque De Exposicoes
Parque De Exposicoes
Expotrade

Velez Sarsfield
Estadio Nacional
Coliseo De Puerto Rico
Bank Atlantic Center
St Pete Times Forum

JULY
Jun 30 - Jul 3
Fri 1
Wed 6
Fri 8
Sun 10


Roskilde, DENMARK
Gothenburg, SWEDEN
Oslo, NORWAY
Helsinki, FINLAND
St Petersburg, RUSSIA


Roskilde Festival
Ullevi Stadium
Telenor
Olympic Stadium
SKK Peterburgskiy

Plexo Solar: Nova Música, Novo Som



Nelson Rodrigues, lá pela segunda metade do século passado, dizia que bom mesmo é quando as coisas ocorrem depressa. Com a música, em raras exceções, as coisas funcionam igualmente bem deste jeito: é sempre gratificante ver quando novos "construtores" aceleram positivamente a demonstração de sua arte, fazendo do relógio um aliado ao invés de um obstáculo. Com o Plexo Solar foi assim: depois de sua primeira apresentação em julho deste ano, sob a égide e incentivo da banda Trem Fantasma, o grupo utilizou muito bem o seu tempo e, hoje, todos já podem aproveitar o primeiro EP do grupo em seu MySpace. Ainda bem.

O Plexo Solar consolidou-se em 2009, ano ainda recente, sob o formato de power trio, com iniciativa dos amigos e guitarristas Alexandre Provensi e Matheus Godoy . Com as idas e vindas normais de uma banda em início de caminhada, o baixista Fred Romero juntou-se ao grupo e Marcelo Liberato assumiu a regência das baquetas do Plexo, transformando a banda em um quarteto, formação atual que consolidou as gravações inéditas em questão. Essa alteração de "formatação" por vezes é essencial e, com raríssimas exceções, imprescindível para o crescimento criativo da banda. Exemplos desta regra são vistos no Trem Fantasma - banda originada no power trio que ampliou sua gama criativa e seu alcance com a chegada de Marcos Dank - e o Pão de Hamburguer, que também começou como trio e atualmente conta com 5 integrantes. Nem é preciso dizer que ambas as bandas, hoje, estão fazendo história.

Pois bem. Da fonte musical provida pelos Beatles, Beach Boys, Mutantes e Novos Baianos é que surgiu a base fundante da sonoridade do Plexo Solar. Nas 4 canções que compõe o EP de estréia da banda ("Crime no Alvoredo", "Enquanto o Dia Passa", "Insano e Salvo" e "No Escuro") os elementos criativos das influências acima citadas encontram-se presentes; basta ouvir com atenção as faixas para chegar a tal constatação.

"Crime no Alvoredo", canção responsável por recepcionar o ouvinte, recria a atmosfera de um assassinato ocorrido na capital gaúcha nos anos finais do século XIX. A faixa foi originalmente concebida por Alexandre Provensi, mas jamais teria se concretizado sem a participação incisiva dos demais integrantes: Matheus acolchetou muito bem as linhas de guitarra em formato de slide enquanto Marcelo improvisa um solo vocal que aproxima-se a sonoridade musical de, vejam só, um trompete. Outra colaboração fundamental percebida nesta faixa é a execução de piano reverberada por Hermann Ruthes, responsável também por abrir as portas da Polizu Records ao Plexo Solar. Com tudo isso, "Crime no Alvoredo" consegue conduzir fielmente o ouvinte por um porão de Porto Alegre do século XIX: a canção se desenvolve e cresce com facilidade, envolvendo o ouvinte sem perceber.

"Enquanto o Dia Passa", por sua vez, pauta-se em uma construção musical mais focada nos vocais para alterar a atmosfera criada pela canção de abertura, dando um ar introspectvo e intimista à audição. Novamente, a participação de todos os integrantes foi fundamental para o alcance do resultado final percebido. Talvez por isso o nome da banda não poderia ter sido melhor escolhido: se "plexo" quer significar uma espécie de entrelaçamento e comunicação de nervos, formando uma rede única e comunicante, o objetivo foi alcançado. Mas também não podemos esquecer o significante provido pelo ocultismo sobre o que seria o "plexo solar": uma espécie de centro da vitalidade e da circulação nervosa, de que parte o impulso motor do coração. Sabendo dessas perspectivas, ainda que de modo inconsciente, a audição das canções da banda fica ainda mais interessante.

A faixa seguinte, "Insano e Salvo", aumenta ainda mais a atmosfera instrospectiva criada pela canção precedente. Dotada de uma letra inteligente que nos conduz à uma relevante reflexão sobre a nossa parca sanidade, a música toca na alma de quem a ouve de diversos modos. Nela, além da influência vocal beatle percebida no eterno "Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band", a expansão instrumental também impressiona. Quando "Insano e Salvo" libera seus primeiros ruídos, a impressão que temos é a do surgimento de uma canção concisa e direta. Mas antes do fim do primeiro minuto já esquecemos essa premissa: a sonoridade trafega em tantas vias que nos perdemos deliciosamente em suas variáveis. "Insano e Salvo" contou ainda com a ímpar participação de Rayman Juk, do Trem Fantasma, no órgão analógico.

A faixa derradeira, "No Escuro", troca todos os elementos providos pelas 3 canções anteriores e aposta na surpresa para conquistar quem a ouve. O verso inicial, acompanhado pela frase de seis cordas que abre simultaneamente a canção, deixa de remeter o ouvinte a John Lennon para introduzí-lo à inspiração da musicalidade brasileira. Wilson Simonal iniciou uma de suas famosas pérolas, "Não Vem que Não Tem", do mesmo modo que Alexandre Provensi reverberou o seu "Eu te disse", neste EP. O balanço, o tom e a intenção são similares. A troca de tonalidade foi benéfica: "No Escuro" consegue navegar por diversas influências sem tirar totalmente o pé da sonoridade forte do rock n' roll, como provam os dois solos insculpidos na canção. Talvez por ser um dos mais antigos trabalhos do Plexo Solar, "No Escuro" tenha trocado tanto de roupagem ao longo do tempo. O riff que encerra a canção também merece aplausos.

As canções que compõem o EP do Plexo Solar contaram, além da produção de Hermann Ruthes, com a atenção singular de Leonardo Montenegro, guitarrista do Trem Fantasma, para a lapidação da sonoridade das seis cordas. O resultado não foi apenas relevante, como também impressionante, vez que cada canção consegue transpassar um sentimento, ou uma gama de sentimentos, totalmente diversos entre si. 

Por todas essas razões, e por tantas outras que ainda vamos descobrir com o tempo, o Plexo Solar vale a pena ser ouvido, (re)ouvido, discutido e apreciado. São canções sinceras, leves, densas e que nos fazem pensar: tudo isso em uma fração de segundos. Agora é esperar pelas novas apresentações da banda. A boa música é garantida.

Cheers!!!

OUÇAM MÚSICA CURITIBANA!!!
Plexo Solar no MySpace: http://www.myspace.com/oplexosolar

Sigam também a banda no Twitter (@plexo_solar) e no Orkut