sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

2008 - "Slash" (Slash & Anthony Bozza)



Retratar uma vida através de palavras não é tarefa fácil. Lembranças, sonhos e sentimentos das mais variadas espécies trafegam em grande parte das vezes na contramão, enquanto trava-se uma verdadeira luta com a própria memória para distinguir aquilo que é real e de fato aconteceu, daquilo que não passou de uma inspiração áspera que poderia ter acontecido. Ainda que árdua, esta foi mais uma batalha vencida por Slash, que não teve receio algum em entrar na montanha russa de seu passado para redescobrir sua própria história e dividí-la por uma via surpreendentemente cativante: a sinceridade. É este o sentimento que guia a leitura de "Slash", biografia escrita pelo guitarrista com o auxílio de Anthony Bozza. 

Slash é uma daquelas poucas pessoas capazes de atrair para si, na mesma fração de segundo, diversas significações. Para uns, não passa de um "junkie safado", que não faz mais do que aproveitar-se de um passado superestimado. Para outros, sua postura é uma referência sincera sobre a explosão que é a relação humana com o rock n' roll, que faz de sua figura uma espécie de catalisador de energia por onde quer que passe. A imagem esfarrapada do ébrio guitarrista empunhando uma Les Paul e escondendo a face sob uma cartola não era apenas uma alusão a si mesmo: chega a traduzir, com esta representação, uma síntese de tudo que rock n' roll poderia proporcionar e cobrar, tudo isso na velocidade de um estalo. À exemplo de tantos outros, a partir de sua imagem muitos jovens fizeram guitarras imaginárias explodir em seus quartos ao som de suas canções; outros, mais descomprometidos, simplesmente adotaram seu estilo de vida e tornaram-se tão ébrios, em determinado período da vida, como ele. De uma forma ou de outra, Slash, primeiramente através do Guns n' Roses, esteve presente na vida de milhares de pessoas que atravessaram as marés violentas da juventude.

Em "Slash", Saul Hudson narra de modo incrivelmente sincero sua história, desde as alucinadas corridas de bicicleta pelas ruas californianas e os primeiros furtos da juventude, até a conquista do mundo com o Guns n' Roses e sua consequente e incontrolável deterioração. Sem a presença de um formalismo exagerado e desnecessário na escrita, em diversos momentos pode-se ler frases diretas de Slash, cuja intensidade não foi filtrada (para nossa sorte) pelo co-autor e revisor Anthony Bozza. A narrativa utilizada segue a mesma linha introduzida por J. D. Salinger em "The Catcher un the Rye", através de um modo intimista e dialogal que deixa transparecer, a todo instante, um convite ao leitor para  não se limitar a apenas ler a história, mas também participar de seus meandros. A versão original em inglês é repleta desses momentos marcantes, que se reproduzem em grande parte da versão brasileira. Mas, como não poderia ser diferente, alguns tropeços na tradução são percebidos em certos momentos, representados por frases desconexas e passagens truncadas que, na versão americana, têm um significado totalmente diverso e limpo.

À exemplo dos ícones da música que surgiram em momentos precedentes e posteriores, Slash teve, em sua infância, uma forte ligação com a arte, introduzida, em primeiro passo, por seus pais. Desde a prematura saída da pequena cidade inglesa de Stroke-on-Trent (onde também nasceu Lemmy Kilmister, do Motörhead) até a chegada aos EUA, onde sua personalidade tomou os primeiros contornos, Slash dava sinais que trilharia um caminho diverso dos demais: assim como Kurt Cobain, Saul utilizava-se de desenhos para expressar o que sentia, quando pequeno. Ao longo de seu crescimento, os desenhos deram lugar a uma aos sentimentos pulsantes da adolescência, onde a música e pequenos atos de vandalismo marcavam cada vez mais sua personalidade. Foi também neste período que Slash deu o ponta-pé inicial na sua relação com as drogas e escolheu a guitarra, com incentivo da avó, como novo meio de canalizar e expressar o que sentia.


Da adolescência raivosa até as raízes do que viria ser o Guns n' Roses, o livro traz uma miríade de acontecimentos marcantes que, página por página, se desdobram em momentos cômicos, confusões e problemas graves. Se pairava no ar alguma dúvida sobre a origem da violência e agressividade que a banda deixava transparecer no início de sua carreira, ela se esgota na leitura deste livro. Nada de marketing ou sensacionalismo: o Guns n' Roses era, de fato, a banda mais perigosa do mundo. Seus membros desfrutavam de uma união impulsionada pela pobreza, um sentimento hedonista imensurável e completa falta de qualquer tipo de razão. A fase mais criativa do Guns n' Roses, justamente a que precedeu a gravação de "Appetite for Destruction", era sustentada por poucas refeições, porres homéricos, sexo, drogas, prisões e balbúrdias: nessa época, o Gn'R apresentava-se em pocilgas literalmente banhadas à vômito e causava tumulto onde quer que fosse. Todas essas experiências são retradas com uma vivacidade marcante, passível de transmissão somente por quem as viveu e sentiu. 

A narrativa sobre o crescimento do Guns n' Roses representa um momento relevante do livro, não apenas pelo fato de dar ao leitor a chance de acompanhar boa parte do processo de composição das canções que formataram os álbuns da banda, mas também (e principalmente) por evidencar a dificuldade com que a o grupo se firmou e a facilidade com que ruiu. A deterioração da banda é mostrada por um viés tocante, que chega a angustiar: desde a expulsão de Adler até o enclausuramente psicológico de Axl, Slash pincela um quadro tortuoso e, em nenhum momento, se esquiva de suas próprias responsabilidades. Ainda que indiretamente, assume que parte dos efeitos que derrubaram o Guns vieram da dificuldade de comunicação entre os integrantes, inclusive dele mesmo. A conturbada relação com Axl também é alvo de explanações, desde a cumplicidade do início da carreira até o afastamento derradeiro na metade da década de 90, mas sem objetivar ofensas ou algo semelhante: apesar de contar a história sob seu ponto de vista, Slash foi sensato a ponto de tecer vários elogios e criticar de modo comedido a postura de Axl, visto que esta foi a razão fundamental de sua saída.

O mergulho profundo de Slash nas drogas e sua luta em reabilitar-se também merece destaque. Chega a espantar a lucidez com que o guitarrista relata suas alucinações (que envolviam, na maior parte das vezes, pequenos monstros antropomórficos que o obrigou a, certa vez, destruir um quarto de hotel e fugir nú por um campo de golf - charge ao lado) e o sofrimento com as infindáveis crises de abstinência enfrentadas com a esperança de abandonar o uso praticamente cotidiano de heroína, cocaína e crack, que sucedeu a explosão de "Appetite for Destruction" no mundo. Neste ponto, certamente quem merece aplausos é Anthony Bozza, que conseguiu conduzir o relato de Slash por uma trilha nítida e clara: neste caminho, mostra-se o preço cobrado por tal "estilo de vida", e o rock n' roll não parece tão glamouroso como antes. Essa rotina do Guns n' Roses foi explicitada com um cuidado interessante: é possível "passear" pelos tormentos de Izzy com as drogas e seu afastamento súbito para a reabilitação própria; pelos incompreensíveis e sucessivos atrasos de Axl e seu temperamento imprevisível, que causaram estragos em boa parte da turnê dos Illusions (como o incidente em St. Louis, que custou à banda U$ 200.000,00 em indenizações); e pelo esfacelamento gradual do Guns n' Roses  com questões contratuais inimagináveis em uma banda que surgiu, literalmente, do fundo do poço. Quem passa a conhecer os primeiros passos do Gn'R, se surpreende com os tropeços de seu fim.

Enfim, "Slash", autobiografia de um dos maiores nomes das seis cordas, traz uma gama variada de histórias que conduzem o leitor em uma viagem que vai da mais profunda degradação ao céu em uma velocidade vertiginosa, apenas para, em seguida, tornar a cair, com a diferença que, nesta última queda, é o próprio Slash quem abre as asas e pausa os acontecimentos. Levando-se em conta tudo o que se submeteu e suportou, o guitarrista merece aplausos por, hoje, estar onde se encontra. Além do mais, todos ganhamos com isso. Ou, ao menos, ganham aqueles que admiram o seu trabalho.


Cheers!!!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Slash: Confirmado local do Show em Curitiba


Ao menos em princípio, as especulações sobre o local do show de Slash em Curitiba  já se encerrou: ainda no início do dia, o site oficial do guitarrista divulgou que o Curitiba Master Hall foi escolhido como o abrigo da apresentação de um dos ícones mais representativos do hard rock. Será lá que, no dia 08/04/2011, apenas três dias após o great gig do Iron Maiden, centenas de amantes da boa música poderão desfrutar um momento  no mínimo, único.

Quanto aos ingressos, as informações ainda são um tanto desencontradas. Por consequência da escolha do local, pode-se deduzir que, à exemplo de Twisted Sister e Motorhead, será o Disk Ingresso o responsável pelas vendas dos tickets. No site oficial, juntamente à lista de shows, já há a opção de compra dos ingressos: ao clicar em "Tix", somos direcionados à página do Curitiba Master Hall; mas ainda não há qualquer menção específica ao show e aos ingressos. O mesmo ocorre na página do Disk Ingresso: aparentemente, será necessário mais alguns dias de espera até a divulgação de valores.

 Quanto ao show, as expectativas não poderiam ser melhores. Esta será a primeira vez que Slash virá à Curitiba e, pelas suas últimas apresentações, pode-se ter certeza que dia 08/04/2011 será uma noite e tanto. O guitarrista, ao consolidar a tour de seu primeiro disco solo, conseguiu juntar uma banda e tanto: o baterista Brent Fitz, que acompanha Alice Cooper em seus shows; o baixista Dave Henning, da banda americana Big Wreck e o guitarrista Bobby Schneck (que já tocou com Weezer, Green Day e Aerosmith)  cumprem com louvor a tarefa de ampliar ainda mais a vibração das canções apresentadas, tendo em vista que os shows não contemplam apenas as faixas do novo álbum, trazendo também clássicos do Snakepit, Velvet Revolver e, claro, Guns n' Roses.

Prova disto é a quantidade e qualidade de apresentações que Slash tem feito nesta turnê: além de participar de conceituados festivais (como o Download Festival, Rock Am Ring e Glastonbury), o guitarrista por diversas vezes adicinou "temperos" especiais às noites, com a presença de alguns dos convidados que participam do novo disco: Alice Cooper deu uma baita canja em um show na França em meados de junho deste ano (bootleg este que será apresentado aqui no Rock Pensante nos próximos dias) cantando "Scholl's Out"; Lemmy Kilmister, esterna voz do Motörhead, também participou de shows na Europa e E.U.A integrando a faixa "Doctor Alibi". Para os shows que ocorrerão no Brasil, à exemplo dos demais concertos, será Myles Kennedy o frontman de Slash. Contrariando algumas perspectivas pessimistas havidas antes do início da turnê, Myles deu conta do recado com folga: sua voz encaixou-se em todos os formatos de canções, seja do Gn'R ou Velvet Revolver.

Como não poderia ser diferente, vários sonham com uma possível reunião de Slash com ninguém menos que Ozzy Osbourne, já que ambos estarão no Brasil na mesma semana para suas respectivas apresentações. Em diversas comunidades no Orkut e no sítio virtual Slashonlinebrasil, a expectativa é grande em torno de uma canja de Slash em um dos shows de Ozzy, ou vice-versa. Mas, sejamos sinceros: é algo difícil de ocorrer, já que "Crucify the Dead", canção que Ozzy canta no disco de Slash, raramente integra os set lists dos shows. Isto sem contar o vetor financeiro que catalisa as apresentações e participações no mundo do rock. O jeito é esperar. 

O Rock Pensante estará atento às movimentaçõe sobre os shows de Slash no Brasil, em especial, logicamente, o que ocorrerá em nossa cinza cidade. Como forma de comemorar a primeira apresentação do "Sr. Cartola" em solo paranaense, já preparamos uma série de postagens que serão exibidas semanalmente sobre o artista, desde resenhas até notas informativas. Vamos todos aproveitar esta celebração!
Cheers!!!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

2010 - Order of the Black (w/ bonus tracks)


Certas coisas são fáceis de afirmar, seja em nosso cotidiano ou em relação à música. Assim como dizemos sem pensar muito que o "céu é azul", dizemos que também que Zakk Wylde é um dos gênios criativos mais relevantes dos últimos 15 anos. Seja com o Ozzy Osbourne, com o Black Label Society ou com qualquer coisa ou pessoa, Zakk é capaz de criar bons momentos para os amantes do som pesado. "Order of the Black", último lançamento do BLS é a prova cabal disto: apesar do excelente desempenho de Nick Catanese, John DeServio e Will Hunt, o que brilha mesmo é a estrela luciferiana de Wylde.

"Order of the Black" inicia-se com uma dupla explosão: "Crazy Horse" e "Overlord" mostram a força natural do Black Label Society em grande estilo. Delas, destaca-se "Overlord": densa e calcada em um riff que fica preso na alma, a faixa e suas variações de velocidade são a nítida garantia de um "whiplash" maravilhoso. "Parade of the Dead", apesar da sequência manjada do riff, também desfere alguns socos no ouvido de quem a ouve.

Mas "Order of the Black" não é só peso: Wylde e companhia consolidaram momentos reflexivos interessantíssimos, o que traduz a incrível capacidade produtiva da banda em, vejam só, compor frases calmas aptas a fazer um estádio inteiro cantar à luz de chamas de isqueiros. "Darkest Days" é a primeira delas: com um refrão forte e  a marcante contribuição de Wylde no piano, a canção gruda em nossa memória e custa a sair. É "chicletuda", na melhor acepção do termo. "Time Waits for no One" aposta nesta mesma fórmula, mas vai além: a letra é de uma sensibilidade que bate de frente com a figura ríspida e carrancuda de Zakk Wylde. O solo da canção é igualmente marcante, e potencializa aquele momento "ser ou não ser" (com direito a caveira e tudo o mais) que faz o sujeito mais superficial a parar e pensar na vida. "Shallow Grave", ainda que mais tímida e menos completa em critérios musicais, também se vale desta mesma premissa.

Voltando ao que sabe fazer de melhor, o Black Label Society garante a variação de peso/velocidade com outras canções: "Riders of the Damned", "Black Sunday" e "Southern Dissolution" aproveitam-se dos tradicionais picks de Wylde para fazer a cabeça balançar. A versão simples de "Order of the Black" encerra-se em "January", faixa predominantemente acústica que vale a atenta audição. Mas, nesta versão disponibilizada pelo Rock Pensante, mais duas canções são introduzidas, ambas de natureza tênue: "Junior's Eyes" e "Helpless". A primeira, na verdade um tributo ao Black Sabbath, visto que a canção figura no álbum "Never Say Die", poderia ser muito bem um dos singles do álbum: a letra tipicamente sabbatiana conduz uma singular viagem do ouvinte ao tom do piano e do lamento de Zakk Wylde. Em termos simples, "Junior's Eyes", mesmo sendo um cover, é um dos momentos mais marcantes da carreira do Black Label Society.

Em termos gerais, "Order of the Black" traduz um dos melhores trabalhos do BLS. Muito bem produzido, o álbum apresenta diversas faces do grupo, seja em sua vertente tradicionalmente pesada e bruta, seja em seu formato mais comedido e reflexivo. Os vocais de Zakk Wylde estão mais lapidados, e, em certos momentos, chegam a lembrar muito do que Ozzy Osbourne já fez, principalmente nas canções mais calmas, como "Junior's Eyes" e "Time Waits for no One". Pode parecer exagero à primeira vista, ou, até mesmo, uma blasfêmia, mas não se está querendo comparar o incomparável; em todo caso, parece-nos natural que Zakk lance mão de meios oriundos de Ozzy, depois de acompanhá-lo por tanto tempo. E o resultado, a despeito das contradições, foi sensacional. "Order of the Black" merece ser ouvido até os tímpanos explodirem.

Cheers!!!

Set List:

1. Crazy Horse
2. Overlord
3. Parade of the Dead
4. Darkest Days
5. Black Sunday
6. Southern Dissolution
7. Time Waits for no One
8. Godspeed Hellbound
9. War of Heaven
10. Shallow Grave
11. Chupacabra
12. Riders of the Damned
13. January
14. Junior's Eyes (bonus track)
15. Helpless (bonus track)

CLIQUE AQUI P/ FAZER O DOWNLOAD 

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

2006 - Tribute to Rainbow: Joe Lynn Turner and The New Japan Philarmonic


Não é de hoje que o rock e a música clássica trafegam e constroem seus caminhos de mãos dadas. Na história, desde o pioneiro "Concert for Group and Orchestra", temos diversos exemplos de bandas que se aventuraram em consolidar uma releitura de seu trabalho com a fusão entre o peso e o refinamento. No sentido oposto, a recíproca também é verdadeira: não faltam tributos de orquestras à bandas lendárias, de Led Zeppelin a Iron Maiden. E com o Rainbow a coisa não foi diferente.

A banda fundada por Blackmore sempre teve, por razões óbvias, uma ligação direta com a música erudita. "Blackus" nunca escondeu que suas maiores influências decorriam da música clássica, especialmente da vertente barroca. Diversas canções do Rainbow (e, claro, também do Deep Purple) são uma menção direta à esta influência. Yngwie Malmsteen, mais do que uma lenda das seis cordas, ostenta orgulhosamente o fato de que foi Blackmore quem construiu a ponte que o levou até a música clássica e guiou todo o seu desenvolvimento técnico na guitarra. Enfim, por estas razões, e por tantas outras, nada mais justo que o Rainbow recebesse uma direta homenagem produzida por uma excelente orquestra; e mais: nada melhor do que Joe Lynn Turner fazer "as vezes" de porta-voz desta festa.


E assim consolidou-se este excelente bootleg, que o Rock Pensante traz com o maior contento. "Tribute to Rainbow" apresenta canções provavelmente escolhidas a dedo, mostrando duas fases do grupo que o público conhece bem: a que contava com o eterno Ronnie James Dio nos vocais e, logicamente, a que contou com Turner como frontman. Outro ponto importante neste tributo é a predominância da orquestra no alicerçamento sonoro. Nada de guitarras, bateria e baixo acompanhado a New Japan Philarmonic: apenas ela e Turner é que preencheram o vazio com todo o sabor artístico que a música pode proporcionar.

No primeiro disco, predominam as canções da "Era Dio": "Catch the Rainbow" introduz um ímpar momento de reflexão, com a execução perfeita da orquestra e a força da voz de Turner, que honrou com glória o legado de Dio no Rainbow. "Gates of Babylon" e "Rainbow Eyes" também fazem valer a atenta audição, seja para captar as inovações providas pela orquestra ou apenas para apreciar sua beleza. Já no segundo disco, é a "fase Turner" que mostra sua face. "Stone Cold", "Street of Dreams", "Maybe Next Time" e "Stranded" reascenderam a chama de um dos mais curiosos momentos do Rainbow. Com o gradativo crescimento da força das canções (captado pela orquestra), instantaneamente preenchemos as lacunas deixadas pela ausência de distorção e beat com nosso imaginário: somos nós quem conduzimos guitarras, baixos e baterias ao nosso próprio deleite. É de se imaginar o quão interessante seria uma homenagem ao Rainbow nestes mesmo moldes, acrescidos de fato com o peso do hard rock.

Mas, sem exageros, talvez o ponto alto do tributo encontre abrigo em "Spotlight Kid", canção do álbum "Difficult to Cure", primeiro com Turner nos vocais. Nesta faixa percebe-se a nítida ligação do Rainbow com a música clássica: a orquestra não mudou sequer uma passagem da canção, mas, quem a ouvir pela primeira vez e não souber que foi Richie Blackmore quem a escreveu, possivelmente irá creditar a composição à algum ícone da música do século XVIII ou XIX. "Spotlight Kid" representa toda a extensão erudita incrustada no espírito do Rainbow pela influência de Blackmore. Simplesmente fantástico.

Enfim, "Tribute to Rainbow: Joe Lynn Turner and The New Japan Philarmonic" constituí um tributo e tanto para umas das mais importantes bandas de hard rock de todos os tempos. Além de uma reverência merecida, é também a chance de apreciarmos o trabalho da banda sob outro prisma, aproveitando todas diferenças e semelhanças criativas decorrentes do rock e da música clássica. Como não poderia ser diferente, é nossa obrigação creditar este tesouro ao blog Rockkk and Rulezzz, que primeiro apresentou este bootleg ao público. Conheçam o site acessando o link nos comentários da postagem.

Cheers!!!

Set List:

Disc One

1. Tune Up
2. Eyes of the World
3. Catch the Rainbow
4. Gates of Babylon
5. Weiss Heim
6. Raibow Eyes
7. 1812 Overture (Dedicated to Cozy Powell)

Disc Two

1. Elgar Pomp and Circunstance
2. Spotlight Kid
3. Stone Cold
4. Can't Let You Go
5. Stranded / I Surrender
6. Maybe Next Time
7. Street of Dreams

PARA FAZER O DOWNLOAD, CLIQUE AQUI 

Iron Maiden em Curitiba - Ingressos e Mapa do Local do Show


Pois bem. Devido a severos problemas de saúde deste matuto redator, o Rock Pensante teve suas atividades suspensas por mais de um mês. Ainda que não estejamos em condições 100 %, decidimos retomar, ainda que de modo comedido, os trabalhos. E nada melhor do que trazer boas notícias sobre o show do Iron Maiden em nossa cidade.

Os últimos dias foram de verdadeira angústia para os maiden-maníacos curitibanos. Atraso injustificado no início das vendas dos ingressos, impasses quanto ao local do show e uma miríade de boatos (a maioria infundados) conduziram os headbangers à um único local: um gigante ponto de interrogação que, até ontem, parecia difícil de ser dissolvido. Mas hoje, há poucas horas, uma luz insistiu em brilhar no fim do túnel: a produtora responsável pela vindo do Maiden à Curitiba resolveu liberar os valores dos ingressos para o show: a pista VIP custará R$ 250,00 e R$ 160,00 a pista comum. Os ingressos serão vendidos a partir do dia 13 de dezembro pelo site Ingresso Rápido, com pré-venda exclusiva no dia 12 de dezembro para membros do Iron Maiden Official Fan Club. Para visualizar a página da venda, basta clicar AQUI.

Ressalta-se, por óbvio, que é necessária a confecção de um cadastro prévio do usuário para compra do ingresso, tendo em vista que boa parte do pública comprará seu ticket pelo site, necessitando de entrega por SEDEX, ou outro meio. Todavia, haverão em Curitiba pontos físicos de venda, que poderão ser consultados ao fim desta nota, com maiores informações.

Outro ponto importante diz respeito ao local do show. Desde a indicação inicial do Expotrade, um mar de pulgas saltaram às orelhas de todos, como se a possibilidade de alteração (ou, até mesmo, cancelamento) parecia(m) prováveis. O local não é dos melhores e, de fato, incapaz de comportar todo o público que o Iron Maiden é capaz de atrair, isto sem contar a relativa dificuldade de acesso ao Expotrade. Inclusive, muitos indicaram que o atraso no início das vendas dos ingressos deveu-se por um impasse na batida do martelo em relação ao local: em comunidades do orkut, e também em outros sites, há quem jure que a Arena da Baixada é quem abrigará o show. Outros, do meio jurídico (aos quais se filia este redator), acreditam em uma possível liberação da Pedreira Paulo Leminski, vez que o processo de interdição teve reviravoltas relevantes. Pelo sim, pelo não, em princípio o Expotrade mantém-se como sede da grande festa do dia 05/04/2011, tendo sido publicado, inclusive, um mapa do local, que segue abaixo:

 Reforça-se, ainda assim, que apesar da divulgação de valores e do mapa do local, muito provavelmente o Expotrade não sediará a apresentação do Iron Maiden. Todavia, o que realmente importa é que o show ocorra em Curitiba, principalmente com a manutenção dos valores já mencionados, "baratos" se comparados aos demais shows que ocorrerão em 2011. Por exemplo, para o show do U2 em São Paulo, o local mais próximo do palco em 360º chega a custar R$ 1.000,00. Ainda que se leve em consideração toda a produção a ser utilizada pelo U2  nesse show em formato especial, poucas razões justificam este valor absurdo.

Enfim, agora é esperar pelo dia 15 de dezembro, torcendo para que as vendas não sejam novamente canceladas ou atrasadas. Inicia-se a regressiva do show da Donzela de Ferro em nossa cidade, daqui a 120 dias, salvo melhor contagem ou erros cometidos por nós. Em contrapartida, diversos outros shows ocorrerão em Curitiba em 2011, como Motörhead, Blaze Bayley, e Slash. Portanto, fiquem atentos no Rock Pensante para informações sobre os principais shows do próximo ano!

Cheers!!!

IRON MAIDEN - THE FINAL FRONTIER WORLD TOUR


Data: 05/04/2011

Local Provisório: Arena Expotrade (Rodovia João Leopoldo Jacomel, 10454 - Vila Palmital
Cep: 83320-005 - Pinhais - PR)

Valores:
 - PISTA VIP: R$ 250,00 (R$ 125,00 meia entrada)
 - PISTA COMUM: R$ 160,00 (R$ 80 meia entrada)

Pontos de Venda:
 - Virtual: INGRESSO RÁPIDO (http://www.ingressorapido.com.br/Evento.aspx?ID=13239)

 - Lojas Físicas em Curitiba:

FNAC CURITIBA
Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza - Loja 101 (Park Shopping Barigui), 600
Curitiba /PR
Formas de Pagamento:
Amex, Aura, Diners, Dinheiro, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.
Observação:
Compras de ingressos adquiridas através do site ou Call Center não poderão ser retiradas na lojas FNAC.

TEATRO LALA SCHNEIDER

Rua Treze de Maio, 626 - Centro
Curitiba /PR
Horário de Atendimento:
Terça a Quinta das 15:30 às 21:00
Sexta e Sábado das 15:30 às 00:00.
Domingo e Feriado das 14:00 às 21:00.
Formas de Pagamento:
Dinheiro Observação:
Segunda - Feira : Não abre a bilheteria.

TEATRO REGINA VOGUE (SHOPPING ESTAÇÃO)

Sete de Setembro - Lj. 2004, 2275 - Centro
Cep: 80060-070
Curitiba /PR
Horário de Atendimento:
Segunda das 14:00 às 18:00
Terça a Domingo das 14:00 às 22:00.
Formas de Pagamento:
Amex, Aura, Diners, Dinheiro, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.



VM.4 (SHOPPING OMAR)


Rua Vicente Machado, 285 loja 02/04 - (Entrada Também Pela Rua Comendador Araújo, 268)
Curitiba /PR
Horário de Atendimento:
Segunda a Sexta das 09:20 às 20:00
Sábado das 09:30 às 18:00.
Formas de Pagamento:
Amex, Aura, Diners, Dinheiro, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.